⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Se necessário do ponto de vista clínico, a metoclopramida pode ser usada durante a gravidez. A metoclopramida deve ser evitada no final da gravidez. Se se usar metoclopramida, deve fazer-se monitorização neonatal.
Aleitamento
Aleitamento:
A metoclopramida está contraindicada durante a amamentação.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Reduzir a posologia.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Evitar ou usar doses reduzidas na IR grave (maior risco de efeitos extrapiramidais).
Condução
Condução:
A metoclopramida pode causar sonolência, tonturas, discinesia e distonias as quais podem afectar a visão e, também, interferir com a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Perturbações neurológicas
Podem surgir perturbações extrapiramidais, particularmente em crianças ou adultos jovens, e/ou quando são usadas doses elevadas.
Estas reações surgem, normalmente, no início do tratamento e podem surgir após uma administração única.
A metoclopramida deve ser imediatamente descontinuada no caso de sintomas extrapiramidais.
Estes efeitos são, geralmente, reversíveis após a descontinuação do tratamento, mas podem necessitar de um tratamento sintomático (benzodiazepinas nas crianças e/ou medicamentos anticolinérgicos antiparkinsónicos nos adultos).
O intervalo de tempo de pelo menos 6 horas entre cada administração de metoclopramida, deve ser respeitado, mesmo no caso de vómitos ou rejeição da dose, de forma a evitar sobredosagem.
O tratamento prolongado com metoclopramida pode provocar discinésia tardia, potencialmente irreversível, especialmente nos idosos.
O tratamento não deve exceder os 3 meses devido ao risco de discinesia tardia.
O tratamento deve ser descontinuado se aparecerem sinais clínicos de discinesia tardia.
Foi notificado síndrome maligno dos neuroléticos com metoclopramida em combinação com neurolépticos assim como com metoclopramida em monoterapia.
No caso de sintomas do síndrome maligno dos neuroléticos a metoclopramida deve ser descontinuada imediatamente e deverá ser iniciado um tratamento apropriado.
Deve dedicar-se especial cuidado em doentes com condições neurológicas subjacentes e em doentes sob tratamento com outos medicamentos que atuam a nível central.
Os sintomas da doença de Parkinson também podem se exacerbados pela metoclopramida.
Metohemoglobinémia
Foi notificada metohemoglobinémia que pode estar relacionada com a carência em NADH citocromo b5 redutase.
Nestes casos a metoclopramida deve ser imediata e definitivamente descontinuada e iniciadas medidas apropriadas (tais como tratamento com azul de metileno).
Doenças cardíacas
Têm sido notificados casos de efeitos indesejáveis cardiovasculares graves, incluindo casos de colapso circulatório, bradicardia grave, paragem cardíaca e prolongamento do intervalo QT após administração injetável de metoclopramida, em particular por via intravenosa.
Deve ter-se especial cuidado aquando da administração de metoclopramida, particularmente por via intravenosa à população idosa, aos doentes com alterações da condução cardíaca (incluindo prolongamento do intervalo QT), doentes com desequilíbrio electrolítico não corrigido, bradicardia e àqueles tomando outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT.
As doses intravenosas devem ser administradas como um bólus lento (pelo menos mais de 3 minutos) de forma a reduzir o risco de efeitos secundários (p.ex., hipotensão, acatisia).
Compromisso renal e hepático
Nos doentes com compromisso renal ou com compromisso hepatico grave, recomenda-se a redução da dose.