⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Zalcitabina só deve ser usado durante a gravidez se o potencial benefício justificar os possíveis riscos para o bebé.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
750 mg de 12 em 12 horas na IR ligeira a moderada e de 24 em 24 horas na IR grave.
Aleitamento
Aleitamento:
As mulheres a receber zalcitabina não deverão amamentar.
Neuropatia periférica:
A principal manifestação clínica de toxicidade da Zalcitabina é a neuropatia periférica.
A neuropatia periférica relacionada com o uso da Zalcitabina é uma neuropatia senso-motora, caracterizada inicialmente por torpor e disestesia com ardor, envolvendo as extremidades distais.
Estes sintomas podem ser seguidos por dores agudas momentâneas, ou fortes dores contínuas tipo queimadura, se o medicamento não for retirado.
A neuropatia pode progredir para dor grave, que exige o recurso a analgésicos narcóticos, sendo potencialmente irreversível, principalmente se o tratamento com Zalcitabina não for imediatamente suspenso.
Em alguns doentes, os sintomas de neuropatia podem inicialmente progredir mesmo após a suspensão do medicamento, embora a suspensão imediata do tratamento com Zalcitabina leve a que a neuropatia seja, em geral, lentamente reversível.
Aconselha-se os doentes com neuropatia periférica, moderada a grave, evidenciada por sintomas que acompanham observações objectivas, a evitar a terapêutica com Zalcitabina.
Zalcitabina deve ser usado com cuidado nos doentes que apresentam risco de desenvolver neuropatia periférica: doentes com um baixo número de células CD4 (CD4 < 50 células/mm3) e/ou doentes a receber Zalcitabina concomitantemente com fármacos que têm potencial de originar neuropatia periférica .
Nestes indivíduos, recomenda-se vivamente uma cuidadosa monitorização.
Se ocorrer neuropatia periférica nos doentes tratados com Zalcitabina, o medicamento deverá ser suspenso ou retirado.
Pancreatite:
Observou-se pancreatite fatal com a administração da Zalcitabina.
A pancreatite e a elevação assintomática dos níveis séricos de amilase são complicações pouco frequentes, durante a terapêutica com Zalcitabina.
Deve ter-se cuidado quando se administra Zalcitabina a qualquer doente com antecedentes de pancreatite ou com factor de risco conhecido de vir a desenvolver pancreatite.
Os doentes com antecedentes de pancreatite ou de níveis séricos elevados de amilase devem ser mais vigiados durante o tratamento com Zalcitabina.
O tratamento com Zalcitabina deve ser interrompido na presença de uma subida do nível sérico da amilase, associado a disglicemia, elevação do nível dos trigliceridos, diminuição do nível sérico do cálcio, ou na presença de alteração de outros parâmetros indicadores de pancreatite, até se ter um diagnóstico clínico.
O tratamento com Zalcitabina também deve ser interrompido se for necessário utilizar outro fármaco que também possa provocar pancreatite (ex.: pentamidina).
O tratamento com Zalcitabina só deve ser recomeçado após resolução da pancreatite.
Se se desenvolver pancreatite clínica durante a administração do Zalcitabina, recomenda-se que este seja definitivamente suspenso.
Outros efeitos indesejáveis graves:
Acidose láctica: durante a utilização de análogos nucleósidos foram reportados casos de acidose láctica, geralmente associada a hepatomegalia e a esteatose hepática.
Os primeiros sintomas (hiperlacticacidemia sintomática) incluem sintomas digestivos ligeiros (náusea, vómito e dor abdominal), mal-estar generalizado, perda de apetite, perda de peso, sintomas respiratórios (respiração rápida e/ou profunda) ou sintomas neurológicos (incluindo fraqueza motora).
A acidose láctica tem uma elevada mortalidade e pode estar associada a pancreatite, insuficiência hepática e insuficiência renal.
A acidose láctica ocorreu geralmente após poucos ou alguns meses de tratamento.
O tratamento com análogos nucleósidos deve ser descontinuado no caso de surgir hiperlacticacidemia sintomática e acidose metabólica/láctica, hepatomegalia progressiva ou no caso de um aumento rápido dos níveis de aminotransferases.
Deve usar-se de precaução quando se administra análogos nucleósidos a qualquer doente (especialmente mulheres obesas) com hepatomegalia, hepatite ou outros factores de risco conhecidos da doença hepática e esteatose hepática (incluindo determinados medicamentos e álcool).
Doentes co-infectados com hepatite C e tratados com interferão alfa e ribavirina podem constituir um grupo de risco particular.
Doentes co-infectados com doença cirrótica em estado avançado, em tratamento com terapêutica HAART, podem também estar em maior risco de apresentar descompensação hepática e, possivelmente, de vida se tratados com ribavirina em associação a interferões.
Foram relatados casos de insuficiência hepática, associados a hepatite B subjacente e a monoterapia com Zalcitabina.
Os doentes com risco aumentado devem ser monitorizados cuidadosamente.
Foram relatados casos, pouco frequentes, de úlceras orais e esofágicas em indivíduos submetidos a tratamento com Zalcitabina.
Doentes com úlceras esofágicas devem suspender o tratamento com Zalcitabina até ao estabelecimento da causalidade (patogénios oportunistas; fármacos).
Foram igualmente relatados casos, pouco frequentes, de reacções de hipersensibilidade (reacções anafilácticas, urticária sem outros sinais de anafilaxia).
Foram relatados casos, pouco frequentes, de cardiomiopatia e de insuficiência cardíaca congestiva em doentes tratados com Zalcitabina.
O tratamento com Zalcitabina, em doentes com cardiomiopatia ou antecedentes de insuficiência cardíaca congestiva deve ser considerado com cuidado.
Em doentes com infecção pelo VIH, a terapêutica anti-retrovírica combinada tem sido associada à redistribuição de gordura corporal (lipodistrofia).
Presentemente, as consequências a longo prazo deste acontecimento são desconhecidas.
O conhecimento do mecanismo é incompleto.
Coloca-se como hipótese a existência de uma relação entre a lipomatose visceral e os IPs e a lipoatrofia e os NRTIs.
Um risco mais elevado de lipodistrofia tem sido associado a factores individuais como a velhice e a factores farmacológicos como uma maior duração do tratamento anti-retrovírico e a alterações metabólicas associadas.
O exame clínico deve incluir a avaliação dos sinais físicos da redistribuição da gordura.
Deve ter-se em consideração a determinação da lipidemia e da glicemia, em jejum.
As alterações nos lípidos devem ser tratadas de uma forma clinicamente apropriada.
Tem sido demonstrado in vitro e in vivo que os análogos nucleósidos e nucleótidos causam diferentes graus de alterações na mitocondria.
Em crianças VIH-negativas expostas, in utero e/ou após o nascimento, a análogos nucleósidos foram reportados casos de disfunção mitocondrial.
Os acontecimentos adversos principalmente reportados são doenças hematológicas (anemia, neutropenia) e doenças metabólicas (aumento dos níveis séricos de acido láctico e da lipase).
Estes acontecimentos são geralmente transitórios.
Foram reportadas algumas perturbações neurológicas de aparecimento tardio (hipertonia, convulsões, alterações comportamentais).
Actualmente desconhece-se se estas perturbações neurológicas são transitórias ou permanentes.
Todas as crianças expostas in utero a análogos nucleósidos e nucleótidos, mesmo as VIH-negativas, devem ser vigiadas clínica e laboratorialmente, e em caso de aparecimento de sinais e sintomas relevantes devem ser submetidas a uma avaliação clínica completa relativamente à possibilidade de existência de disfunção mitocondrial.
Estes dados não afectam as actuais recomendações nacionais referentes à utilização de anti- retrovíricos em mulheres grávidas para prevenção de transmissão vertical do VIH.
Situações clínicas particulares:
Insuficiência renal:
Deve considerar-se o ajuste da dose nos doentes com insuficiência renal.
Doença Hepática:
Os doentes com hepatite B ou C crónica, e tratados com terapêutica anti-retroviral combinada, apresentam um risco aumentado de ocorrência de acontecimentos adversos hepáticos graves e potencialmente fatais.
Em caso de terapêutica antiviral concomitante para hepatite B ou C, deverá consultar-se o Resumo das Características destes medicamentos.
Os doentes com disfunção hepática pré-existente, incluindo hepatite crónica activa, apresentam um aumento da frequência de alterações da função hepática durante a terapêutica anti-retroviral combinada e deverão ser monitorizados de acordo com a prática habitual.
Se houver evidência de agravamento da doença hepática nestes doentes, deverá considerar-se a interrupção ou a descontinuação do tratamento.
Nos indivíduos com insuficiência hepática pré-existente ou com antecedentes de alcoolismo, o uso de Zalcitabina pode estar associado à exacerbação da disfunção hepática.
Utilização em Pediatria:
Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia do tratamento com Zalcitabina em crianças infectadas pelo VIH, com menos de 13 anos.
Utilização em Geriatria:
Não existe informação específica sobre a utilização da Zalcitabina nos idosos.
Nestes doentes deve-se ter uma atenção especial às informações referentes à função hepática e renal.
Informação aos doentes:
Os doentes devem ser informados de que Zalcitabina não constitui uma cura para a infecção pelo VIH e de que podem continuar a desenvolver doenças associadas com a infecção avançada pelo VIH, incluindo infecções oportunistas.
Uma vez que é frequentemente difícil determinar se os sintomas resultam dos efeitos do medicamento se da manifestação de uma doença subjacente, os doentes devem ser encorajados a relatar todas as alterações que detectem ao médico.
Os doentes devem ser informados que o uso de Zalcitabina ou de outros fármacos anti-retrovíricos, não obvia as práticas destinadas a impedir a transmissão do VIH.
Os doentes devem ser avisados sobre os sintomas precoces da neuropatia periférica e da pancreatite, devendo ser instruídos para os relatarem de imediato ao médico.
Uma vez que o desenvolvimento de neuropatia periférica parece estar relacionado com a dose de Zalcitabina, os doentes devem seguir rigorosamente as instruções do médico relativamente à dose prescrita.
As mulheres em idade fértil devem praticar contracepção eficaz durante a utilização de Zalcitabina.