Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
OTC
Estramustina
INN: Estramustine phosphate sodium hydrate
Atualizado: 2026-04-18
Disponível em:
🇩🇪🇬🇧🇵🇹
Forma
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Posologia
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Via de administração
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Armazenamento
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Sobre este produto
Código ATC
User Reviews
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L01XX11
Fonte
KEGG
O fosfato de estramustina é um fármaco antitumoral com um duplo mecanismo de ação.
A estrona e o estradiol, produtos do metabolismo do fosfato de estramustina, apresentam atividade antigonadotrófica, originando uma redução nos níveis de testosterona, semelhante ao que se verifica após castração cirúrgica.
A estramustina, o metabólito citotóxico, produzido por desfosforilação do composto original, sofre uma outra metabolização e forma-se a estromustina; ambos os metabólitos tem um efeito antimitótico nas células tumorais.
Este efeito depende da inibição da formação de microtúbulos na metafase e uma diminuição de microtúbulos na interfase.
Os efeitos da estramustina no microtúbulo também foram demonstrados nos tumores humanos da próstata, xenoenxertados in vivo.
Ficou demonstrado que a inibição da polimerização do microtúbulo pela estramustina é devida a uma interação directa com a tubulina.
Por outro lado, ficou demonstrado, haver interação entre a estramustina e as proteínas associadas ao microtúbulo.
Recentemente, foi demonstrado que a estramustina é capaz de modular a função da P-glicoproteína em linhas de células resistentes, aumentando assim a acumulação do fármaco ao nível intracelular e aumentando a citotoxicidade de fármacos citotóxicos administrados em simultâneo.
Esta capacidade modeladora pode ser a base do sinergismo encontrado nas células tumorais prostáticas in vitro entre a estramustina e outros agentes tais como o paclitaxel, vimblastina, etoposido e doxorrubicina.
Esta hipótese é também suportada por estudos que demonstraram um efeito sinérgico da estramustina e etoposido efectuados in vivo em tumores prostáticos do rato.
A Estramustia, em combinação quer com a vimblastina, quer com o etoposido ou o taxol, produziu uma resposta mais favorável do que cada fármaco isoladamente, sem aumento de toxicidade.
⚠️ Avisos
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Usar com precaução na IR grave.
A Estramustina deve ser administrado com precaução em doentes com história de tromboflebite, trombose ou doença tromboembólica, especialmente se estas situações estiverem associadas à terapêutica com estrogénios.
A Estramustina deve ser também administrado com precaução em indivíduos com doenças vasculares cerebrais ou doença coronária.
Pressão sanguínea elevada - Devido à possibilidade de ocorrência de hipertensão, a pressão sanguínea deve ser monitorizada periodicamente.
Retenção de fluidos – Observou-se exacerbação do edema periférico incipiente ou pré-existente ou da doença cardíaca congestiva em alguns doentes sob terapêutica com Estramustina.
Outras condições que podem ser influenciadas pela retenção de fluidos, tais como a epilepsia, enxaqueca, ou disfunção renal, requerem uma observação cuidadosa.
Metabolismo do cálcio/fósforo - Uma vez que a Estramustina pode influenciar o metabolismo do cálcio e do fósforo, deve ser administrado com precaução a doentes com patologias ósseas metabólicas associadas a hipercalcemia ou em doentes com insuficiência renal.
Os doentes com carcinoma da próstata e metástases osteoblásticas têm um risco elevado de hipocalcemia, pelo que os seus níveis de cálcio deverão ser cuidadosamente monitorizados.
A Estramustina pode ser fracamente metabolizado em doentes com a função hepática diminuída, devendo ser administrado com precaução em tais doentes.
Os testes à função hepática deverão ser efectuados em intervalos regulares.
Nota: Uma vez que algumas das funções endócrinas e hepática são influenciadas pelos medicamentos que contém estrogénios, os parâmetros laboratoriais correspondentes poderão ser afetados.