A vildagliptina, incluída na classe dos potenciadores dos ilhéus pancreáticos, é um potente e selectivo inibidor da DPP-4.
A administração de vildagliptina resulta numa rápida e total inibição da actividade da DPP-4, resultando em níveis endógenos mais elevados, em jejum e pós-prandial, das hormonas incretinas GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagom) e GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente da glicose).
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Vildagliptina não deve ser utilizada durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Vildagliptina não deve ser utilizada durante a amamentação.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar.
Condução
Condução:
Doentes que tenham tonturas como reacção adversa devem evitar conduzir veículos ou manusear máquinas.
Geral
Vildagliptina não é um substituto da insulina em doentes insulino-dependentes.
Não deve ser utilizado em doentes com diabetes tipo 1 ou para tratamento da cetoacidose diabética.
Compromisso renal
Existe pouca experiência em doentes com DRT em hemodiálise.
Assim, Vildagliptina deve ser utilizado com precaução nestes doentes.
Compromisso hepático
Este medicamento não deve ser utilizado em doentes com compromisso hepático, incluindo doentes com ALT ou AST > 3x o LSN antes do tratamento.
Monitorização das enzimas hepáticas
Foram notificados casos raros de compromisso hepático (incluindo hepatite).
Nestes casos, os doentes foram geralmente assintomáticos sem sequelas clínicas e os resultados das análises da função hepática voltaram ao normal após interrupção do tratamento.
Devem ser efectuadas análises à função hepática antes de se iniciar o tratamento com Vildagliptina para conhecer os valores basais do doente.
A função hepática deve ser monitorizada durante o tratamento com Vildagliptina, em intervalos trimestrais durante o primeiro ano e depois periodicamente.
Doentes que revelem um aumento dos níveis de transaminases devem ser monitorizados com uma segunda avaliação da função hepática para confirmar os resultados e serem seguidos a partir daí com avaliações laboratoriais regulares até os valores normalizarem.
Se persistir um aumento da AST ou da ALT igual ou superior a 3x o LSN, recomenda-se a interrupção da terapêutica com este medicamento.
Doentes com icterícia ou outros sinais sugestivos de compromisso hepático devem interromper o tratamento com Vildagliptina.
Após interrupção do tratamento e normalização da função hepática, o tratamento com Vildagliptina não deve ser reiniciado.
Insuficiência cardíaca
Um ensaio clinico de vildagliptina em doentes com insuficiência cardíaca das classes funcionais I-III da New York Heart Association (NYHA) demonstrou que o tratamento com vildagliptina não está associado a alteração da função ventricular esquerda ou a agravamento de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) pré-existente versus placebo.
A experiência clínica em doentes com insuficiência cardíaca da classe funcional III da NYHA tratados com vildagliptina é ainda limitada e os resultados são inconclusivos.
Não existe experiência em ensaios clínicos da utilização de vildagliptina em doentes com insuficiência cardíaca da classe funcional IV da NYHA e portanto não se recomenda a sua utilização nestes doentes.
Afecções cutâneas
Foram notificadas lesões da pele, incluindo vesículas e ulceração nas extremidades de macacos em estudos toxicológicos não-clínicos.
Apesar das lesões cutâneas não terem sido observadas com uma maior incidência em ensaios clínicos, existe experiência limitada em doentes com complicações cutâneas da diabetes.
Além disso, tem havido notificações pós-comercialização de lesões cutâneas bolhosas e esfoliativas.
Assim, no tratamento de rotina do doente diabético, recomenda-se a monitorização de afecções da pele, tais como vesículas ou úlcerações.
Pancreatite aguda
A utilização de vildagliptina tem sido associada a risco de desenvolvimento de pancreatite aguda.
Os doentes devem ser informados sobre os sintomas característicos de pancreatite aguda.
Em caso de suspeita de pancreatite deve suspender-se a vildagliptina; se a pancreatite aguda for confirmada, a vildagliptina não deve ser retomada.
Deve ter-se precaução em doentes com antecedentes de pancreatite aguda.
Hipoglicemia
As sulfonilureias são conhecidas por causar hipoglicemia.
Os doentes tratados com vildagliptina em associação com uma sulfonilureia podem estar em risco para hipoglicemia.
Por conseguinte, pode considerar-se uma dose mais baixa de sulfonilureia para reduzir o risco de hipoglicemia.