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Disponível em:
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Forma
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Posologia
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Via de administração
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Armazenamento
—
Sobre este produto
Código ATC
J05AF05
Fonte
KEGG
A lamivudina é um fármaco antivírico activo contra o vírus da hepatite B, em todas as linhagens celulares estudadas e em animais infetados experimentalmente.
A lamivudina é metabolizada, quer por células infectadas, quer por células não infectadas, em derivado trifosfato (TP), a forma activa do composto original.
In vitro, a semi-vida intracelular do trifosfato nos hepatócitos é de 17-19 horas.
A lamivudina-TP actua como substrato da polimerase vírica do VHB.
A formação de mais ADN vírico é bloqueada pela incorporação de lamivudina-TP na cadeia e subsequente terminação desta.
A lamivudina-TP não interfere com o metabolismo normal dos desoxinucleótidos celulares.
É também apenas um fraco inibidor das ADN-polimerases alfa e beta dos mamíferos.
Além disso, a lamivudina-TP tem pouco efeito sobre o conteúdo em ADN das células de mamíferos.
Em ensaios relativos aos potenciais efeitos da lamivudina sobre as estruturas mitocondriais e conteúdo e função do ADN, esta não mostrou efeitos tóxicos apreciáveis.
Tem um potencial muito baixo para diminuir o conteúdo em ADN das mitocôndrias, não é permanentemente incorporada no ADN mitocondrial e não actua como inibidor das ADN-polimerases gama mitocondriais.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Lamivudina pode ser usado durante a gravidez caso clinicamente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação pode ser considerada em mães a amamentar a serem tratadas com lamivudina para o VHB, tendo em consideração o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia para a mulher.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose; consultar literatura específica.
Condução
Condução:
Os doentes devem ser informados de que durante o tratamento com lamivudina foram notificados mal-estar geral e fadiga. O estado clínico do doente e o perfil de reacções adversas da lamivudina devem ser tidos em conta quando se considerar a capacidade do doente para conduzir ou utilizar máquinas.
Acidose láctica e hepatomegalia grave com esteatose
As ocorrências de acidose láctica (na ausência de hipoxemia), por vezes fatais, normalmente associadas a hepatomegalia grave e esteatose hepática, foram notificadas com a utilização de análogos dos nucleósidos.
Sendo a lamivudina um análogo dos nucleósidos, este risco não pode ser excluído.
O tratamento com análogos de nucleósidos deve ser descontinuado quando ocorrerem rápidas elevações dos níveis das aminotransferases, hepatomegalia progressiva ou acidose láctica/metabólica de etiologia desconhecida.
Sintomas digestivos benignos como náuseas, vómitos ou dor abdominal, podem ser indicativos do desenvolvimento de acidose láctica.
Casos graves, por vezes com desfecho fatal, foram associados a pancreatite, falha hepática/esteatose hepática, falha renal e níveis séricos elevados de lactato.
Deve ser empregue precaução na prescrição de análogos dos nucleósidos a qualquer doente (especialmente a mulheres obesas) que sofra de hepatomegalia, hepatite ou outros factores de risco conhecidos para doença hepática e esteatose hepática (incluindo alguns medicamentos e álcool).
Doentes co-infectados com hepatite C e tratados com interferão alfa e ribavirina podem constituir um risco acrescido.
Estes doentes devem ser monitorizados atentamente.
Exacerbações da hepatite
Exacerbações durante o tratamento
Exacerbações espontâneas na hepatite B crónica são relativamente comuns e são caracterizadas por aumentos transitórios da ALT sérica.
Após o início da terapêutica anti-retroviral, os níveis séricos de ALT podem aumentar em alguns doentes, à medida que os níveis séricos de VHB ADN diminuem.
Em doentes com doença de fígado compensada, estes aumentos do ALT sérico não são geralmente acompanhados por aumentos das concentrações da bilirrubina sérica ou sinais de descompensação hepática.
Em terapêutica prolongada, foram identificadas sub-populações de VHB com sensibilidade reduzida à lamivudina (mutação YMDD do VHB).
Em alguns doentes o desenvolvimento da mutação YMDD do VHB pode conduzir a exacerbação da hepatite, detectada primariamente pela elevação do nível sérico de ALT e reaparecimento do ADN VHB.
Em doentes que tiveram mutação YMDD do VHB, deve ser considerada a adição de um segundo fármaco sem resistência cruzada com a lamivudina.
Exacerbações após descontinuação do tratamento
Foi observada exacerbação aguda da hepatite em doentes que descontinuaram a terapêutica para a hepatite B e que é normalmente detectada através de elevações da ALT sérica e reemergência de ADN VHB.
Em ensaios controlados de fase III com seguimento de doentes sem tratamento activo, a incidência de elevações ALT pós-tratamento (mais de 3x a linha basal) foi mais elevada nos doentes tratados com lamivudina (21%) quando comparada aos que recebiam placebo (8%).
Contudo, a proporção de doentes que tiveram elevações pós-tratamento associadas a elevações de bilirrubina foi baixa e semelhante em ambos os braços.
Para os doentes tratados com lamivudina, a maioria das elevações séricas de ALT no pós-tratamento ocorreu entre as semanas 8 e 12 após o tratamento.
A maioria dos acontecimentos ocorridos foram autolimitados, no entanto, foram observadas algumas ocorrências fatais.
Se Lamivudina for descontinuada, os doentes devem ser monitorizados periodicamente, quer clinicamente, quer por realização de testes séricos de avaliação da função hepática (níveis de ALT e bilirrubina), durante pelo menos quatro meses, e após este período conforme clinicamente indicado.
Exacerbações em doentes com cirrose descompensada
Os doentes sujeitos a transplante ou com cirrose descompensada estão em maior risco de replicação vírica activa.
Devido à função hepática marginal nestes doentes, a reactivação da hepatite após interrupção da lamivudina ou perda de eficácia durante o tratamento, poderá induzir descompensação grave e mesmo fatal.
Estes doentes devem ser monitorizados relativamente aos parâmetros clínicos, virológicos e serológicos associados à hepatite B, funções hepática e renal e resposta antivírica, durante o tratamento (pelo menos mensalmente) e, caso o tratamento seja interrompido por qualquer motivo, durante pelo menos 6 meses após o tratamento.
Os parâmetros laboratoriais a monitorizar deverão incluir (no mínimo) ALT sérica, bilirrubina, albumina, ureia, creatinina e marcadores virológicos: antigénio/anticorpo VHB e concentrações séricas de ADN VHB, se possível.
Os doentes que apresentarem sinais de insuficiência hepática durante ou após o tratamento devem ser monitorizados mais frequentemente, conforme apropriado.
A informação sobre os benefícios de reiniciar o tratamento com lamivudina em doentes que desenvolvam hepatite recorrente após o tratamento é limitada.
Disfunção mitocondrial
Análogos dos nucleósidos e dos nucleótidos demonstraram provocar, in vitro e in vivo, um grau variável de dano mitrocondrial.
Foram notificados casos de disfunção mitocondrial em crianças expostas in utero e/ou após o nascimento a análogos de nucleósidos.
Os efeitos adversos mais relevantes notificados foram perturbações hematológicas (anemia, neutropenia) e perturbações metabólicas (hiperlactemia, hiperlipidemia).
Foram notificadas algumas perturbações neurológicas tardias (hipertonia, convulsões, comportamento atípico).
Estas perturbações neurológicas podem ser transientes ou permanentes.
Qualquer criança exposta in utero aos análogos de nucleósidos e nucleótidos deve ser posteriormente monitorizada clínica e laboratorialmente, devendo ser investigada quanto à possibilidade de disfunção mitocondrial nos casos em que demonstrem sinais e sintomas relevantes.
Doentes pediátricos
A lamivudina tem sido administrada a crianças (idade igual ou superior a 2 anos) e a adolescentes com hepatite B crónica compensada.
Contudo, devido à limitação de dados disponíveis até esta data, a administração de lamivudina a esta população de doentes não é recomendada.
Hepatite Delta ou hepatite C
A eficácia da lamivudina em doentes co-infectados com hepatite Delta ou com hepatite C não foi demonstrada pelo que se recomenda precaução.
Tratamentos imunossupressores
A informação sobre a utilização da lamivudina em doentes AgHBe negativos (mutação pré-core) e em doentes sujeitos a administração concomitante de regimes imunodepressores, incluindo quimioterapia oncológica, é limitada.
A lamivudina deve ser utilizada com precaução nestes doentes.
Durante o tratamento com lamivudina, os doentes devem ser monitorizados regularmente.
Os níveis séricos da ALT e de ADN VHB devem ser monitorizados de 3 em 3 meses e, em doentes AgHBe positivos, os níveis de AgHBe devem ser avaliados a cada 6 meses.
Coinfeção pelo VIH
Deve ser mantida a dose de lamivudina prescrita para a infecção VIH (normalmente 150 mg/duas vezes por dia, em associação com outros anti-retrovíricos), no tratamento de doentes co-infectados pelo VIH e que estejam, ou venham futuramente a receber tratamento com lamivudina ou associação lamivudina-zidovudina.
Em doentes co-infectados pelo VIH e que não necessitem terapêutica antiretrovírica, existe risco de mutação do VIH quando a lamivudina é utilizada isoladamente para o tratamento da hepatite B crónica.
Transmissão da hepatite B
Não está disponível informação sobre a transmissão materno-fetal do vírus da hepatite B na mulher grávida sob tratamento com lamivudina.
Devem ser seguidos os procedimentos padrão recomendados para a imunização de crianças contra o vírus da hepatite B.
Os doentes devem ser advertidos de que a terapêutica com lamivudina não provou reduzir o risco de transmissão da hepatite B a outros indivíduos, devendo-se portanto continuar a tomar as precauções adequadas.
Lamivudina não deve ser tomado com nenhum outro medicamento contendo lamivudina ou medicamentos contendo emtricitabina.
Não é recomendada a combinação de lamivudina com cladribina.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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