⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A utilização de inibidores da ECA não é recomendada durante o primeiro trimestre da gravidez. A utilização de inibidores da ECA é contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A terapêutica com perindopril não está recomendada durante a amamentação.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver IECAs.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver IECAs.
Condução
Condução:
Pode ocorrer reacções individuais relacionadas com a hipotensão em certos doentes, em particular no início do tratamento ou em combinação com outra medicação anti-hipertensora. Consequentemente, a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas pode estar afectada.
Doença arterial coronária estável:
Se ocorrer um episódio de angina de peito instável (grave ou não) durante o primeiro mês de tratamento com perindopril, deve ser feita uma avaliação cuidadosa do benefício/risco antes da continuação do tratamento.
Hipotensão:
Os inibidores da ECA podem causar uma descida da tensão arterial.
Foi observada raramente uma hipotensão sintomática em doentes com hipertensão não complicada e a ocorrência é mais provável em doentes com deplecção de volume como, por exemplo, por terapêutica diurética, dieta com restrição em sal, diálise, diarreia ou vómitos, ou com hipertensão grave renina-dependente.
Em doentes com insuficiência cardíaca sintomática, com ou sem insuficiência renal associada, foi observada hipotensão sintomática.
A ocorrência deste efeito é mais provável em doentes com graus mais graves de insuficiência cardíaca, como se reflecte na utilização de doses elevadas de diuréticos da ansa, hiponatremia ou compromisso da função renal.
Nos doentes com risco acrescido de hipotensão sintomática, o início da terapêutica e o ajuste posológico devem ser rigorosamente monitorizados.
Considerações idênticas aplicam-se aos doentes com isquémia cardíaca ou doença cerebrovascular, nos quais uma descida excessiva da tensão arterial pode provocar um enfarte do miocárdio ou um acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser deitado (posição de supino) e, se necessário, receber uma perfusão intravenosa de solução de cloreto de sódio de 9 mg/ml.
Uma resposta hipotensora transitória não é uma contra-indicação para doses futuras, que podem ser administradas sem dificuldade assim que a tensão arterial tenha aumentado após expansão do volume.
Em certos doentes com insuficiência cardíaca congestiva, que têm tensão arterial normal ou baixa, pode ocorrer uma descida adicional da tensão arterial com perindopril.
Este efeito é previsível e normalmente não justifica a interrupção do tratamento.
Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária uma redução da dose ou a descontinuação do tratamento com perindopril.
Estenose da aorta e da válvula mitral/cardiomiopatia hipertrófica:
Tal como com outros inibidores da ECA, o perindopril deve ser administrado com cuidado aos doentes com estenose da válvula mitral e obstrução do escoamento do ventrículo esquerdo, tal como na estenose da aorta ou na cardiomiopatia hipertrófica.
Compromisso renal:
Em caso de compromisso renal (depuração da creatinina < 60 ml/minuto), a posologia inicial de perindopril deve ser ajustada de acordo com os valores da depuração da creatinina do doente e, depois, em função da resposta do doente ao tratamento.
A monitorização regular do potássio e da creatinina faz parte da prática clínica normal para estes doentes.
Em doentes com insuficiência cardíaca sintomática, a hipotensão na sequência do início da terapêutica com inibidores da ECA pode causar mais danos na função renal.
Nesta situação, tem sido descrita uma insuficiência renal aguda normalmente reversível.
Em certos doentes com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria num rim único, tratados com inibidores da ECA, foram observados aumentos da ureia sanguínea e da creatinina sérica, normalmente reversíveis com a descontinuação do tratamento.
Este efeito é mais provável em doentes com insuficiência renal.
Se também existir uma hipertensão renovascular, há um risco acrescido de hipotensão grave e de insuficiência renal.
Nestes doentes o tratamento deve começar sob rigorosa vigilância médica com doses baixas e uma cuidadosa titulação posológica.
Como o tratamento com diuréticos pode ser um factor contributivo para os efeitos acima mencionados, estes devem ser descontinuados e a função renal deve ser monitorizada durante as primeiras semanas da terapêutica com perindopril.
Alguns doentes hipertensos sem uma aparente doença vascular renal pré-existente apresentaram aumentos da ureia sanguínea e da creatinina sérica, normalmente baixos e transitórios, especialmente quando o perindopril foi administrado concomitantemente com um diurético.
Isto é mais provável em doentes com uma compromisso renal pré-existente.
Pode ser necessária uma redução posológica e/ou a descontinuação do diurético e/ou do perindopril.
Doentes em hemodiálise:
Foram notificadas reacções anafilactóides em doentes dialisados com membranas de alto fluxo e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA.
Nestes doentes deve considerar-se a utilização de um tipo diferente de membrana de diálise ou uma classe distinta de medicamento anti-hipertensor.
Transplante renal:
Não existe experiência em relação à administração de perindopril em doentes com um transplante renal recente.
Hipersensibilidade/Angioedema:
Em doentes tratados com um inibidor da ECA, incluindo o perindopril, foi notificado raramente angioedema da face, das extremidades, dos lábios, das mucosas, da língua, da glote e/ou da laringe.
Estes efeitos podem ocorrer em qualquer altura durante a terapêutica.
Nestes casos o perindopril deve ser imediatamente interrompido e deve ser iniciada e mantida uma monitorização adequada até à total resolução dos sintomas.
Nos casos em que o edema só atinge a face e os lábios, a situação fica geralmente resolvida sem tratamento, apesar de os anti-histamínicos serem úteis no alívio dos sintomas.
O angioedema associado a um edema da laringe pode ser fatal.
Quando o edema atinge a língua, a glote ou a laringe, passível de provocar uma obstrução das vias aéreas, deve ser iniciada rapidamente uma terapêutica de emergência.
Esta pode incluir a administração de adrenalina e/ou a manutenção da ventilação do doente.
O doente deve permanecer sob vigilância médica rigorosa até à total e consolidada resolução dos sintomas.
Os doentes com história de angioedema não associado à terapêutica com um inibidor da ECA podem ter um risco acrescido de angioedema, quando estiverem a fazer um tratamento com um inibidor da ECA.
Foi notificado raramente angioedema intestinal em doentes tratados com inibidores da ECA.
Estes doentes apresentaram-se com dor abdominal (com ou sem náuseas ou vómitos); em certos casos, não havia angioedema facial anterior e os níveis da C-1 esterase eram normais.
O angioedema foi diagnosticado através de procedimentos que incluiram uma TAC ou ecografia abdominal, ou mediante cirurgia, e os sintomas ficaram resolvidos após a interrupção do inibidor da ECA.
O angioedema intestinal deve ser incluído no diagnóstico diferencial dos doentes tratados com inibidores da ECA e com queixas de dor abdominal.
Reacções anafilactóides durante a aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL:
Foram observados raramente casos de doentes que sofreram reacções anafilactóides com risco de vida, ao receberem inibidores da ECA durante a aférese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano.
Estas reacções foram evitadas com a suspensão temporária da terapêutica com o inibidor da ECA antes de cada aferese.
Reacções anafilácticas durante a dessensibilização:
Os doentes que receberam inibidores da ECA durante um tratamento de dessensibilização (como por exemplo, veneno de Hymenoptera) tiveram reacções anafilactóides.
Nos mesmos doentes, estas reacções foram evitadas quando os inibidores da ECA foram suspensos temporariamente.
Insuficiência hepática:
Raramente, os inibidores da ECA têm estado associados a uma síndrome que começa com icterícia colestática e progride para necrose hepática fulminante e (por vezes) morte.
O mecanismo desta síndrome não é conhecido.
Os doentes medicados com inibidores da ECA que desenvolvam icterícia ou aumentos acentuados das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento com o inibidor da ECA e receber um acompanhamento médico adequado.
Neutropenia/Agranulocitose/Trombocitopenia/Anemia:
Foram notificados casos de neutropenia/agranulocitose, trombocitopenia e anemia em doentes tratados com inibidores da ECA.
Em doentes com uma função renal normal e sem outros factores de risco, raramente ocorre neutropenia.
O perindopril deve ser utilizado com extrema precaução nos doentes com doença colagenovascular, terapêutica imunossupressora, tratamento com alopurinol ou procainamida ou com uma combinação destes factores de risco, especialmente em caso de compromisso renal pré-existente.
Alguns destes doentes desenvolveram infecções graves, as quais, nalguns casos, não responderam a terapêutica antibiótica intensiva.
Se o perindopril for utilizado nestes doentes, é recomendada a monitorização periódica da contagem de glóbulos brancos, e os doentes devem ser instruídos para comunicar qualquer sinal precoce de infecção (como por exemplo, dor de garganta, febre).
Raça:
Os inibidores da ECA causam uma taxa mais elevada de angioedema em doentes de raça negra do que em doentes de outras raças.
Tal como acontece com outros inibidores da ECA, o perindopril pode ser menos eficaz na descida da tensão arterial em doentes de raça negra do que em doentes de outras raças, possivelmente devido a uma maior prevalência de níveis baixos de renina na população hipertensa de raça negra.
Tosse:
Tem sido notificada tosse com a utilização de inibidores da ECA.
Caracteristicamente, a tosse é não-produtiva, persistente e desaparece com a descontinuação da terapêutica.
A tosse induzida por um inibidor da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse.
Cirurgia/Anestesia:
Em doentes submetidos a grande cirurgia ou durante a anestesia com medicamentos que produzem hipotensão, o perindopril pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à libertação compensatória de renina.
O tratamento deve ser descontinuado um dia antes da cirurgia.
Se ocorrer hipotensão e esta se dever a este mecanismo, pode ser corrigida por expansão de volume.
Hipercaliemia:
Em alguns doentes tratados com inibidores da ECA, incluindo o perindopril, foram observados aumentos do potássio sérico.
Os factores de risco para o desenvolvimento de hipercaliemia incluem a insuficiência renal, agravamento da função renal, idade (> 70 anos), diabetes mellitus, eventos intercorrentes, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica e utilização concomitante de diuréticos poupadores de potássio, de suplementos de potássio ou de substitutos do sal contendo potássio, ou ainda os doentes tratados com outros fármacos associados ao aumento do potássio sérico (como por exemplo, a heparina).
A utilização de suplementos de potássio, de diuréticos poupadores de potássio ou de substitutos do sal contendo potássio, particularmente em doentes com uma função renal comprometida, pode levar a um aumento significativo do potássio sérico.
A hipercaliemia pode causar arritmias graves e, por vezes, fatais.
Se a utilização concomitante dos medicamentos acima mencionados for considerada adequada, deve ser feita com cuidado e com uma monitorização frequente do potássio sérico.
Doentes diabéticos:
Em doentes diabéticos tratados com antidiabéticos orais ou insulina, o controlo da glicemia deve ser rigorosamente monitorizado durante o primeiro mês de tratamento com um inibidor da ECA.
Lítio:
A combinação de lítio e perindopril não é geralmente recomendada.
Gravidez:
Os inibidores da ECA não devem ser iniciados durante a gravidez.
A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com um inibidor da ECA seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti- hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido.
Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da ECA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deve ser iniciada terapêutica alternativa.