⚠️ Avisos
Aleitamento
Aleitamento:
Devido aos muitos possíveis efeitos nocivos sobre a criança, a amamentação durante o tratamento com Bleomicina está contraindicada.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose na IR moderada a grave.
Gravidez
Gravidez:
A bleomicina não deve ser utilizada durante a gravidez, a menos que seja estritamente necessário, em particular durante o primeiro trimestre.
Condução
Condução:
Alguns efeitos secundários, como náuseas, vómitos e fadiga podem ter um efeito indirecto sobre a capacidade de conduzir e/ou utilizar máquinas.
Em doentes tratados com Bleomicina deve ser realizado um estudo regular da função pulmonar, bem como um raio-X do tórax. Isto deverá ser feito até 8 semanas após o final do tratamento.
Em caso de radioterapia concomitantemente do tórax, possivelmente deve ser feito um estudo ou um raio-X do tórax com maior frequência. Um estudo da função pulmonar, em particular, a medição da difusão de monóxido de carbono e da capacidade vital, faz muitas vezes um diagnóstico precoce da possível toxicidade pulmonar.
Se ocorrer tosse inexplicável, dispneia, crepitação basal ou uma imagem reticular difusa no raio-X do tórax, a administração de Bleomicina deve ser interrompida imediatamente, até a toxicidade da Bleomicina ser excluída como uma causa possível.
É recomendada a administração de antibióticos e, se necessário, de corticoesteróides (por exemplo 100 mg diários de hidrocortisona por via intramuscular sob a forma de succinato de sódio, durante 5 dias, seguido por 10 mg de prednisolona 2 vezes por dia).
Em caso de lesão pulmonar como consequência da Bleomicina, este medicamento nunca mais deverá a ser administrado. Embora a toxicidade pulmonar de Bleomicina aumente claramente com uma dose cumulativa de 400 U, isto também pode ocorrer com uma dose consideravelmente mais baixa, em especial nos doentes idosos, doentes com função renal ou hepática diminuídas, sofrimento pulmonar pré-existente, prévia radiação dos pulmões, e em doentes que recebem oxigénio.
Nestes casos, existe um fator de risco de toxicidade pulmonar.
Não devem ser utilizados testes de função pulmonar com oxigénio a 100% em doentes que tenham sido tratados com Bleomicina. São recomendados testes da função pulmonar com 21% de oxigénio.
Devido aos efeitos de Bleomicina sobre o tecido pulmonar, os doentes que recebam o fármaco têm maior risco de desenvolver toxicidade pulmonar quando se administra oxigénio durante a cirurgia. A exposição prolongada a concentrações elevadas de oxigénio é uma causa conhecida de lesão pulmonar mas, após administração de Bleomicina, pode ocorrer lesão pulmonar em concentrações de oxigénio inferiores às geralmente consideradas seguras. Assim a gestão intra-operatória óptima, requer a administração da menor fração inspirada de oxigénio (FIO2) compatível com a oxigenação adequada.
A Bleomicina deve ser utilizada com extrema precaução em doentes com cancro do pulmão, já que estes doentes mostram um aumento da incidência de toxicidade pulmonar. A sensibilidade à Bleomicina aumenta em pessoas idosas.
Como 2/3 da dose de Bleomicina administrada é excretada na urina na forma inalterada, a taxa de excreção é afetada em elevado grau pela função renal.
As concentrações plasmáticas elevam-se consideravelmente quando se administram as doses habituais a doentes com alterações da função renal.
Este medicamento não deve ser administrado a mulheres grávidas ou a mulheres que estejam a amamentar. Testes em modelos animais demonstraram que a Bleomicina, como a maioria dos fármacos citostáticos, pode ter propriedades teratogénicas e mutagénicas.
Portanto, tanto os homens como as mulheres devem usar medidas contraceptivas adequadas até três meses após a descontinuação do tratamento.
A toxicidade pulmonar da Bleomicina aparenta estar relacionada com a dose, com um aumento acentuado quando a dose total é superior a 400 x 103 U.I.. Doses totais acima de 400 x 103 U.I. devem ser administradas com grande precaução.