⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Terlipressina está contraindicada durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A decisão de continuar/descontinuar a amamentação ou de continuar/descontinuar o tratamento com terlipressina deve ser tomada tendo em consideração o benefício da amamentação para a criança e o benefício do tratamento com terlipressina para a mulher.
Terlipressina só deve ser utilizado com cuidados e sob monitorização rígida dos doentes nos seguintes casos:
- choque séptico
- asma brônquica, deficiências respiratórias
- hipertensão descontrolada
- doenças vasculares cerebrais ou periféricas
- arritmias cardíacas
- deficiências coronárias ou enfarte do miocárdio prévio
- insuficiência renal crónica
- doentes idosos > 70 anos, devido à experiência limitada neste grupo
- gravidez.
Para além disso, os doentes hipovolémicos reagem frequentemente com um aumento das reacções de vasoconstrição e cardíacas atípicas.
Os doentes, em particular, aqueles que apresentam um metabolismo dos electrólitos alterado devem ser monitorizados para detectar uma possível hiponatremia e hipocalemia por causa do fraco efeito antidiurético da terlipressina (apenas 3% do efeito antidiurético da vasopressina nativa).
Em princípio, o uso do medicamento deve ser limitado à supervisão de especialista em unidades com instalações para monitorização regular do sistema cardiovascular, hematologia e electrólitos.
Os sintomas de hipovolemia devem ser considerados em situações de emergência que exijam um tratamento imediato antes de enviar o doente para um hospital.
A terlipressina não tem qualquer efeito sobre as hemorragias arteriais.
A injecção deve ser administrada intravenosamente para evitar necrose local no local da injecção.
Necrose cutânea:
Foram relatados vários casos, durante a experiência pós-comercialização, de isquémia e necrose cutânea não relacionados com o local da injecção.
Os doentes com hipertensão venosa periférica ou obesidade mórbida parecem ter uma maior tendência para esta reacção.
Assim, devem ser exercidos os máximos cuidados na administração da terlipressina nestes doentes.
Torsade de pointes:
Durante os ensaios clínicos e a experiência pós-marketing, foram relatados vários casos de prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares, incluindo "Torsade de pointes".
Na maioria dos casos, os doentes tinham factores de predisposição, como prolongamento basal do intervalo do QT, anomalias dos electrólitos (hipocalemia, hipomagnesemia) ou medicamentos com um efeito concomitante no prolongamento do QT.
Isto significa que devem ser exercidos os máximos cuidados no uso da terlipressina em doentes com um historial de prolongamento do intervalo do QT, anomalias dos electrólitos, medicamentos concomitantes que possam prolongar o intervalo do QT, como antiarrítmicos de classe IA e III, eritromicina, determinados anti-histamínicos e antidepressivos tricíclicos ou medicamentos que possam provocar hipocalaemia ou hipomagnesemia (por ex., alguns diuréticos).
Há que ter um cuidado especial no tratamento de crianças, adolescentes e doentes idosos, pois a experiência é limitada e não estão disponíveis dados sobre recomendações posológicas nestas categorias especiais de doentes.
Após a reconstituição com o solvente, este medicamento contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por 5 ml, ou seja, praticamente “isento de sódio”.