⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Durante a gravidez, o Etomidato só deverá ser usado se os benefícios justificarem os potenciais riscos para o feto
Condução
Condução:
Os efeitos do etomidato sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são consideráveis. Não se recomenda a utilização de máquinas potencialmente perigosas ou a condução de veículos durante as primeiras 24 horas após a administração.
Aleitamento
Aleitamento:
Recomenda-se precaução, quando o Etomidato for administrado a lactantes.
- A injeção de Etomidato deve ser administrada apenas por via intravenosa.
- A anestesia com o Etomidato pode ser realizada sem riscos adicionais em doentes com epilepsia, glaucoma, porfíria ou com história clínica de hipertermia maligna.
A indução com Etomidato pode ser acompanhada de uma descida ligeira e transitória da tensão arterial devida à redução da resistência vascular periférica (especialmente após uma administração prévia de droperidol).
Em doentes debilitados, em que a hipotensão pode ser perigosa, devem ser tomadas as seguintes medidas:
1. Antes da indução, deve ser obtido um acesso intravenoso para monitorização da volémia.
2. Tanto quanto possível, devem ser evitados outros agentes de indução.
3. A indução deve ser realizada com o doente deitado em decúbito dorsal.
4. O fármaco deve ser injetado lentamente (por exemplo, 10 ml em 1 min.).
- Quando se utiliza o Etomidato deverá de antemão estar disponível todo o material de reanimação, para controlar a depressão respiratória e uma possível apneia.
Doses de indução de etomidato foram associadas a redução das concentrações de cortisol e aldosterona plasmática.
Esta não foi associada a alterações nos sinais vitais ou evidência de aumento de mortalidade; no entanto, quando existe preocupacção com os doentes sujeitos a stress grave, especialmente aqueles com disfunção adrenocortical, deve-se considerar um suplemento de cortisol exógeno.
Nestas situações, a estimulação das glândulas adrenais com ACTH não é útil.
Pode ocorrer supressão prolongada de cortisol e aldosterona endógeno como consequência directa de etomidato quando administrado por perfusão contínua ou em doses repetidas, o que deverá ser evitado.
Nestas situações, não é útil estimular as glândulas supra-renais com ACTH.
- Em doentes com cirrose, ou nos que tenham recebido neuroléticos, opiáceos ou sedativos, a dose de etomidato deverá ser reduzida.
Podem ocorrer movimentos espontâneos afetando um ou mais grupos musculares, especialmente quando nenhuma pré-medicação foi administrada.
Estes movimentos podem ser atribuídos a desinibição subcortical.
Podem ser prevenidos administrando por via intravenosa pequenas doses de fentanilo, com droperidol ou diazepam 1-2 minutos antes da indução com Etomidato.
- O aparecimento de mioclonias e dor no local de injeção, incluindo dor venosa é observado durante a administração de Etomidato especialmente quando injetado numa pequena veia; este efeito pode evitar-se administrando por via intravenosa uma pequena dose de um opióide adequado, por exemplo fentanil, 1 a 2 minutos antes da indução.
- O Etomidato deve ser utilizado com precaução em doentes idosos, uma vez que existe potencial para diminuir o débito cardíaco, relatado com doses superiores às recomendadas.
- Uma vez que o Etomidato não possui ação analgésica, durante intervenções cirúrgicas, deverão administrar-se analgésicos adequados.