⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A Buprenorfina deve ser utilizada na gravidez apenas se os benefícios justificarem o potencial risco para o feto. No final da gravidez, se tiverem que ser administradas doses elevadas, ou se for necessário a utilização continuada, deve ser considerada a monitorização dos recém-nascidos.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Buprenorfina.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Analgésicos opiáceos.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver Analgésicos opiáceos.
Condução
Condução:
A Buprenorfina pode provocar sonolência, tonturas ou comprometer o raciocínio, em particular quando administrada em conjunto com álcool ou com depressores do sistema nervoso central. Consequentemente, os doentes devem ser advertidos a não efectuar nenhuma das actividades descritas.
Dopping
Dopping:
Narcóticos. Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
A Buprenorfina em comprimidos sublinguais é recomendada exclusivamente para o tratamento da toxicodependência de opiáceos.
Devido à falta de dados em adolescentes (15 – <18 anos), a Buprenorfina só deverá ser utilizada com precaução neste grupo etário.
Tem sido notificado sintomas de abstinência durante o período de troca de metadona para buprenorfina, pelo que os doentes devem ser atentamente monitorizados nesta fase.
O Médico deve considerar o risco de abuso e uso inapropriado (p.ex.administração IV), particularmente no início do tratamento.
Desvio:
O desvio refere-se à introdução de Buprenorfina sublingual no mercado ilícito pelos doentes ou por indivíduos que obtêm o medicamento através do roubo a doentes ou farmácias. Este desvio poderá dar origem a novos toxicodependentes que utilizam a buprenorfina como droga principal de abuso, com riscos de sobredosagem, disseminação de infeções virais transmitidas através do sangue, depressão respiratória e lesão hepática.
O Médico deve ter em consideração o risco de desvio de Buprenorfina para o mercado ilícito, antes de prescrever o medicamento.
O risco de acontecimentos adversos graves, nomeadamente de sobredosagem ou abandono do tratamento, é maior se um doente for tratado com uma dose inferior à necessária de Buprenorfina e continuar a automedicar-se para os sintomas de abstinência recorrendo a opiáceos, álcool ou outros fármacos sedativos hipnóticos (em particular benzodiazepinas). A Buprenorfina é um agonista parcial dos recetores opióides e a administração crónica produz dependência do tipo opióide.
Precipitação da abstinência:
Ao iniciar o tratamento com Buprenorfina, o Médico deve estar ciente do perfil agonista parcial da Buprenorfina e saber que esta pode precipitar abstinência em doentes com dependência de opiáceos, em particular quando administrada menos de 6 horas após a última utilização de heroína ou de outro opiáceo de ação rápida, ou quando administrada menos de 24 horas após a última dose de metadona. Por outro lado, os sintomas de abstinência podem também estar associados a uma posologia subóptima.
Este medicamento pode provocar sonolência, que pode ser exacerbada por outros agentes de ação central, como: álcool, tranquilizantes, sedativos e hipnóticos. Estudos em animais, bem como a experiência clínica, demonstraram que a Buprenorfina pode causar dependência, mas a um nível inferior à da morfina.
A descontinuação do tratamento pode resultar num síndroma de abstinência tardio. A Buprenorfina pode provocar hipotensão ortostática. Os atletas devem ter conhecimento de que este medicamento pode provocar uma reação positiva em análises antidopping.
A Buprenorfina é um opióide e pode mascarar a dor como um sintoma da doença. Os medicamentos que inibem a enzima CYP3A4 podem aumentar as concentrações de Buprenorfina. A redução da dose de Buprenorfina pode ser necessária.
Nos doentes que já estão a ser tratados com inibidores da enzima CYP3A4 a dose de Buprenorfina deve ser titulada cuidadosamente, porque uma dose reduzida pode ser suficiente nestes doentes. O uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase (IMAO) pode aumentar a eficácia dos opióides, tendo por base a experiência com a morfina.
Depressão respiratória:
Foram notificados alguns casos de morte devido a depressão respiratória, em particular quando a buprenorfina foi utilizada em associação com benzodiazepinas ou quando a buprenorfina não foi administrada de acordo com a informação prescrita.
Os casos de morte foram notificados em conjunto com a administração concomitante de buprenorfina e outros medicamentos que causam depressão do sistema nervoso central tais como álcool e outros opióides.
Hepatite, acontecimentos hepáticos:
Foram notificados casos de lesão hepática aguda em indivíduos dependentes de opiáceos tanto em ensaios clínicos como em notificações de acontecimentos adversos pós-comercialização. O espectro das alterações varia desde aumentos assintomáticos transitórios das transaminases hepáticas até casos clínicos de insuficiência hepática, necrose hepática, síndroma hepatorenal e encefalopatia hepática.
Em muitos casos, a presença de alterações das enzimas hepáticas pré-existentes ou de infeção pelos vírus da hepatite B ou da hepatite C, a utilização concomitante de outros medicamentos potencialmente hepatotóxicos e o consumo corrente de drogas injetáveis poderão ter um papel causal ou contribuidor. Estes fatores subjacentes devem ser tidos em consideração antes da prescrição de buprenorfina e durante o tratamento.
Em caso de suspeita de um acontecimento hepático é necessário efectuar uma avaliação biológica e etiológica adicional. Dependendo dos resultados, o medicamento pode ser descontinuado de forma cuidadosa para prevenir sintomas de abstinência e prevenir o retorno à utilização de drogas ilícitas. Se o tratamento for para continuar, a função hepática deve ser atentamente monitorizada.
População Pediátrica
Não estão disponíveis dados em crianças com idade inferior a 15 anos; portanto, a Buprenorfina não deverá ser utilizada em crianças com idade inferior a 15 anos.
Precauções de utilização
Este medicamento deverá ser utilizado com precaução em doentes com:
– asma ou insuficiência respiratória (foram notificados casos de depressão respiratória com buprenorfina);
– insuficiência renal (30% da dose administrada são eliminados por via renal pelo que a eliminação renal poderá ser prolongada);
– insuficiência hepática (o metabolismo hepático da buprenorfina pode estar alterado);
– traumatismos cranianos;
– pressão intracraniana elevada;
– hipotensão;
– hipertrofia prostática;
– estenose uretral.