⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Como a segurança durante a gravidez não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.
Aleitamento
Aleitamento:
Como a segurança durante a amamentação não foi estabelecida, o uso de Cetamina não é recomendado.
Condução
Condução:
Não conduza ou utilize máquinas, nem participe em actividades perigosas no período mínimo de 24 horas após a anestesia.
Nos doentes com hipertensão ou descompensação cardíaca confirmada, a função cardíaca deve ser continuamente monitorizada durante o procedimento.
Durante o período de recuperação podem ocorrer estados confusionais pós-operatórios.
A Cetamina só deve ser utilizada por médicos com experiência na administração de anestésicos gerais, manutenção das vias aéreas e controlo da respiração, ou sob a sua supervisão directa.
Deve haver equipamento de ressuscitação pronto a ser utilizado.
A dose intravenosa deve ser administrada durante 60 segundos.
Uma administração mais rápida pode produzir depressão respiratória ou apneia e resposta pressora aumentada.
Como os reflexos faríngeos e laríngeos mantêm-se geralmente activos, a Cetamina não deve ser utilizada isoladamente nos procedimentos de diagnóstico ou cirurgia da faringe, laringe ou árvore brônquica.
Se a Cetamina for administrada isoladamente, deve evitar-se a estimulação mecânica da faringe na medida do possível.
Em ambos os casos, pode ser necessário administrar relaxantes musculares e monitorizar a respiração do doente.
Nos procedimentos cirúrgicos que envolvem vias de condução da dor visceral, a ação de Cetamina deve ser complementada pela ação de um agente que deprima a dor visceral
Quando se administra Cetamina em regime ambulatório, o doente só deve receber alta depois de completamente recuperado da anestesia, devendo sair acompanhado por um adulto responsável.
Durante o período de recuperação pós-operatório, o doente poderá sentir confusão mental.
A Cetamina deve ser usada com precaução nos seguintes casos:
– em doentes com alcoolismo grave ou intoxicação alcoólica aguda.
– em doentes com cirrose, ou outro tipo de disfunção hepática, pode ocorrer uma duração de ação mais prolongada, pois a cetamina é metabolizada no fígado e a depuração hepática é determinante para o término dos seus efeitos.
Deve ser considerada a redução da dose nestes doentes
– em doentes com pressão do líquido cefalorraquidiano pré-anestésica elevada, uma vez que foram notificados casos de aumento da pressão do líquido cefalorraquidiano (LCR) após a administração de cetamina.
– em doentes com pressão intra-ocular aumentada (glaucoma), uma vez que a pressão pode aumentar significativamente após a primeira dose.
– em doentes com perturbações psiquiátricas (por exemplo, esquizofrenia ou psicose aguda).
– em doentes com porfiria aguda intermitente.
– em doentes que sofram de convulsões.
– em doentes com hipertiroidismo ou em tratamento com terapêutica de substituição das hormonas da tiróide (risco aumentado de hipertensão e taquicardia).
– em doentes com infeção pulmonar ou do tracto respiratório superior (a cetamina ativa reflexos faríngeos, podendo causar laringoespasmo).
– em doentes com lesões da massa intracraniana, traumatismo craniano, lesões do globo ocular ou hidrocefalia.
Reacção de emergência
Note-se que ocorreram reações de emergência em cerca de 12% dos doentes.
As manifestações psicológicas variam quanto à sua gravidade entre estados oníricos agradáveis, imagens vívidas, alucinações, pesadelos, e delírio de emergência (muitas vezes consistindo em sensações dissociativas ou de flutuação).
Em alguns casos, estes estados foram acompanhados por confusão, excitação e comportamento irracional, que alguns doentes recordam como experiência desagradável.
A sua duração é, normalmente, de algumas horas: contudo, num número restrito de casos, registaram-se no pós-operatório recorrências durante 24 horas.
Não se conhecem efeitos psicológicos residuais em resultado do uso de Cetamina.
A incidência dos fenómenos de emergência é mais baixa nos doentes jovens (menos de 15 anos de idade) e nos idosos (mais de 65 anos).
Esses fenómenos também são menos frequentes quando se administra o fármaco por via intramuscular.
A incidência de manifestações psicológicas durante o período de emergência, nomeadamente observações de tipo onírico e delírio de emergência, pode ser reduzida pela administração de doses mais baixas de Cetamina em conjunção com diazepam endovenoso durante a indução e manutenção da anestesia.
A incidência destas reações também pode diminuir se a estimulação verbal e táctil do doente for minimizada durante o período de recuperação.
Estas observações não excluem a monitorização dos sinais vitais.
Para pôr termo a uma reação de emergência grave, pode ser necessário administrar uma pequena dose hipnótica de um barbitúrico de ação curta ou ultracurta.
Cardiovascular
Recomenda-se precaução na administração de Cetamina nos casos de hipovolemia, desidratação, ou doença cardíaca, em especialdoença coronária (i.e., insuficiência cardíaca congestiva, isquemia do miocárdio e enfarte do miocárdio), uma vez que pode causar aumento significativo do consumo miocárdico de oxigénio.
Recomenda-se também precaução na administração de Cetamina em doentes com hipertensão ligeira a moderada e com taquiarritmias.
A função cardíaca deve ser continuamente monitorizada em doentes com hipertensão ou descompensação cardíaca.
A pressão sanguínea começa a aumentar pouco depois da injeção, atinge o nível máximo em minutos e regressa aos valores pré-anestésicos 15 minutos depois da injeção.
O aumento médio do pico de pressão arterial nos ensaios clínicos variou de 20 a 25 por cento dos valores pré-anestésicos.
Dependendo do estado do doente, esta elevação da pressão arterial pode ser considerada um efeito benéfico ou, nos outros, uma reação adversa.
Utilização prolongada
Foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica, em doentes a utilizar Cetamina durante um longo período de tempo (Esta reação adversa desenvolve-se em doentes a receber tratamento prolongado durante 1 mês até vários anos).
Abuso e dependência de fármacos
As notificações de casos de abuso de cetamina sugerem que a cetamina produz uma variedade de sintomas incluindo, mas não limitados a, fenómeno de flashback, alucinações, disforia, ansiedade, insónia, ou desorientação.
Também foram notificados casos de cistite, incluindo cistite hemorrágica
A dependência e tolerância à cetamina pode agravar-se em doentes com antecedentes de abuso ou dependência de fármacos.
Portanto, Cetamina deve ser prescrita e administrada com precaução.