⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não é recomendada a utilização da amitriptilina durante a gravidez, a menos que, na opinião do médico, os possíveis benefícios justifiquem os potenciais riscos para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Devido à possibilidade de reacções adversas graves nas crianças, a mãe deverá interromper a amamentação ou suspender o medicamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Antidepressores.
Condução
Condução:
Amitriptilina pode afectar as capacidades mentais necessárias à execução de determinadas tarefas, tais como a condução de veículos ou a manipulação de máquinas.
Fale com o médico ou farmacêutico antes de tomar Amitriptilina.
Quando, em caso de substituição da terapêutica com IMAO, o tratamento com Amitriptilina só deverá ser iniciado duas semanas (14 dias) após a suspensão do IMAO, de modo a evitar um possível efeito de potenciação.
O tratamento com Amitriptilina deve ser iniciado com precaução nestes doentes, elevando-se gradualmente a dose até se obter uma resposta satisfatória.
Se tem história de crises convulsivas, retenção urinária, hipertrofia prostática, glaucoma de ângulo fechado ou hipertensão intra-ocular: a amitriptilina deve ser administrada com precaução em doentes com história de crises convulsivas, com perturbações da função hepática e, devido à sua acção atropínica, em doentes com história de retenção urinária, hipertrofia prostática, glaucoma de ângulo fechado ou hipertensão intra-ocular.
Nos doentes com glaucoma de ângulo fechado, mesmo as doses terapêuticas habituais podem precipitar um aumento da pressão intra-ocular.
Se possível, o tratamento com amitriptilina deve ser interrompido vários dias antes de uma intervenção cirúrgica.
No entanto, caso não seja possível, o anestesista deve ser informado de que o doente está medicado com amitriptilina, uma vez que a anestesia pode aumentar o risco de hipotensão e de arritmias.
Se tem perturbações cardiovasculares: os doentes com perturbações cardiovasculares devem ser cuidadosamente vigiados dado que a amitriptilina pode provocar arritmias, taquicardia sinusal e alterações da condutibilidade póis, por um efeito tipo quinidina, pode ocorrer aumento do tempo de condução, mas pela acção anticolinérgica pode ocorrer o contrário.
Se tem hipertiróidismo ou se está a ser tratado com medicamentos para a tiróide ou com agentes anticolinérgicos: nestes doentes é necessário efectuar uma monitorização cuidadosa.
Quando, em caso de terapêutica por eletrochoque: os perigos da terapêutica por electrochoque podem ser potenciados pela administração concomitante da amitriptilina.
Assim, este tratamento concomitante deve ser limitado aos doentes em que seja considerado absolutamente essencial.
Durante o tratamento, o risco de suicídio nos doentes deprimidos mantém-se até se atingir uma situação de remissão significativa, pelo que estes doentes devem ser cuidadosamente vigiados.
Nos estados de psicose maníaco-depressiva, os doentes deprimidos podem transitar para a fase maníaca se forem tratados com um agente antidepressivo tricíclico.
Os doentes que apresentam sintomatologia paranóide podem manifestar exacerbação dos sintomas.
Nestes casos, pode administrar-se concomitantemente um tranquilizante ou reduzir a dose de amitriptilina.
Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão ou distúrbio de ansiedade Se se encontra deprimido e/ou tem distúrbios de ansiedade poderá por vezes pensar em se autoagredir ou até suicidar.
Estes pensamentos podem aumentar no início do tratamento com antidepressivos, póis estes medicamentos necessitam de tempo para actuarem.
Normalmente os efeitos terapêuticos demoram cerca de duas semanas a fazerem-se sentir mas por vezes pode demorar mais tempo.
Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes situações:
- Se tem antecedentes de ter pensamentos acerca de se suicidar ou se autoagredir.
- Se é um jovem adulto.
A informação proveniente de estudos clínicos revelou um maior risco de comportamento suicídio em indivíduos adultos com menos de 25 anos com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos.
Se em qualquer momento vier a ter pensamentos no sentido de autoagressão ou suicídio deverá contactar o médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital.
Poderá ser útil para si comunicar a uma pessoa próxima de si ou a um familiar que se encontra deprimido ou que tem distúrbios de ansiedade.
Poderá também solicitar-lhes que o informem caso verifiquem um agravamento do seu estado de depressão ou ansiedade, ou se ficarem preocupados com alterações no seu comportamento.
Foram comunicados um problema de coração chamado “intervalo QT prolongado” (que é revelado no seu eletrocardiograma, ECG) e afeções do ritmo cardíaco (batimento cardíaco rápido ou irregular) com Amitriptilina.
Fale com o médico se:
• tem um ritmo cardíaco lento,
• teve ou tem um problema no qual o seu coração não consegue bombear o sangue em redor do corpo tão bem como deveria (uma condição chamada insuficiência cardíaca),
• está a tomar qualquer outra medicação que possa provocar problemas no coração, ou
• tem um problema que determine um nível baixo de potássio ou magnésio ou um nível elevado de potássio no seu sangue.
Cloridrato de amitriptilina não deve ser administrado para o tratamento da depressão em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.
Não fói demonstrada eficácia dos antidepressivos tricíclicos em estudos com doentes deste grupo etário com depressão.
Os estudos com outros grupos de antidepressivos, nomeadamente os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina, demonstraram que estes medicamentos estavam relacionados com ideação suicida, autoagressividade e hostilidade.
O risco de ocorrência destas reações não pode ser excluído para cloridrato de amitriptilina.
Adicionalmente, cloridrato de amitriptilina está associado ao risco de eventos adversos cardiovasculares em todos os grupos etários.
Para além do exposto, não existem ainda disponíveis dados de segurança de utilização a longo prazo em crianças e adolescentes no que concerne ao crescimento, maturação e desenvolvimento cognitivo e comportamental.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
- Depressores do SNC (álcool, barbitúricos): a amitriptilina pode potenciar o efeito depressor sobre o SNC, dando origem a depressão respiratória.
Por outro lado, os barbitúricos podem diminuir o efeito antidepressivo da amitriptilina.
- Outros antidepressivos: a administração concomitante de antidepressivos com modos de acção diferentes apenas deve ser efectuada com o devido conhecimento da possibilidade de potenciação e com completo domínio da farmacologia de ambos os fármacos.
- Anticolinérgicos e anti-histamínicos: a amitriptilina pode potenciar os efeitos anticolinérgicos destes fármacos.
O aumento da actividade anticolinérgica pode provocar íleus paralítico, visão turva e afectar a pressão intra-ocular nos doentes com glaucoma.
- Clonidina e guanetidina: a amitriptilina pode antagonizar o efeito anti-hipertensor destes fármacos, pelo que a sua administração concomitante não é recomendada.
Os antidepressivos tricíclicos bloqueiam a absorção da guanetidina e de outros compostos com acção semelhante, pelo que poderá ser necessário proceder ao ajustamento da dose destes fármacos.
É aconselhável rever a terapêutica anti-hipertensiva durante o tratamento com antidepressivos tricíclicos.
- Estrogéneos: falta de resposta antidepressiva e toxicidade tricíclica.
- IMAO: podem potenciar os efeitos dos antidepressivos tricíclicos, tais como a amitriptilina, podendo ocorrer crises de hiperpirexia, convulsões graves e morte.
- Agentes simpaticomiméticos (adrenalina, efedrina, isoprenalina, noradrenalina): pode haver potenciação dos efeitos pressores e cardíacos dos simpaticomiméticos, a qual pode ser fatal.
- Fármacos que actuam na tiróide: aumenta a possibilidade de ocorrência de arritmias.
- Dissulfiram: foi relatado delírio em doentes medicados concomitantemente com dissulfiram e amitriptilina.
- Fármacos metabolizados pelo citocromo P450 2D6: a utilização concomitante de antidepressivos tricíclicos com fármacos que podem inibir o CYP P450 2D6 (ex: quinidina, cimetidina) e fármacos que são substrato para o P450 2D6 (ex. amiptriptilina) pode requerer doses menores do que as normalmente prescritas para a amitriptilina ou para o outro fármaco. Pode ser necessário o ajuste da dose.
- Reserpina: a amitriptilina pode antagonizar os efeitos da reserpina.
- Etcorvinol: a utilização concomitante de amitriptilina com doses elevadas de etcorvinol deve ser efectuada com cuidado.
Tem sido relatado delírio passageiro em doentes tratados com 1g de etcorvinol e 75-100mg de amitriptilina.
- Anticonvulsivantes: redução da eficácia do controlo das convulsões nos doentes epilépticos.
- Analgésicos: a amitriptilina pode aumentar o risco de crises convulsivas em doentes medicados com tramadol.
- Antipsicóticos: podem aumentar as concentrações plasmáticas da amitriptilina.
- Fármacos indutores da serotonina: pode ocorrer “síndrome da serotonina”.