Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
OTC
Efedrina
INN: EFEDRINA LEVEL
Atualizado: 2026-04-11
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Disponível em:
🇪🇸🇵🇹
Forma
—
Posologia
—
Via de administração
—
Armazenamento
—
Sobre este produto
Fabricante
Laboratorios Ern S.A. (ES)
Fonte
CIMA_ES
A efedrina é um agonista dos recetores adrenérgicos alfa e beta.
Os efeitos adrenérgicos beta resultam da estimulação da produção do AMPc por ativação da enzima adenilciclase, os efeitos adrenérgicos alfa resultam da sua inibição.
Além desta ação directa a efedrina também tem um efeito indirecto na libertação de noradrenalina dos seus reservatórios.
Se a efedrina for administrada por um período longo ou se forem administradas doses repetidas, as reservas de noradrenalina sofrem depleção nos terminais simpáticos com taquifilaxia nos efeitos cardíaco e vasopressor.
A nível pulmonar, o principal efeito de doses terapêuticas da efedrina é o relaxamento do músculo liso dos brônquios, consequente à estimulação dos recetores adrenérgicos beta-2, sem depleção das reservas de noradrenalina.
No coração, a efedrina em doses únicas estimula os recetores adrenérgicos beta-1, produzindo um efeito inotrópico positivo.
Este efeito contribui (e pode ser uma das principais causas) para a ação vasopressora da efedrina.
Contudo, em experiências animais a administração repetida de efedrina produziu um efeito inotrópico negativo.
Embora o fármaco também produza um efeito cronotrópico positivo através da estimulação do nódulo sino-auricular, este efeito pode ser suplantado pelo aumento da atividade vagal, reflexo do aumento da pressão sanguínea.
O débito cardíaco pode aumentar, especialmente após administração IV mas pode diminuir de seguida como resultado da bradicardia reflexa.
A efedrina pode produzir quer vasodilatação, através da estimulação dos recetores adrenérgicos beta-2, quer vasoconstrição através da estimulação dos recetores adrenérgicos alfa.
O fármaco contrai as arteríolas na pele, nas membranas mucosas e nas vísceras mas dilata as arteríolas no músculo esquelético.
O fármaco pode causar quer constrição quer dilatação das veias pulmonares e cerebrais, bem como aumento ou diminuição da resistência vascular periférica.
As condições que levam a cada uma das situações ainda não foram claramente esclarecidas.
A efedrina aumenta as pressões sistólica e diastólica.
Os efeitos vasopressores da efedrina administrada por via IV iniciam-se mais tarde mas são mais prolongados do que os atingidos com a noradrenalina ou adrenalina.
A constrição das veias renais, provocada pela efedrina administrada por via parentérica diminui o fluxo sanguíneo renal.
A efedrina aumenta a resistência vascular periférica, o ritmo e o débito cardíacos.
Como resultado, a efedrina aumenta a pressão sanguínea.
A estimulação dos recetores adrenérgicos alfa do músculo liso das vias urinárias e da bexiga pode aumentar a resistência ao débito urinário.
⚠️ Avisos
Aleitamento
Aleitamento:
A efedrina é excretada no leite materno. Foram reportados irritabilidade e distúrbios dos padrões de sono em bebés amamentados.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Evitar na IR grave; maior risco de toxicidade central.
Gravidez
Gravidez:
A efedrina deve ser evitada, ou utilizada com cuidado e apenas se necessário, durante a gravidez.
Dopping
Dopping:
Diuréticos e Agentes Mascarantes: O uso Em Competição e Fora de Competição, conforme aplicável, de qualquer quantidade das seguintes substâncias sujeitas a um valor limite de deteção: formoterol, salbutamol, catina, efedrina, metilefedrina e pseudoefedrina, associado com um diurético ou outro agente mascarante, requer a obtenção de uma Autorizacção de utilização Terapêutica especificamente para essa substância, para além da obtida para o diurético ou outro agente mascarante. Substância proibida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro. Efedrina e metilefedrina: São proibidas quando a concentração na urina seja superior a 10 microgramas por mililitro.
A utilização de efedrina como vasopressor não substitui o uso de sangue, plasma, fluidos, e/ou electrólitos.
A depleção do volume sanguíneo deve ser corrigida tanto quanto possível antes de ser instituída a terapêutica com efedrina.
O fármaco pode ser usado numa emergência como adjuvante da reposição do volume de fluidos ou como medida temporária de suporte para manter a perfusão arterial coronária e cerebral até que a terapêutica de reposição de volume possa ser completada, mas o sulfato de efedrina não pode ser usado como monoterapia em pacientes hipovolémicos.
Uma reposição adicional de volume pode ser necessária durante ou após administração do fármaco, especialmente se ocorre hipotensão.
A monitorização da pressão venosa central ou pressão do enchimento ventricular esquerdo podem ser úteis na detecção e tratamento da hipovolémia.
Adicionalmente a monitorização da pressão venosa central ou pressão diastólica arterial pulmonar, é necessária para evitar a sobrecarga do sistema cardiovascular e precipitar insuficiência cardíaca congestiva.
Hipoxia, hipercapnia e acidose que podem reduzir a eficácia e/ou aumentar a incidência de efeitos adversos da efedrina, devem ser identificados e corrigidos antes ou em conjunto com a administração do fármaco.
A Efedrina pode diminuir o volume de plasma circulante o que pode resultar na perpetuação do estado de choque ou a recorrência da hipotensão quando o fármaco é descontinuado.
Pode ainda causar hipertensão que pode resultar em hemorragia intracraniana.
Reações adversas à efedrina são particularmente susceptíveis de ocorrer em pacientes hipertensos ou com hipertiroidismo e o fármaco deve ser administrado com precaução, a estes pacientes.
Deve ser administrado com precaução a homens idosos (especialmente com hipertrofia prostática), diabéticos e pacientes com doença cardiovascular (incluindo insuficiência coronária, angina de peito, arritmias cardíacas e doenças cardíacas orgânicas).
A efedrina pode causar distúrbios do SNC que podem ser prevenidos ou ultrapassados pela administração de um sedativo ou tranquilizante.
Efeitos cardiovasculares podem ser observados com o uso de fármacos simpaticomiméticos, tais como a efedrina.
Há alguma evidência, através dos dados pós-comercialização e da literatura, de ocorrência de isquémia do miocárdio associada aos Agonistas Beta.
Tocólise
A efedrina deve ser utilizada com precaução na tocólise, devendo ser considerada a avaliação da função cardiorespiratória, incluindo monitorização através do ECG.
O tratamento deve ser descontinuado se aparecerem sinais de isquémia do miocárdio (tais como, dor torácica précordial ou alterações no ECG).
A efedrina não deve ser utilizada como agente tocolítico em doentes com fatores de risco significativos ou cardiopatia isquémica pré-existente.
Indicações Respiratórias
Doentes que sofram de doença cardíaca grave (i.e. cardiopatia isquémica, arritmia ou insuficiência cardíaca grave) e que estejam em tratamento com efedrina, devem ser advertidos a procurar assistência médica, em caso de dor torácica ou outros sintomas de agravamento da doença coronária.
Deve ser dada uma especial atenção para o aparecimento de sintomas como a dispneia ou dor torácica, uma vez que as mesmas podem ter origem tanto respiratória como cardíaca.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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