⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Nelfinavir só deverá ser administrado durante a gravidez se os benefícios esperados justificarem os possíveis riscos para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Recomenda-se que as mulheres infectadas pelo VIH não amamentem os seus bebés em circunstância alguma, a fim de evitar a transmissão do VIH.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Usar com precaução; não há informação.
Os doentes devem ser informados que Nelfinavir não constitui uma cura para a infeção por VIH, que podem continuar a desenvolver infeções ou outras doenças associadas à infeção por VIH, e que Nelfinavir não demonstrou reduzir o risco de transmissão da doença por VIH através de contacto sexual ou de contaminação pelo sangue.
Síndrome de reconstituição imunológica:
em doentes infectados pelo VIH com deficiência imunológica grave à data da instituição da terapêutica anti-retroviral combinada (TARC), pode ocorrer uma reação inflamatória a infeções oportunistas assintomáticas ou residuais e causar várias situações clínicas graves, ou o agravamento dos sintomas.
Tipicamente, estas reações foram observadas durante as primeiras semanas ou meses após início da TARC.
São exemplos relevantes a retinite por citomegalovírus, as infeções micobacterianas generalizadas e/ou focais e a pneumonia por Pneumocystis carinii.
Qualquer sintoma de inflamação deve ser avaliado e, quando necessário, instituído o tratamento.
Doença hepática:
A segurança e eficácia do nelfinavir não foram estabelecidas em doentes com doença hepática pré-existente significativa.
Os doentes com hepatite crónica B ou C tratados com terapêutica anti-retroviral combinada apresentam um risco aumentado de ocorrência de acontecimentos adversos hepáticos graves e potencialmente fatais.
Em caso de terapêutica antiviral concomitante para hepatite B ou C, deverá consultar-se o Resumo das Características destes medicamentos.
Os doentes com disfunção hepática pré-existente, incluindo hepatite crónica ativa, apresentam um aumento da frequência de alterações da função hepática durante a terapêutica anti-retroviral combinada e deverão ser monitorizados de acordo com a prática habitual.
Se houver evidência de agravamento da doença hepática nestes doentes, deverá considerar-se a interrupção ou a descontinuação do tratamento.
A utilização de nelfinavir em doentes com insuficiência hepática moderada não foi estudada.
Na ausência destes estudos, deve usar-se de prudência, visto que podem ocorrer aumento dos níveis de nelfinavir e/ou aumento das enzimas hepáticas.
Doentes com afeção hepática não devem receber colquicina com Nelfinavir.
Osteonecrose:
Foram notificados casos de osteonecrose, particularmente em doentes com infeção por VIH em fase de imunossupressão avançada e/ou exposição prolongada a terapêutica anti-retroviral combinada (TARC), apesar da etiologia ser considerada multifatorial (incluindo a utilização de corticosteróides, o consumo de álcool, a imunossupressão grave, um índice de massa corporal aumentado).
Os doentes devem ser instruídos a procurar aconselhamento médico caso sintam mal-estar e dor articular, rigidez articular ou dificuldade de movimentos.
Compromisso renal:
Uma vez que o nelfinavir liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas, é improvável que seja significativamente removido por hemodiálise ou diálise peritonial.
Por conseguinte, não são necessárias precauções especiais ou ajuste de dose nestes doentes.
Doentes com compromisso renal não devem receber colquicina com Nelfinavir.
Diabetes mellitus e hiperglicémia:
Em doentes tratados com IPs foram notificados novos casos de diabetes mellitus, de hiperglicemia, assim como o agravamento de diabetes mellitus pré-existente.
Nalguns deles, a hiperglicemia foi grave e às vezes acompanhada de cetoacidose.
Muitos doentes apresentavam situações clínicas concomitantes, algumas das quais exigiam tratamento com fármacos que têm sido associados ao desenvolvimento de diabetes ou de hiperglicemia.
Doentes com hemofilia:
Em doentes hemofílicos dos tipos A e B tratados com IPs, foi reportado aumento de hemorragias, incluindo hematomas cutâneos e hemartroses, espontâneos.
Em alguns doentes foi administrado adicionalmente fator VIII.
Em mais de metade dos casos relatados, o tratamento com IPs foi continuado ou retomado depois de ter sido interrompido.
Foi sugerida a existência de uma relação causal, embora o mecanismo de ação não tenha sido explicado.
Os doentes hemofílicos devem, por isso, ser informados sobre a possibilidade de um aumento de hemorragias.
Lipodistrofia:
Em doentes com infeção pelo VIH, a terapêutica anti-retroviral combinada tem sido associada à redistribuição da gordura corporal (lipodistrofia).
Presentemente, desconhecem-se as consequências a longo prazo deste acontecimento.
O conhecimento do mecanismo é incompleto.
Coloca-se como hipótese a existência de uma relação entre a lipomatose visceral e os IPs e entre a lipoatrofia e os análogos nucleósidos da transcriptase reversa (NRTIs).
Um risco mais elevado de lipodistrofia tem sido associado a fatores individuais como a idade avançada e a fatores farmacológicos como uma maior duração do tratamento anti-retroviral e a alterações metabólicas associadas.
O exame clínico deve incluir a avaliação dos sinais físicos da redistribuição da gordura.
Deve ter-se em consideração a determinação da lipidemia e da glicemia, em jejum.
As alterações nos lípidos devem ser tratadas de uma forma clinicamente apropriada.
Inibidores da FDE-5: recomenda-se precaução quando se prescrever sildenafil, tadalafil ou vardenafil para o tratamento da disfunção erétil em doentes a receber Nelfinavir.
Com a coadministração de Nelfinavir e estes medicamentos prevê-se um aumento das suas concentrações o que pode dar origem a acontecimentos adversos associados, tais como hipotensão, síncope, alterações da visão e ereção prolongada.
O uso concomitante de sildenafil prescrito para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar com este medicamento é contraindicado.
Inibidores da HMG-CoA redutase (estatinas): os inibidores da HMG-CoA redutase podem interagir com os inibidores da protease e aumentar o risco de miopatia, incluindo rabdomiólise.
O uso concomitante dos inibidores da protease com lovastatina ou sinvastatina é contraindicado.
Outros inibidores da HMG-CoA redutase podem também interagir com inibidores da protease e devem ser usados com precaução.