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Fonte
CIMA_ES
A Oxitocina é um nonapeptídeo sintético.
A sua constituição química e as suas propriedades farmacológicas são idênticas às da hormona oxitócica natural do lóbulo posterior da hipófise.
Actua selectivamente sobre a musculatura lisa do útero especialmente no final da gravidez, durante o parto e no pós-parto, ou seja, quando o número de receptores específicos da oxitocina no miométrio está aumentado.
Quando se administram doses baixas por perfusão intravenosa, a Oxitocina produz contracções uterinas rítmicas que não se distinguem em frequência, intensidade e duração, das observadas num parto espontâneo.
Com doses mais elevadas por perfusão intravenosa ou em injecção única, o fármaco é capaz de causar e manter contracções uterinas tetânicas.
Além do seu efeito sobre o útero, a oxitocina produz contracções das células mioepiteliais que rodeiam a glândula mamária, produzindo ejecção do leite e facilitando a lactação.
Uma vez que se obtém por síntese, a Oxitocina encontra-se completamente livre de hormona vasopressora (ausência de vasopressina), no entanto, mesmo na sua forma pura a oxitocina tem uma actividade antidiurética intrínseca mínima, semelhante à da vasopressina.
Outro efeito farmacológico observado com doses elevadas de oxitocina, particularmente quando se administra por injecção em bólus intravenoso rápido, consiste num efeito relaxante directo e transitório sobre a musculatura lisa vascular, tendo como resultado uma ligeira hipotensão, rubor e taquicardia reflexa.
Via nasal:
A oxitocina para pulverização nasal é um nonapéptido de síntese, semelhante à oxitocina, hormona libertada pelo lobo posterior da hipófise.
Induz uma actividade contráctil rítmica do útero, provocando igualmente a contração das células mioepiteliais que envolvem os alvéolos mamários.
É por isso que o oxitocina solução para pulverização nasal promove a lactação e facilita a amamentação, ou a aspiração do leite por meios mecânicos.
⚠️ Avisos
Sem informação.
A indução do trabalho de parto com oxitocina só deve ser feita por razões médicas e nunca por conveniência.
O médico deverá avaliar cuidadosamente o benefício da utilização de oxitocina nas seguintes condições: parto prematuro, partos múltiplos, distensão excessiva do útero, em multíparas de idade superior a 35 anos ou a partir do quinto parto.
Deve reduzir-se o volume de perfusão em doentes com transtornos cardiovasculares.
Devem utilizar-se soluções mais concentradas ajustando devidamente a dose.
Deve ter-se em consideração que mesmo em casos de utilização correta da oxitocina e supervisão adequada, podem verificar-se contrações hipertónicas em doentes hipersensíveis à oxitocina.
A indução farmacológica do parto com dinoprostona ou oxitocina está associada a um risco acrescido de coagulação intravascular disseminada (CID) pós-parto, considerada uma situação muito rara.
Este risco acrescido pode ser ainda mais relevante se a idade da mulher for igual ou superior a 35 anos, se ocorrerem complicações durante a gravidez e se a idade gestacional for superior às 40 semanas.
Nestas mulheres, a utilização de Oxitocina deverá ser efectuada com especial atenção e os profissionais de saúde deverão estar atentos a qualquer sinal de CID (i.e. fibrinólise).