Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
OTC
Espironolactona
INN: ESPIRONOLACTONA ORION
Atualizado: 2026-04-11
Disponível em:
🇩🇪🇬🇧🇪🇸🇵🇹
Forma
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Posologia
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Via de administração
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Armazenamento
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Sobre este produto
Fabricante
User Reviews
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Orion Corporation (ES)
Fonte
CIMA_ES
A espironolactona é um bloqueador competitivo do recetor da aldosterona: liga-se competitivamente aos recetores nos túbulos renais distais impedindo deste modo a síntese de proteínas essenciais ao transporte dos iões K+ e Na+.
A espironolactona tem um efeito diurético e poupador de potássio; aumenta a excreção de sódio e água enquanto retém potássio e magnésio.
A espironolactona também inibe a biossíntese adrenocortical de aldosterona em doentes com hiperaldosteronismo primário.
O efeito da espironolactona é dependente da aldosterona: quanto maior a concentração de aldosterona no organismo, mais eficaz é a resposta da espironolactona.
Os efeitos da espironolactona baseiam-se quer no fármaco original quer nos metabólitos activos, tais como a canrenona.
Quando a excreção de aldosterona é excessiva, ex. devido a cirrose hepática ou à utilização de diuréticos, a espironolactona aumenta a excreção de sódio e água, diminuindo a de potássio.
Quando a excreção de aldosterona é normal, o efeito diurético e poupador de potássio da aldosterona é fraco.
As concentrações sanguíneas de glucose, colesterol e triglicéridos mantêm-se inalteradas.
A espironolactona tem ainda um efeito antiandrogénico: inibe ligeiramente a ligação dos androgénios aos seus recetores e inibe a 17-α-hidroxilase essencial à síntese de androgénios.
Insuficiência cardíaca crónica: O estudo RALES (Randomized Aldactone Evaluation Study) foi um estudo multinacional em dupla ocultacção em 1663 doentes com uma fração de ejecção ≤35%, uma história de insuficiência cardíaca de classe IV da New York Heart Association (NYHA) nos 6 meses anteriores e insuficiência cardíaca de classe III-IV no momento da aleatorização.
Todos os doentes tinham de estar a tomar um diurético da ansa e, se tolerado, um inibidor da ECA.
Os doentes com níveis basais de creatinina sérica >220 micromol/l ou um aumento recente de 25% ou com um potássio sérico basal >5,0 mmol/l foram excluídos.
Os doentes foram aleatorizados 1:1 para a espironolactona 25 mg oralmente uma vez por dia ou placebo correspondente.
Os doentes que toleraram 25 mg uma vez por dia tiveram a sua dose aumentada para 50 mg uma vez por dia se clinicamente indicado.
Os doentes que não toleraram 25 mg uma vez por dia tiveram a sua dose reduzida para 25 mg dia sim dia não.
O parâmetro de avaliação primário do RALES foi o tempo até mortalidade por todas as causas.
O RALES foi concluído prematuramente, após um período de seguimento médio de 24 meses, devido a um benefício significativo na mortalidade detectado numa análise interina planeada.
A espironolactona reduziu o risco de morte em 30% comparativamente ao placebo (p<0,001; intervalo de confiança de 95%: 18% a 40%).
A espironolactona reduziu o risco de morte cardíaca, principalmente de morte súbita e morte devida a insuficiência cardíaca progressiva, em 31% comparativamente ao placebo (p<0,001; intervalo de confiança de 95%: 18% a 42%).
A espironolactona também reduziu o risco de hospitalização por causas cardíacas (definida como o agravamento da insuficiência cardíaca, angina, arritmias ventriculares ou enfarte do miocárdio) em 30% (p<0,001; intervalo de confiança de 95%: 18% a 41%).
No grupo da espironolactona, a classe NYHA no final do estudo melhorou em 41% dos doentes e piorou em 38% dos doentes comparativamente ao grupo placebo enquanto existiu uma melhoria em 33% e agravamento em 48% no grupo placebo (p<0,001).
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A utilização de espironolactona durante a gravidez deve ser evitada.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve ser tomada uma decisão relativamente à descontinuação da amamentação ou descontinuação/suspensão da terapêutica com Espironolactona tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mãe.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver Diuréticos Poupadores de Potássio.
Condução
Condução:
Tonturas ou cansaço, que podem comprometer a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, podem surgir especialmente no início do tratamento e após ajuste de dose.
Dopping
Dopping:
Diuréticos e Agentes Mascarantes. Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
As concentrações séricas de electrólitos e a função renal devem ser monitorizadas regularmente durante o tratamento com Espironolactona.
O risco de hipercaliemia é maior em doentes idosos e doentes com insuficiência renal ou hepática bem como nos casos de utilização combinada de espironolactona e inibidores da ECA ou bloqueadores dos recetores da angiotensina II (BRAs) ou outros diuréticos.
Nestes doentes, as concentrações séricas de potássio devem ser monitorizadas cuidadosamente.
A hipercaliemia pode ser fatal.
É crucial monitorizar e ajustar o potássio sérico em doentes com insuficiência cardíaca crónica a receber tratamento com espironolactona.
Evitar a utilização de outros diuréticos poupadores de potássio.
Evitar a utilização de suplementos orais de potássio em doentes com potássio sérico >3,5 mmol/l.
A monitorização recomendada para o potássio e a creatinina é de uma semana após o início ou aumento da dose de espironolactona, mensalmente durante os primeiros 3 meses, depois trimestralmente durante um ano, e depois a cada 6 meses.
Descontinuar ou interromper o tratamento se o potássio sérico > 5 mmol/l ou a creatinina sérica > 220 micromol/l.
Os suplementos de potássio, substitutos do sal que contenham potássio ou dieta rica em potássio não são recomendados devido ao risco de hipercaliemia.
Em doentes com cirrose hepática, foi notificada acidose metabólica hipocloremica com hipercaliemia durante a utilização de espironolactona apesar da função renal normal.
Doentes com cirrose hepática, bem como outros doentes em risco de acidose, devem ser monitorizados cuidadosamente.
Recomenda-se precaução especial no tratamento de doentes diabéticos com compromisso renal.
Recomenda-se precaução no tratamento de ascite para não diminuir o peso corporal do doente mais do que cerca de 1 kg por dia (devido à diurese aumentada).
Em doentes com úlceras pépticas, a espironolactona pode comprometer a cicatrização da úlcera, devendo por isso ser utilizada apenas depois de uma avaliação cuidadosa.
A espironolactona causou ou estimulou o crescimento tumoral em animais experimentais.
Isto tem de ser tido em consideração quando se utiliza o medicamento.
O efeito pode ser devido a alterações hormonais do mesmo carácter das que a espironolactona produz em humanos.