⚠️ Avisos
Aleitamento
Aleitamento:
Recomenda-se a interrupção do aleitamento durante o período de tratamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar na IH; risco de hemorragia.
Gravidez
Gravidez:
Eptifibatida não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.
Hemorragia
Eptifibatida é um fármaco antitrombótico que atua por inibição da agregação plaquetária; o doente deverá, portanto, ser mantido sob cuidadosa observação para despiste de sinais de hemorragia durante o tratamento.
O risco de hemorragia poderá ser maior nas mulheres, nos idosos, em doentes com baixo peso corporal ou com compromisso renal moderado (depuração de creatinina > 30 - < 50 ml/min).
Estes doentes devem ser mantidos sob cuidadosa monitorização para despiste de sinais de hemorragia.
Nos doentes que recebam uma administração precoce de Eptifibatida (por exemplo, no momento do diagnóstico) também pode ser observado um aumento do risco de hemorragia, comparativamente à sua administração imediatamente antes da ICP, como observado no ensaio clínico Early ACS.
Ao contrário da posologia aprovada na UE, todos os doentes neste ensaio clínico administraram um bólus duplo antes da perfusão.
A hemorragia é mais comum no local de acesso arterial em doentes submetidos a procedimentos arteriais percutâneos.
Devem observar-se cuidadosamente todos os locais de potencial hemorragia (como por exemplo, locais de inserção de cateteres, locais de punção arterial, venosa ou por agulha, locais de desbridamento e tratos gastrintestinal e genito-urinário).
Devem também ser considerados cuidadosamente outros locais de potencial hemorragia, tais como o sistema nervoso periférico e central e áreas retroperitoneais.
Uma vez que Eptifibatida inibe a agregação plaquetária, deve usar-se de precaução ao utilizar este medicamento com outros fármacos que afetam a hemostase, incluindo ticlopidina, clopidogrel, trombolíticos, anticoagulantes orais, soluções de dextrano, adenosina, sulfimpirazona, prostaciclina, agentes anti-inflamatórios não esteróides, ou dipiridamol.
Não existe experiência sobre o uso simultâneo de Eptifibatida e de heparinas de baixo peso molecular.
A experiência terapêutica com Eptifibatida em doentes em que se encontra geralmente indicada uma terapêutica trombolítica (por exemplo enfarte agudo do miocárdio transmural com novas ondas Q patológicas ou supradesnivelamento dos segmentos ST ou bloqueio de ramo esquerdo no ECG) é limitada.
Não se recomenda, portanto, a utilização de Eptifibatida nestas circunstâncias.
A perfusão de Eptifibatida deve ser imediatamente interrompida se surgirem situações que requeiram uma terapêutica trombolítica ou se o doente tiver de ser submetido a uma CABG de emergência ou requerer uma bomba intra-aórtica ligada a um dispositivo em balão.
Na eventualidade de ocorrer uma hemorragia grave, não controlável por meio de compressão, deve interromper-se imediatamente a perfusão deste medicamentoe a administração concomitante de qualquer heparina não fracionada.
Procedimentos arteriais
No decurso do tratamento com eptifibatida, verifica-se um aumento significativo das taxas de hemorragia, especialmente na área da artéria femoral, no local de inserção da bainha do cateter.
Certifique-se de que só a parede anterior da arterial femoral é puncionada.
As bainhas arteriais podem ser removidas quando os valores da coagulação normalizam (por exemplo, quando o tempo de coagulação ativada (ACT) é inferior a 180 segundos (geralmente 2-6 horas após a interrupção do tratamento com heparina).
Após remoção da bainha de introdução, deve assegurar-se a hemostase mantendo o doente sob cuidadosa observação.
Trombocitopenia e Imunogenicidade relacionada com os inibidores da GP IIb/IIIa
Este medicamento inibe a agregação plaquetária, mas não parece afetar a viabilidade das plaquetas.
Conforme demonstrado em ensaios clínicos, a incidência de trombocitopenia foi baixa e semelhante nos doentes tratados com eptifibatida e nos doentes que receberam placebo.
Foi observada trombocitopenia, incluindo trombocitopenia profunda aguda, com a administração de eptifibatida, após a comercialização.
O mecanismo, se mediado imunologica e/ou não imunologicamente, pelo qual a eptifibatida pode induzir trombocitopenia não é completamente conhecido.
Contudo, o tratamento com eptifibatida foi associado a anticorpos que reconhecem a GP IIb/IIIa ocupada pela eptifibatida, sugerindo um mecanismo imunologicamente mediado.
A trombocitopenia que ocorre após a primeira exposição a um inibidor da GP IIb/IIIa pode ser explicada pelo facto dos anticorpos estarem naturalmente presentes em alguns indivíduos normais.
Uma vez que, quer a exposição repetida a qualquer agente ligando mimético da GP IIb/IIIa (tais como abciximab ou eptifibatida) ou a primeira exposição a um inibidor da GP IIb/IIIa podem estar associadas a respostas trombocitopénicas imunologicamente mediadas, é necessária a monitorização, isto é, a contagem de plaquetas deve ser monitorizada antes do tratamento, nas primeiras 6 horas de administração e, depois, pelo menos uma vez por dia enquanto decorrer o tratamento e imediatamente aos sinais clínicos de tendência de hemorragia não esperada.
Se for observada uma descida confirmada das plaquetas para níveis < 100.000/mm3 ou uma trombocitopenia profunda aguda, deve ser imediatamente considerada a suspensão do tratamento com cada medicamento que se conheça ou que se suspeite ter efeitos trombocitopénicos, incluindo eptifibatida, heparina e clopidogrel.
A decisão de utilizar transfusões plaquetárias deverá ser baseada no julgamento clínico de cada caso.
Nos doentes com trombocitopenia mediada imunologicamente anterior devido a outros inibidores da GP IIb/IIIa parentéricos, não existe informação sobre a utilização deste medicamento.
Por conseguinte, não está recomendada a administração de eptifibatida nos doentes que manifestaram anteriormente trombocitopenia imunologicamente mediada com inibidores da GP IIb/IIIa, incluindo a eptifibatida.
Administração de heparina
Recomenda-se a administração de heparina salvo nos casos em que exista contraindicação (tal como antecedentes de trombocitopenia associada à utilização de heparina).
AI/EMSOQ: No caso de um doente que pesa ≥ 70 kg, recomenda-se a administração de uma dose em bólus de 5.000 unidades, seguida de uma perfusão intravenosa constante de 1.000 unidades/hora.
Se o doente pesar < 70 kg, deve administrar-se um bólus de 60 unidades/kg, seguido de uma perfusão de 12 unidades/kg/h.
Deve proceder-se à monitorização do tempo parcial de tromboplastina ativada (aPTT) de forma a manter um valor compreendido entre 50 e 70 segundos; acima de 70 segundos, poderá haver um aumento do risco de hemorragia.
Caso seja necessário efectuar uma ICP no âmbito de uma AI/EMSOQ, o tempo de coagulação ativada (ACT) deve ser monitorizado de modo a manter-se um valor compreendido entre 300-350 segundos.
A administração de heparina deve ser interrompida se o ACT exceder 300 segundos, não devendo ser re-iniciada até que o ACT desça para um valor inferior a 300 segundos.
Monitorização dos valores laboratoriais
Antes de administrar Eptifibatida por perfusão, recomenda-se a realização dos seguintes exames laboratoriais para identificação de alterações hemostáticas pré-existentes: tempo de protrombina (TP) e aPTT, níveis séricos de creatinina, contagem plaquetária, hemoglobina e níveis de hematócrito.
Dever-se-ão também monitorizar a hemoglobina, hematócrito e a contagem plaquetária nas 6 horas após o início da terapêutica e, pelo menos, uma vez por dia, subsequentemente, enquanto o doente se mantiver sob terapêutica (ou mais frequentemente, caso se observem sinais de diminuição marcada).
Se a contagem plaquetária descer para níveis inferiores a 100.000/mm3 será necessário proceder à contagem adicional das plaquetas para excluir a existência de pseudotrombocitopenia.
Dever-se-á suspender o tratamento com heparina não fracionada.
Em doentes submetidos a ICP, deve determinar-se também o ACT.