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KEGG
O clonixinato de lisina caracteriza-se fundamentalmente pela sua actividade analgésica, de acção central, não sendo no entanto antagonizada pela naloxona.
Tem ainda uma acção anti-inflamatória por inibição da biossíntese das prostaglandinas, consequência da inibição da cicloxigenase.
O elevado poder analgésico do clonixinato de lisina foi demonstrado através de métodos experimentais diferentes induzidos em animais.
Para o efeito:
- Usou-se a estimulação eléctrica dos nervos periféricos eferentes em fêmeas de macacos Rhesus;
- Foram provocadas contorções pelo ácido acético em ratinhos;
- Fez-se o teste da fuga da cauda em ratos;
- Recorreu-se ao teste da placa quente.
Usando o primeiro método e o ibuprofeno como termo de comparação, verificou-se que o clonixinato de lisina provocou analgesia nos macacos e que este fármaco era cerca de 5 vezes mais potente que o ibuprofeno.
Em estudos comparativos com aspirina verificou-se igualmente a sua superioridade relativamente a este.
A acção anti-inflamatória foi estudada através do teste do edema da pata, induzido pela carragenina, em comparação com a fenilbutazona.
Verificando-se que ambos apresentam desde uma inibição ligeira a acentuada do edema induzido pela carragenina, contudo o índice de segurança do clonixinato de lisina é maior que o da fenilbutazona e de quase todos os outros compostos conhecidos.
Estudos efectuados em ratos após administração subcutânea ou intramuscular, a fim de determinar a tolerância local do fármaco não evidenciaram qualquer lesão nos tecidos.
A administração oral do fármaco comparativamente com a fenilbutazona, provou que o clonixinato de lisina possui menor capacidade de ulceração da mucosa gástrica que a fenilbutazona em doses de 100 e 200 mg/Kg (24 horas após a administração).
Estudos em humanos provaram que doses de 125 mg ou 250 mg administradas de 8 em 8 horas não produziam quaisquer alterações no sangue, função hepática ou urina.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Embora não se tenha provado experimentalmente qualquer efeito sobre a gestação, o seu uso não é aconselhado durante o período de gravidez.
Condução
Condução:
Dependendo da susceptibilidade individual, este medicamento pode provocar principalmente no início do tratamento, sonolência ou fadiga que afectam a capacidade de conduzir veículos ou a utilização de máquinas.
Aleitamento
Aleitamento:
Embora não se tenha provado experimentalmente qualquer efeito sobre a gestação, o seu uso não é aconselhado durante o aleitamento.
Tomar especial cuidado:
Deve ser administrado a todos os doentes na menor dose eficaz e no menor período possível para o controlo dos sintomas.
O uso prolongado de analgésicos, ou o uso inapropriado de doses elevadas, pode provocar cefaleias, que não devem ser tratadas com doses aumentadas do medicamento.
Não deve utilizar durante mais de 10 dias, excepto se prescrito pelo médico.
Não deve ser admininistrado a crianças.
Não deve ser administrado em doentes com lesões renais ou hepáticas.