⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve tomar este medicamento durante a gravidez, a menos que tenha sido acordado com o médico.
Condução
Condução:
Podem ocorrer sonolência, tonturas e problemas de visão durante o tratamento com este medicamento. Não conduza até saber que este medicamento não o/a afecta de forma negativa.
Aleitamento
Aleitamento:
Não se sabe se a lurasidona passa para o leite materno. Fale com o médico se estiver a amamentar, ou se pretende amamentar.
Durante o tratamento antipsicótico, a melhoria da situação clínica do doente pode demorar alguns dias ou algumas semanas. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados durante este período.
A ocorrência de comportamentos suicidas é inerente às doenças psicóticas e, em alguns casos, foi notificada logo após o início ou alteração da terapia antipsicótica. A terapia antipsicótica deve ser acompanhada de uma estreita supervisão dos doentes de alto risco.
Se prescritos a doentes com doença de Parkinson, os medicamentos antipsicóticos podem exacerbar os sintomas subjacentes de parkinsonismo. Os médicos devem, portanto, ponderar os riscos e os benefícios ao prescrever este medicamento a doentes com doença de Parkinson.
Os medicamentos com propriedades antagonistas dos receptores da dopamina têm sido associados a reacções adversas extrapiramidais, incluindo rigidez, tremores, face tipo máscara, distonias, sialorreia, postura inclinada e marcha anormal. Em estudos clínicos controlados com placebo em doentes adultos com esquizofrenia, houve um aumento na ocorrência de SEP após o tratamento com lurasidona em comparação com placebo.
Os medicamentos com propriedades antagonistas dos receptores da dopamina têm sido associados à indução de discinesia tardia, caracterizada por movimentos involuntários rítmicos, predominantemente da língua e/ou face. Se ocorrerem sinais e sintomas de discinesia tardia, deve ser considerada a descontinuação de todos os antipsicóticos, incluindo lurasidona.
Devem ser tomadas precauções quando a lurasidona é prescrita a doentes com doença cardiovascular conhecida ou história familiar de prolongamento do intervalo QT, hipocalemia, e a utilizar concomitantemente outros medicamentos que prolongam o intervalo QT.
A lurasidona deve ser utilizada com precaução em doentes com história de convulsões ou outras condições que potencialmente diminuam o limiar convulsivo.
Foi notificada a ocorrência de Síndrome neuroléptica maligna, caracterizada por hipertermia, rigidez muscular, instabilidade neurovegetativa, alteração da consciência e níveis séricos de creatina elevados, com antipsicóticos. Sinais adicionais podem incluir mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. Neste caso, todos os antipsicóticos, incluindo a lurasidona, devem ser descontinuados.
A lurasidona não foi estudada em doentes idosos com demência.
Numa meta-análise de 17 ensaios clínicos controlados, os doentes idosos com demência tratados com outros antipsicóticos atípicos, incluindo a risperidona, aripiprazol, olanzapina e quetiapina, tiveram um risco aumentado de mortalidade em comparação com placebo.
Foi observado um risco aproximadamente 3 vezes superior de reacções adversas cerebrovasculares, em estudos clínicos controlados por placebo na população com demência a tomar alguns antipsicóticos atípicos, incluindo a risperidona, aripiprazol e olanzapina. O mecanismo para este aumento do risco não é conhecido.
Não pode ser excluído um aumento do risco para outros antipsicóticos ou para outras populações de doentes.
A lurasidona deve ser utilizada com precaução em doentes idosos com demência que apresentem factores de risco para acidente vascular cerebral.
Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV) com medicamentos antipsicóticos. Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam frequentemente factores de risco para o TEV, todos os possíveis factores de risco para TEV devem ser identificados antes e durante o tratamento com lurasidona e devem ser tomadas medidas preventivas.
A lurasidona aumenta o nível de prolactina devido ao antagonismo dos receptores dopaminérgicos D2.
Foi observado aumento de peso com a utilização de antipsicóticos atípicos. É recomendada a monitorização clínica do peso.
Têmsido relatados, em ensaios clínicos com lurasidona, casos raros de reacções adversas relacionadas com glucose, como por exemplo, aumento da glucose no sangue. É recomendada a monitorização clínica apropriada em doentes diabéticos e em doentes com factores de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.
A lurasidona pode causar hipotensão ortostática, talvez devido ao seu antagonismo para os receptores adrenérgicos α1. Deve ser considerada a monitorização dos sinais vitais ortostáticos em doentes que são vulneráveis a hipotensão.
É recomendado o ajuste da dose para doentes com função renal moderada e gravemente comprometida e em doentes com insuficiência renal terminal.
Não foi investigada a utilização em doentes com insuficiência renal terminal e, portanto, a lurasidona não deve ser utilizada nestes doentes, a menos que os potenciais benefícios superem os potenciais riscos. Se utilizado em doentes com insuficiência renal terminal, é recomendada monitorização clínica.
É recomendado o ajuste da dose para doentes com função hepática moderada e grave (classificação Child-Pugh B e C).
Recomenda-se precaução em doentes com insuficiência hepática grave.
Deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento com lurasidona.