⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve ser administrada hidroxicarbamida a doentes grávidas, a não ser que os benefícios ultrapassem os riscos possíveis.
Aleitamento
Aleitamento:
O aleitamento tem de ser interrompido antes do início do tratamento.
Condução
Condução:
A capacidade para reagir pode estar diminuída durante o tratamento com Hidroxicarbamida. Isto deve ser tomado em consideração sempre que é necessária mais atenção, por exemplo durante a condução.
A hidroxicarbamida pode provocar depressão da medula óssea, sendo a leucopenia o primeiro e mais frequente sinal que ocorre com essa depressão.
A trombocitopenia e a anemia ocorrem menos frequentemente e raramente sem serem precedidas de leucopenia.
Devem ser realizadas contagens sanguíneas completas, incluindo a determinação do nível de hemoglobina, contagens leucocitárias totais diferenciais e contagens de plaquetas, com regularidade, incluindo após ter sido determinada a melhor dose individual.
O intervalo de controlo deve ser individualizado, mas normalmente é de uma vez por semana.
No caso da contagem de glóbulos brancos descer abaixo de 2,5 x 109/l, ou da contagem de plaquetas descer abaixo de 100 x 109/l, a terapia deve ser interrompida até as contagens subirem significativamente para o normal.
No caso de anemia antes ou durante o tratamento, os glóbulos vermelhos do sangue podem ser substituídos em caso de necessidade.
Muitas vezes no início da terapia com hidroxicarbamida ocorre eritropoiese megaloblástica, a qual é auto-limitante.
A alteração morfológica é semelhante à anemia perniciosa, não está relacionada com deficiências de vitamina B12 nem de ácido fólico.
Durante a terapia com hidroxicarbamida devem ser realizadas monitorizações frequentes das contagens sanguíneas, assim como das funções hepática e renal.
A experiência com doentes com diminuição das funções renal e/ou hepática é limitada.
Por conseguinte, devem ser tomadas precauções no tratamento desses doentes, sobretudo no início da terapia.
Os doentes devem ser instruídos no sentido de beberem abundantemente.
Nos doentes que recebem tratamento a longo prazo com hidroxicarbamida para perturbações mieloproliferativas tais como policitemia vera e trombocitemia, pode desenvolver-se leucemia secundária.
Actualmente desconhece-se até que ponto isto se relaciona com a doença subjacente ou com o tratamento.
É aconselhável a monitorização das alterações cutâneas durante o tratamento com hidroxicarbamida, pois em casos individuais verificou-se carcinoma das células escamosas da pele.
A hidroxicarbamida pode induzir úlceras dolorosas nas pernas, que de modo geral são difíceis de tratar e requerem a cessação da terapia.
A interrupção da hidroxicarbamida normalmente conduz à resolução lenta das úlceras durante algumas semanas.
A hidroxicarbamida deve ser administrada com precaução aos doentes que concomitantemente recebam, ou tenham recebido terapia prévia, com outros fármacos antineoplásicos ou com radiação, pois podem ocorrer reações adversas com maior frequência e mais graves do que as verificadas apenas com a utilização de hidroxicarbamida, de outros fármacos antineoplásicos, ou de radiação.
Estes efeitos incluem sobretudo depressão da função da medula óssea, irritação gástrica e mucosite.
Pode ocorrer exacerbação do eritema causado por irradiação anterior ou simultânea.
A associação de hidroxicarbamida com os nucleósidos inibidores da transcriptase reversa (NRTI) pode aumentar o risco de efeitos secundários dos NRTI.
A hidroxicarbamida pode ser genotóxica.
Por conseguinte, durante o tratamento, bem como nos três meses após a cessação da terapia, é aconselhável que os homens tomem medidas contraceptivas seguras.
Antes do inicio da terapia devem ser informados sobre a possibilidade de conservação de esperma.
Não deve ser administrada hidroxicarbamida a doentes grávidas nem a mães durante o aleitamento, a menos que os benefícios ultrapassem os possíveis perigos.