⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A teicoplanina não deve ser utilizada durante a gravidez a não ser que seja claramente necessária.
Aleitamento
Aleitamento:
Tem que ser tomada uma decisão sobre a continuação/descontinuação da amamentação ou a continuação/descontinuação da terapêutica com teicoplanina tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica com teicoplanina para a mãe.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Dose – 6 mg/Kg de 12 em 12 horas; administrar 3 doses e a 4a dose 24 horas depois; passar para intervalo de 48 em 48 horas na IR moderada a grave.
Condução
Condução:
A Teicoplanina tem uma influência mínima na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. A teicoplanina pode provocar tonturas e cefaleias. A capacidade de conduzir e utilizar máquinas pode estar afectada. Doentes que manifestem estes efeitos secundários não devem conduzir ou utilizar máquinas.
Reações de hipersensibilidade:
Reações graves de hipersensibilidade com risco de vida, por vezes fatais, foram notificadas com teicoplanina (por exemplo, choque anafiláctico).
Se uma reação alérgica à teicoplanina ocorrer o tratamento deve ser descontinuado imediatamente e devem ser iniciadas medidas de emergência apropriadas.
A teicoplanina deve ser administrada com precaução em doentes com hipersensibilidade conhecida à vancomicina, pois podem ocorrer reações de hipersensibilidade cruzadas, incluindo choque anafiláctico fatal.
No entanto, a história prévia de "síndrome do homem vermelho" com a vancomicina não é uma contraindicação para o uso de teicoplanina.
Reações relacionadas com a perfusão:
Em casos raros (mesmo com a primeira dose), a síndrome do homem vermelho (um complexo de sintomas que incluem prurido, urticária, eritema, edema angioneurótico, taquicardia, hipotensão, dispneia) tem sido observada.
Parar ou abrandar a perfusão pode resultar na cessação destas reações.
Reações relacionadas com a perfusão podem ser limitadas se a dose diária não for administrada através de injeção de bólus, mas perfundida durante um período de 30 minutos.
Reações bolhosas graves:
Têm sido notificadas reações cutâneas com risco de vida ou até mesmo fatais, Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e necrólise epidérmica tóxica (TEN) com a utilização de teicoplanina.
Se os sintomas ou sinais de SJS ou TEN (por exemplo, erupção cutânea progressiva, frequentemente com bolhas ou lesões mucosas) estiverem presentes, o tratamento com teicoplanina deve ser interrompido imediatamente.
Espectro de atividade antibacteriana:
A teicoplanina tem um espectro limitado de atividade antibacteriana (Gram-positiva).
Não é adequada para utilização como agente único para o tratamento de alguns tipos de infeções, a menos que o agente patogénico já esteja documentado e conhecido por ser susceptível ou exista uma elevada suspeita de que o agente patogénico seria adequado para o tratamento com teicoplanina.
A utilização racional da teicoplanina deve ter em conta o espectro de atividade bacteriana, o perfil de segurança e a adequação da terapia antibacteriana padrão para o tratamento de um doente individual.
Nesta base, é expectável que na maioria dos casos a teicoplanina seja utilizada para tratar infeções graves em doentes para os quais a atividade antibacteriana padrão é considerada como inadequada.
Regime de dose de carga:
Uma vez que os dados de segurança são limitados, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para reações adversas quando são administradas doses de teicoplanina de 12 mg/kg de peso corporal duas vezes ao dia.
Sob este regime, os valores de creatinina no sangue devem ser monitorizados para além do exame hematológico periódico recomendado.
A teicoplanina não deve ser administrada por via intraventricular.
Trombocitopenia:
Trombocitopenia tem sido notificada com teicoplanina.
Recomandam-se exames hematológicos periódicos durante o tratamento, incluindo a contagem completa de glóbulos sanguíneos.
Nefrotoxicidade:
A insuficiência renal tem sido notificada em doentes tratados com teicoplanina.
Doentes com insuficiência renal e/ou aqueles que receberam teicoplanina em conjunto ou sequencialmente com outros medicamentos com potencial nefrotóxico conhecido (aminoglicosídeos, colistina, anfotericina B, ciclosporina e cisplatina) devem ser cuidadosamente monitorizados e devem incluir testes auditivos.
Uma vez que a teicoplanina é principalmente excretada pelos rins, a dose de teicoplanina deve ser adaptada em doentes com insuficiência renal.
Ototoxicidade:
Tal como acontece com outros glicopeptídeos, tem sido notificada ototoxicidade (surdez e acufeno) em doentes tratados com teicoplanina.
Os doentes que desenvolvam sinais e sintomas de deficiência auditiva ou distúrbios do ouvido interno durante o tratamento com teicoplanina devem ser cuidadosamente avaliados e monitorizados, especialmente em caso de tratamento prolongado e em doentes com insuficiência renal.
Os doentes que recebem teicoplanina em conjunto ou sequencialmente com outros medicamentos com conhecido potencial neurotóxico/ototóxico (aminoglicosídeos, ciclosporina, cisplatina, furosemida e ácido etacrínico) devem ser cuidadosamente monitorizados e os benefícios da teicoplanina avaliados se a audição se deteriorar.
Devem ser tomadas precauções especiais quando se administra teicoplanina em doentes que necessitam de tratamento concomitante com medicamentos ototóxicos e/ou nefrotóxicos para os quais é recomendado que os testes regulares da função hematológica, hepática e renal sejam realizados.
Superinfecção:
Tal como acontece com outros antibióticos, o uso de teicoplanina, especialmente se prolongado, pode resultar na proliferação de organismos não-sensíveis.
Se a superinfecção ocorrer durante a terapia, devem ser tomadas medidas adequadas.