⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Sulpirida não é recomendável durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Sulpirida é excretada no leite materno pelo que não se recomenda a amamentação durante o período de tratamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Antipsicóticos.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Evitar, se possível ou reduzir dose.
Condução
Condução:
A Sulpirida pode causar sedação, o que pode afectar a capacidade de conduzir veículos ou utilizar máquinas.
Fale com o médico ou farmacêutico antes de tomar Sulpirida.
Como para outros neurolépticos, pode ocorrer a Síndrome Maligna dos neurolépticos, uma complicação potencialmente fatal que é caracterizada por hipertermia, rigidez muscular e sintomatologia neuro-vegetativa.
Em caso de hipertermia não diagnosticada deverá descontinuar-se o tratamento com sulpirida.
Dever-se-á ter precaução quando da prescrição de sulpirida a doentes com doença de Parkinson; sulpirida só deverá ser usada se o tratamento com neurolépticos não puder ser evitado.
Foi notificada hiperglicémia em doentes tratados com alguns agentes antipsicóticos atípicos.
Doentes com diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus ou com factores de risco para diabetes que iniciaram sulpirida, devem realizar uma monitorização apropriada da glicémia.
No caso de insuficiência renal, a dose deve ser reduzida. Os neurolépticos podem baixar o limiar epileptogénico e foram notificados alguns casos de convulsões com a sulpirida.
Assim, os doentes com antecedentes de epilepsia deverão ser rigorosamente monitorizados durante o tratamento com sulpirida.
Nos doentes idosos, tal como para outros neurolépticos, a sulpirida deve ser usada com particular precaução.
Em doentes com comportamento agressivo ou agitação acompanhada de impulsividade, a sulpirida pode ser administrada com um sedativo.
Prolongamento do intervalo QT:
Sulpride provoca prolongamento dose-dependente do intervalo QT. Este efeito é conhecido por aumentar o risco de arritmia ventricular grave tal como "torsades de pointes".
Antes de administrar este medicamento, e se o quadro clínico o permitir, é recomendável verificar se existem factores que possam promover a ocorrência de arritmia, tais como:
– bradicardia inferior a 55bpm,
– desequilíbrio electrolitico, nomeadamente hipocaliémia,
– prolongamento congénito do intervalo QT,
– existência de medicação passível de provocar bradicardia pronunciada (< 55 bpm), hipocaliémia, lentificação da condução intracardíaca ou prolongamento do intervalo QTc
Acidente vascular cerebral: em ensaios clínicos randomizados versus placebo realizados numa população idosa com demência e tratada com certos medicamentos antipsicóticos atípicos, foi observado um aumento de 3 vezes no risco de eventos cerebrovasculares.
O mecanismo deste aumento de risco não é conhecido. Um aumento do risco com outros medicamentos antipsicóticos, ou outras populações de doentes não pode ser excluído.
Sulpirida deve ser usada com precaução em doentes com factores de risco de AVC.
Se você ou alguém da sua família tem antecedentes (ou história) de coágulos no sangue, uma vez que este tipo de medicamentos estão associados à formação de coágulos sanguíneos.
Doentes idosos com demência
Os doentes idosos com psicose relacionada com demência tratados com antipsicóticos têm um risco aumentado de morte.
Embora nos ensaios clínicos a causa de morte com antipsicóticos atípicos tivessem sido variadas, a maior parte parece ter sido de natureza cardiovascular (ex. paragem cardíaca, morte súbita) ou infecciosa (ex. pneumonia).
Estudos observacionais sugerem que à semelhança dos medicamentos antipsicóticos atípicos, o tratamento com antipsicóticos convencionais pode aumentar a mortalidade.
Não é clara a extensão em que o resultado de um aumento da mortalidade em estudos observacionais pode ser atribuída ao medicamento antipsicótico em oposição a alguma característica do doente.
Foram notificados casos de leucopenia, neutropenia e agranulocitose com os antipsicóticos, incluindo este medicamento.
Infecções inexplicáveis ou febre podem evidenciar discrasia sanguínea e necessita de exames hematológicos imediatos.
A Sulpirida tem efeito anticolinérgico e, portanto, deverá ser usada com precaução nos doentes com história de glaucoma, ileus, estenose digestiva congénita, retenção urinária ou hiperplasia da próstata.
Este medicamento deverá ser usado com precaução nos doentes hipertensos, especialmente na população idosa, devido ao risco de crises hipertensivas.
Os doentes devem ser adequadamente monitorizados.
Crianças:
Deve ter-se particular atenção aquando da prescrição de sulpirida a crianças visto a sua eficácia e segurança não terem sido completamente estudadas.