⚠️ Avisos
Aleitamento
Aleitamento:
Por causa do potencial de reacções adversas graves devidas à vincristina em crianças amamentadas, deverá tomar-se uma decisão de descontinuar a amamentação ou o fármaco, tendo em conta a importância do fármaco para a mãe.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Redução posológica.
Gravidez
Gravidez:
A vincristina pode causar danos fetais quando administrada a mulheres grávidas embora não hajam estudos adequados e bem controlados.
Cuidados
O sulfato de vincristina destina-se exclusivamente a ser administrado por via intravenosa.
O sulfato de vincristina só deve ser administrado por pessoal de saúde experiente em quimioterapia.
A administração intratecal de sulfato de vincristina resulta geralmente em morte.
ADMINISTRAÇÃO IT FATAL."
Após administração intratecal acidental, é necessário proceder-se imediatamente a uma intervenção neurocirúrgica, de modo a evitar a paralisia ascendente que provoca a morte.
Num número reduzido de doentes, a paralisia de perigo de vida, e subsequente morte foi evitada, mas os resultados neurológicos são devastadoras e a recuperação posterior é muito limitada.
Medidas a tomar após administração acidental de vincristina por via intratecal
Com base na publicação destes casos de sobrevivência, se a vincristina for administrada acidentalmente por via intratecal, deverá ser iniciado o seguinte tratamento, imediatamente após a injeção:
1. Remoção de tanto liquido céfalo-raquidiano (LCR), quanto seguramente possível, através do acesso lombar.
2. Inserção de um catéter epidural.
Irrigação do liquido cefalo-raquidiano com solução de Lactato de Ringer.
Deve então ser adicionado, o Plasma congelado recente.
Deverão adicionar-se 25 ml de Plasma congelado, a cada litro de solução de Lactato de Ringer.
3. Inserção de um dreno intraventricular ou catéter, por um neurocirurgião e continuação da irrigação do liquido céfalo-raquidiano com remoção do líquido, através da via lombar ligada a um sistema de drenagem fechado.
A solução de Lactato de Ringer deverá ser administrada por perfusão contínua a 150 ml/h ou à velocidade de 75 ml/h, quando o plasma congelado recente lhe foi adicionado.
A velocidade de perfusão deverá ser ajustada para manter o nível de proteínas do liquido céfalo-raquidiano a 150 mg/dl.
Foram igualmente tomadas em consideração, as seguintes medidas, as quais podem não ser essenciais:
Foi administrado, via intravenosa, por bólus, ácido folínico 100 mg e posteriormente perfundido à velocidade de 25 mg/h, durante 24 horas e posteriormente, em doses bólus de 25 mg, de 6 em 6 horas, durante 1 semana.
Foi administrado, via intravenosa, ácido glutâmico, 10 mg nas 24 horas, seguido por 500 mg, três vezes ao dia, oralmente durante um mês.
A piridoxina foi administrada na dose de 50 mg, de 8 em 8 horas, por perfusão intravenosa, durante 30 minutos.
O seu papel na redução da neurotoxicidade não é claro.
O sulfato de vincristina é um vesicante e pode causar uma reação local grave por extravasão.
Se ocorrer derrame nos tecidos circundantes quando da administração IV de sulfato de vincristina, a injeção deverá ser interrompida imediatamente e qualquer quantidade remanescente da dose, deverá ser administrada noutra veia.
A injeção local de hialuronidase com a aplicação de calor foi utilizada para dispersar o fármaco de modo a minimizar o desconforto e a possibilidade de dano tecidular.
Precauções:
Leucopénia, após terapêutica com sulfato de vincristina, é menos provável de ocorrer do que com outros agentes antineoplásicos e a limitação da dosagem é geralmente mais do âmbito neuromuscular do que da toxicidade da medula óssea.
No entanto, devido a esta possibilidade, tanto médicos como pacientes deverão permanecer alerta, para sinais de qualquer complicação infecciosa.
Se existir leucopénia ou complicação infecciosa então a administração da próxima dose de sulfato de vincristina necessitará de cuidadosa ponderação.
Nefropatia aguda, provocado por ácido úrico, a qual pode ocorrer após administração de agentes antineoplásicos, tem sido referida após o uso de sulfato de vincristina.
Como o sulfato de vincristina tem fraca penetração na barreira hematoencefálica podem ser necessários agentes e vias de administração adicionais para leucémias do sistema nervoso central.
O efeito neurotóxico do sulfato de vincristina pode ser aditivo com outros agentes neurotóxicos ou aumentado pela irradiação da espinal medula e doença neurológica.
Os doentes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos neurotóxicos do sulfato de vincristina.
Testes laboratoriais quer in vitro, quer in vivo falharam em demonstrar conclusivamente que este produto é mutagénico.
A fertilidade após o tratamento apenas com vincristina para doenças malignas não foi estudada no homem.
Relatórios clínicos tanto em doentes masculinos como femininos, que receberam qumioterapia de multiplos-agentes, incluindo a vincristina, indicaram que pode ocorrer azospermia e amenorreia em doentes pós-púberes.
Em alguns doentes, a recuperação ocorreu muitos meses após terminado o tratamento de quimioterapia, mas não todos os doentes.
Quando o mesmo tratamento é administrado a doentes pré-púberes é muito menos provável causar azospermia e amenorreia permanente.
Doentes que receberam quimioterapia com vincristina em associação com fármacos anticancerosos, conhecidos por serem carcinogénicos, desenvolveram malignidades secundárias.
O papel contributivo da vincristina neste desenvolvimento não foi determinado.
Nenhuma evidência de carcinogenicidade foi encontrada após administração intraperitoneal em ratos e murganhos, embora este estudo fosse limitado.
Deverá tomar-se cuidado para evitar contaminação acidental dos olhos dado o sulfato de vincristina ser altamente irritante e poder causar ulceração da córnea.
Os olhos devem ser bem lavados imediatamente.