INN: ACIDO ALENDRONICO/COLECALCIFEROL SEMANAL RATIO
Disponível em:
🇬🇧🇪🇸🇫🇷🇵🇹
Forma
—
Posologia
—
Via de administração
—
Armazenamento
—
Sobre este produto
Fabricante
Teva Pharma S.L.U. (ES)
User Reviews
Reviews reflect personal experiences and are not medical advice. Always consult your doctor.
Código ATC
A11CC05
Fonte
CIMA_ES
O Alendronato sódico é um bifosfonato que inibe a reabsorção óssea pelos osteoclastos sem qualquer efeito directo na formação óssea.
Estudos pré-clínicos demonstraram uma localização preferencial do ácido alendrónico em locais onde se efectua a reabsorção activa.
A actividade dos osteoclastos é inibida, mas a mobilização ou ligação dos osteoclastos não é afectada.
O osso formado durante o tratamento com ácido alendrónico possui uma qualidade normal.
Tratamento da osteoporose pós-menopáusica.
A osteoporose é definida como uma densidade mineral óssea (DMO) da coluna ou anca 2,5 desvios padrão abaixo do valor médio de uma população jovem normal ou como uma fractura de fragilidade anterior, independente da densidade mineral óssea.
A equivalência terapêutica entre “Ácido Alendrónico 70 mg Comprimidos” (n=519) e o ácido alendrónico na dose de 10 mg por dia (n=370) foi demonstrada num estudo multicêntrico de um ano em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose.
Os aumentos médios em relação ao valor inicial da DMO da coluna lombar ao fim de um ano foram de 5,1% (IC 95%: 4,8, 5,4%) no grupo de 70 mg uma vez por semana e de 5,4% (IC 95%: 5,0, 5,8%) no grupo de 10 mg por dia.
Os aumentos médios da DMO foram de 2,3% e 2,9% no colo femoral e de 2,9% e 3,1% na anca total, respectivamente nos grupos de 70 mg uma vez por semana e de 10 mg por dia.
Os dois grupos de tratamento também foram semelhantes no que respeita aos aumentos da DMO noutros locais do esqueleto.
Os efeitos do ácido alendrónico em comprimidos na massa óssea e na incidência de fracturas em mulheres pós-menopáusicas foram estudados em dois estudos iniciais sobre eficácia, de concepção idêntica (n=994), assim como no Fracture Intervention Trial (FIT: n=6.459).
Nos estudos iniciais sobre eficácia, os aumentos médios da densidade mineral óssea (DMO) com ácido alendrónico na dose de 10 mg por dia em relação ao placebo ao fim de três anos foram de 8,8%, 5,9% e 7,8% respectivamente na coluna, colo femoral e trocânter.
A DMO corporal total também aumentou significativamente.
Observou-se uma diminuição de 48% (3,2% com o ácido alendrónico vs 6,2% com o placebo) na proporção de doentes tratadas com ácido alendrónico com uma ou mais fracturas vertebrais em relação às que foram tratadas com placebo.
No prolongamento de dois anos destes estudos, a DMO da coluna e do trocânter continuou a aumentar e a DMO do colo femoral e do corpo inteiro não sofreu alterações.
O estudo FIT consistiu em dois estudos controlados com placebo nos quais se utilizou o ácido alendrónico administrado diariamente (5 mg por dia durante dois anos e 10 mg por dia durante mais um ou dois anos):
FIT 1: Um estudo de três anos com 2.027 doentes que tinham tido pelo menos uma fractura vertebral (por compressão) no início.
Neste estudo, o ácido alendrónico administrado diariamente diminuiu a incidência de ≥1 nova fractura vertebral em 47% (7,9% com o ácido alendrónico vs 15,0% com placebo).
Além disso, verificou-se uma diminuição estatisticamente significativa da incidência de fracturas da anca (1,1% vs 2,2%, uma diminuição de 51%).
• FIT 2: Um estudo de quatro anos com 4.432 doentes que tinham uma diminuição da massa óssea mas que, no início do estudo, não tinham tido nenhuma fractura vertebral.
Neste estudo, na análise do subgrupo de mulheres osteoporóticas (com 37% da população global correspondendo à definição de osteoporose supracitada) observou-se uma diferença significativa na incidência de fracturas da anca (1,0% com ácido alendrónico vs 2,2% com placebo, uma diminuição de 56%) e na incidência de ≥1 fracturas vertebrais (2,9% vs 5,8%, uma diminuição de 50%).
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O Ácido alendrónico não deve ser utilizado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
O Ácido alendrónico não deve ser utilizado por mulheres que estão a amamentar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Evitar para Cl cr < 35 ml/minuto.
O Ácido alendrónico pode causar irritação local na mucosa gastrointestinal superior.
Como existe o potencial de agravamento da doença subjacente, devem tomar-se precauções se o comprimido de Ácido alendrónico for administrado a doentes com perturbações activas do tracto gastrointestinal superior, como disfagia, doença esofágica, gastrite, duodenite, úlceras ou com antecedentes recentes (no ano precedente) de doença gastrointestinal grave como úlcera péptica, hemorragia gastrointestinal activa ou cirurgia do tracto gastrointestinal superior, com excepção de piloroplastia.
Foram comunicadas reacções esofágicas (por vezes, graves e exigindo hospitalização), como esofagite, úlceras esofágicas e erosões esofágicas, em casos raros seguidas de estenose ou perfuração do esófago em doentes em tratamento com Ácido alendrónico.
Os médicos devem portanto estar atentos a quaisquer sinais ou sintomas indicativos de possível reacção esofágica e as doentes devem ser informadas de que têm de interromper a toma do comprimido de Ácido alendrónico e consultar um médico se desenvolverem sintomas de irritação esofágica como disfagia, dor à deglutição, dor retrosternal ou pirose recente ou agravada.
O risco de efeitos adversos esofágicos graves parece ser maior em doentes que não tomam correctamente o Ácido alendrónico e/ou continuam a tomar o comprimido de Ácido alendrónico depois de desenvolverem sintomas sugestivos de irritação esofágica.
É muito importante que sejam dadas instruções completas sobre a administração e que a doente as compreenda.
As doentes devem ser informadas de que o risco de problemas esofágicos pode aumentar se não seguirem estas instruções.
Embora não se tenha observado um risco acrescido em ensaios clínicos extensos, foram feitas notificações (pós-comercialização) de casos raros de úlceras gástricas e duodenais, alguns dos quais graves e com complicações.
Foi comunicada osteonecrose da maxila, geralmente associada a extracção dentária e/ou a infecção local (incluindo osteomielite), em doentes com cancro a receber regimes terapêuticos que incluem bifosfonatos administrados principalmente por via intravenosa.
Muitos destes doentes também estavam a receber quimioterapia e corticosteróides.
A osteonecrose da maxila também foi notificada em doentes com osteoporose a tomar bifosfonatos orais, com doença periodôntica.
Deve considerar-se um exame dentário com dentistria preventiva apropriada antes do tratamento com bifosfonatos em doentes com factores de risco concomitantes (ex., cancro, quimioterapia, radioterapia, corticosteróides, má higiene oral, doença periodôntica).
Durante o tratamento, estas doentes devem evitar, se possível, intervenções dentárias invasivas.
Em doentes que desenvolvem osteonecrose da maxila durante a terapêutica com bifosfonatos, a cirurgia dentária pode exacerbar a condição.
Não existem dados disponíveis sugestivos de que a interrupção do tratamento com bifosfonatos diminui o risco de osteonecrose da maxila em doentes que necessitam de intervenções dentárias.
O discernimento clínico do médico assistente deve orientar o plano de tratamento de cada doente baseando-se na avaliação benefício/risco individual.
Foram notificadas dores ósseas, articulares e/ou musculares em doentes medicadas com bifosfonatos.
Na experiência após introdução no mercado, estes sintomas foram raramente graves e/ou incapacitantes.
O período de tempo até ao início dos sintomas variou de um dia a vários meses após o início do tratamento.
A maioria das doentes teve um alívio dos sintomas após interrupção do tratamento.
Um subconjunto apresentou recorrência de sintomas após nova exposição ao mesmo medicamento ou a outro bifosfonato.
As doentes devem ser informadas de que no caso de se esquecerem de uma dose de Ácido alendrónico comprimidos uma Vez por semana, devem tomar um comprimido na manhã seguinte após se terem lembrado.
Nunca devem tomar dois comprimidos no mesmo dia mas devem voltar a tomar um comprimido uma vez por semana, como originalmente planeado no dia que escolheram.
Ácido Alendrónico comprimidos não é recomendado em doentes com disfunção renal quando a taxa de filtração glomerular for inferior a 35 ml/min.
Devem considerar-se outras causas de osteoporose além da deficiência de estrogénios, envelhecimento e utilização de glucocorticóides.
A hipocalcemia deve ser corrigida antes do início da terapêutica com ácido alendrónico.
Outras perturbações que afectam o metabolismo dos minerais (como deficiência de vitamina D e hipoparatiroidismo) também devem ser eficazmente tratadas.
Em doentes com estas patologias, deve monitorizar-se o cálcio sérico e os sintomas de hipocalcemia durante o tratamento com o Ácido alendrónico.
Devido aos efeitos positivos do Ácido alendrónico no aumento da mineralização óssea, podem ocorrer diminuições do cálcio e do fosfato séricos.
Estas são geralmente pequenas e assintomáticas.
Contudo, foram notificados casos raros de hipocalcemia sintomática que ocasionalmente foi grave e ocorreu com frequência em doentes com patologias predisponentes (ex., hipoparatiroidismo, deficiência de vitamina D e em casos de má absorção do cálcio).
É especialmente importante assegurar que as doentes medicadas com glucocorticóides têm um consumo adequado de cálcio e de vitamina D.