⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O Lapatinib não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que seja claramente necessário.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Usar com precaução na IR grave (não há informação específica).
Aleitamento
Aleitamento:
Durante o aleitamento Lapatinib deve ser descontinuado.
Toxicidade cardíaca
O lapatinib foi associado a notificações de diminuição na LVEF.
O lapatinib não foi avaliado em doentes com insuficiência cardíaca sintomática.
Deve tomar-se precaução quando a administração de Lapatinib se destina a doentes com condições que possam comprometer a função ventricular esquerda (incluindo a administração concomitante de medicamentos potencialmente cardiotóxicos).
A avaliação da função cardíaca, incluindo a determinação da LVEF, deve ser realizada em todos os doentes previamente ao tratamento com Lapatinib, para assegurar que o doente tem uma LVEF inicial dentro dos limites normais instituídos.
A LVEF deve continuar a ser monitorizada durante o tratamento com este medicamento para assegurar que não desce a um nível inaceitável.
Nalguns casos, a diminuição da LVEF pode ser grave e levar a insuficiência cardíaca.
Foram notificados casos fatais; a causalidade das mortes é incerta.
Em estudos do programa de desenvolvimento clínico para o lapatinib foram notificados acontecimentos cardíacos incluindo diminuição na LVEF em aproximadamente 1% dos doentes.
Observou-se diminuição sintomática na LVEF em aproximadamente 0,3% dos doentes que receberam lapatinib.
Contudo, quando lapatinib foi administrado em associação com trastuzumab em contexto metastático, a incidência de acontecimentos cardíacos incluindo a diminuição da LVEF foi superior (7%) em relação ao braço de tratamento de lapatinib em monoterapia (2%) no ensaio principal.
Os acontecimentos cardíacos observados neste estudo foram comparáveis em natureza e gravidade aos observados previamente com lapatinib.
Não foram efectuados estudos para avaliar especificamente o potencial do lapatinib em causar prolongamento do intervalo QT.
Num estudo aberto, não-controlado, de escalonamento de dose de lapatinib, em doentes com cancro avançado, observou-se um pequeno aumento dependente da dose, do intervalo QTc, pelo que não se pode excluir um efeito no intervalo QT.
Deve tomar-se precaução quando se administra Lapatinib a doentes com situações que possam resultar em prolongamento QTc (incluindo hipocaliémia, hipomagnesémia, síndroma de QT longo congénito, ou coadministração de outro medicamento que cause prolongamento QT).
A hipocaliémia ou a hipomagnesémia devem ser corrigidas antes do início do tratamento.
Antes da administração deste medicamentoe durante o tratamento deverão ser realizados electrocardiogramas com medição QT.Doença intersticial pulmonar e pneumonite.
O lapatinib foi associado a notificações de toxicidade pulmonar incluindo doença intersticial pulmonar e pneumonite.
Os doentes devem ser monitorizados quanto a sintomas de toxicidade pulmonar (dispneia, tosse, febre) e o tratamento deverá ser descontinuado nos doentes com sintomas de grau 3 ou superior segundo os critérios NCI CTCAE.
A toxicidade pulmonar poderá ser grave e levar a insuficiência respiratória.
Foram notificados casos fatais; a causalidade das mortes é incerta.
Hepatotoxicidade
Ocorreu hepatotoxicidade com a utilização de Lapatinib, a qual poderá ser fatal em casos raros.
A hepatotoxicidade pode ocorrer desde dias a vários meses após início do tratamento.
Ao iniciar o tratamento os doentes deverão ser avisados da potencial hepatotoxicidade.
A função hepática (transaminases, bilirrubina e fosfatase alcalina) deve ser monitorizada antes do início do tratamento e depois mensalmente, ou conforme clinicamente indicado.
A administração de Lapatinib deve ser descontinuada se as alterações na função hepática forem graves e os doentes não devem voltar a ser tratados.
Os doentes portadores dos alelos HLA DQA1*02:01 e DRB1*07:01 têm um maior risco de desenvolver hepatotoxicidade associada à utilização deste medicamento.
Num ensaio clínico aleatorizado e alargado deste medicamentoem monoterapia (n=1194), a frequência cumulativa de lesão hepática grave (ALT > 5 vezes o limite superior do normal, NCI CTCAE grau 3) após 1 ano de tratamento foi 2,8% no global.
A frequência cumulativa nos doentes com alelos DQA1*02:01 e DRB1*07:01 foi 10,3% e em doentes não portadores destes alelos foi0,5%.
É comum ser portador dos alelos de risco HLA (15a 25%) nas populações caucasiana, asiática, africana e hispânica, sendo menos comum (1%) na população japonesa.
É essencial precaução caso Lapatinib seja prescrito a doentes com compromisso hepático moderado ou grave.
Recomenda-se precaução se Lapatinib for prescrito a doentes com compromisso renal grave.
Diarreia
Foram notificados casos de diarreia, incluindo diarreia grave no tratamento com este medicamento.
A diarreia pode ser potencialmente fatal se acompanhada de desidratação, insuficiência renal, neutropenia e/ou desiquilíbrio electrolítico e foram notificados casos fatais.
A diarreia ocorre geralmente numa fase inicial durante o tratamento com Lapatinib, sendo que metade destes doentes tem a primeira experiência de diarreia nos primeiros 6 dias.
Dura geralmente 4-5 dias.
A diarreia induzida pelo Lapatinib é geralmente de grau baixo, com diarreia grave de grau 3 e 4 segundo o NCI CTCAE a ocorrer em < 10% e < 1% dos doentes, respetivamente.
Ao iniciar o tratamento, os padrões intestinais dos doentes e quaisquer outros sintomas (por exemplo febre, cãibras dolorosas, náuseas, vómitos, tonturas e sede) devem ser determinados, por forma a permitir a identificação das alterações durante o tratamento e para permitir identificar os doentes com maior risco de diarreia.
Os doentes devem ser instruídos a notificarem rapidamente qualquer alteração dos padrões intestinais.
Nos casos potencialmente graves de diarreia deve considerar-se a avaliação da contagem de neutrófilos e da temperatura corporal.
É importante uma prevenção pró-ativa da diarreia com medicamentos antidiarreicos.
Os casos graves de diarreia podem necessitar de administração oral ou intravenosa de electrólitos e fluídos, utilização de antibióticos como as fluoroquinolonas (especialmente se a diarreia persiste mais de 24 horas, se existir febre ou neutropenia de grau 3 ou 4) e interrupção ou descontinuação do tratamento com este medicamento.
Tratamento concomitante com inibidores ou indutores do CYP3A4
Deve ser evitado o tratamento concomitante com indutores do CYP3A4 devido ao risco de diminuição na exposição ao lapatinib.
Deve ser evitado o tratamento concomitante com inibidores potentes do CYP3A4 devido ao risco de aumento na exposição ao lapatinib.
Deve ser evitado o sumo de toranja durante o tratamento com este medicamento.
Deve evitar-se a administração concomitante deste medicamentocom medicamentos com janelas terapêuticas estreitas administrados por via oral que sejam substrato do CYP3A4 e/ou CYP2C8.
Deve evitar-se o tratamento concomitante com substâncias que aumentem o pH gástrico, uma vez que a solubilidade e a absorção de lapatinib podem diminuir