Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
OTC
Naloxona
INN: NALOXONA B. BRAUN
Atualizado: 2026-04-11
Disponível em:
🇩🇪🇬🇧🇪🇸🇵🇹
Forma
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Posologia
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Via de administração
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Armazenamento
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Sobre este produto
Fabricante
User Reviews
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B. Braun Melsungen Ag (ES)
Fonte
CIMA_ES
A Naloxona, utilizada sob a forma de cloridrato, é essencialmente um antagonista opiáceo puro, com pouca ou nenhuma atividade agonista.
Considera-se que a Naloxona age como antagonista competitivo dos recetores opiáceos mi (μ), sigma (σ), capa (k) do S.N.C.
Doses baixas de Naloxona (0,4 mg - 0,8 mg) administradas por via intramuscular ou intravenosa previnem ou antagonizam rapidamente os efeitos opiáceos.
Nos doentes com depressão respiratória verifica-se um aumento do índice respiratório em 1 a 2 minutos. Os efeitos sedativos são antagonizados e a pressão arterial, quando diminuída, volta ao normal.
A Naloxona reverte igualmente os e efeitos psicomiméticos e disfóricos das agonistas-antagonistas como a pentazocina, sendo necessárias doses mais elevadas (10 – 15 mg).
Um miligrama de Naloxona por via I.V. bloqueia completamente os efeitos de 25 mg de diacetilmorfina.
Quando administrada nas doses habituais a doentes que não tomaram opiáceos recentemente, a Naloxona é praticamente desprovida de efeito farmacológico.
Mesmo doses extremamente altas (10 vezes a dose terapêutica comum) provocam analgesia insignificante e apenas ligeira sonolência, não se verificando depressão respiratória, efeitos psicomiméticos, alterações circulatórias ou miose.
A Naloxona não provoca tolerância ou dependência física ou psicológica. A administração parentérica (subcutânea, intramuscular ou intravenosa) de Naloxona induz sintomas de privação nos doentes dependentes fisicamente de opiáceos ou pentazocina.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Este medicamento não deverá ser utilizado durante a gravidez a menos que claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação deve ser evitada nas 24 horas após a administração do medicamento.
Condução
Condução:
Os doentes a quem seja administrado o cloridrato de naloxona como antídoto dos efeitos dos opiáceos devem ser avisados para não conduzirem durante pelo menos 24 horas, uma vez que os efeitos dos opiáceos podem-se voltar a manifestar.
A Naloxona deve ser usada com precaução nos doentes que se sabe ou suspeita, serem fisicamente dependentes de opiáceos (incluindo recém-nascidos de mães dependentes), pois pode precipitar o aparecimento de graves sintomas de privação.
Atendendo a que a duração de ação de alguns opiáceos pode exceder a da Naloxona, os doentes que responderam satisfatoriamente à Naloxona devem ser cuidadosamente monitorizados. Quando necessário, devem ser administradas doses repetidas de Naloxona.
A Naloxona não é eficaz contra a depressão respiratória provocada por drogas não opiáceas. Quando a Naloxona é utilizada em casos de sobredosagem aguda de opiáceos, deve-se dispor, e usar quando necessário, outros meios de ressuscitação tais como manutenção de atmosfera ventilada, ventilação artificial, massagem cardíaca e agentes vasopressores.
Em doentes com doença cardiovascular pré-existente, ou a tomar drogas potencialmente cardiotóxicas, a Naloxona deve ser administrada com cuidado, uma vez que, em doentes no post-operatório, já se verificaram efeitos adversos graves (taquicardia ventricular e fibrilhação).
Após o uso de opiáceos em cirurgia, devem evitar-se doses excessivas de Naloxona, que podem resultar em excitação, aumento da pressão arterial e reversão clinicamente importante da analgesia.
Uma reversão demasiado rápida dos efeitos dos opiáceos pode induzir náuseas, vómitos, sudação e taquicárdia.