Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O fomivirsen só deve ser utilizado durante a gravidez se as eventuais vantagens justificarem qualquer risco potencial.
Condução
Condução:
Após administração do fomivirsen por injecção intravítrea os doentes podem experimentar, temporariamente, a visão enevoada, pelo que não devem conduzir veículos ou manobrar máquinas enquanto esta situação não se resolver.
Aleitamento
Aleitamento:
O fomivirsen só deve ser utilizado durante o aleitamento se as eventuais vantagens justificarem qualquer risco potencial.
O fomivirsen constitui uma terapêutica local limitada ao olho tratado.
Os doentes com SIDA e com retinite por CMV num dos olhos apresentam um risco aumentado de desenvolvimento da mesma patologia no olho contralateral, devendo o mesmo ser atentamente vigiado.
Deve-se também avaliar a existência de infeção extra-ocular por CMV, dando início a um tratamento sistémico se for necessário.
Tal como acontece com qualquer tratamento intra-ocular, o procedimento de injeção envolve alguns riscos.
Entre estes incluem-se: hemorragia vítrea, descolamento da retina, endoftalmite, uveíte e formação de cataratas.
A pressão intra-ocular deve ser controlada em cada consulta e, no caso de se verificar uma subida sustentada da pressão intra-ocular, dever-se-á iniciar terapêutica antiglaucomatosa.
O diagnóstico da retinite por CMV é oftalmológico, devendo ser efectuado por oftalmoscopia indirecta.
No diagnóstico diferencial da retinite por CMV devem ser consideradas outras situações patológicas como: sífilis, candidíase, toxoplasmose, histoplasmose, infeção viral pelo herpes simplex, infeção viral pelo herpes zoster variceloso, bem como cicatrizes retinianas e manchas algodanosas, que podem conferir à retina um aspeto semelhante ao provocado pelo CMV.
Por este motivo, é essencial que o diagnóstico do CMV seja realizado por um médico familiarizado com as manifestações retinianas que as situações referidas anteriormente podem provocar.
O fomivirsen não constitui uma cura para a retinite por CMV e os doentes devem ser acompanhados de modo a assegurar o controlo da patologia.
Os doentes com patologia envolvendo risco de perda de visão devem ser submetidos a controlos frequentes.
Devido ao risco aumentado de desenvolvimento de situações inflamatórias, o fomivirsen não é recomendado em doentes que tenham sido recentemente tratados (2-4 semanas) com cidofovir por via endovenosa ou intravítrea.
Não há experiência com fomivirsen como terapia primária em pacientes com CMVR avançada (zona 1).
Os pacientes deverão ser monitorizados regularmente a fim de detetar quaisquer alterações do campo visual.