⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve ser usado durante a gravidez, a menos que os benefícios para a mãe sejam superiores aos riscos para o feto ou para o bebé.
Aleitamento
Aleitamento:
Não deve ser usado durante o aleitamento, a menos que os benefícios para a mãe sejam superiores aos riscos para o feto ou para o bebé.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver Aminoglicosídeos.
Condução
Condução:
Dado que poderão ocorrer tonturas e/ou vertigens, os doentes que vão conduzir ou utilizar máquinas devem ser alertados. A sua visão pode ficar turva durante algum tempo após a utilização do colírio ou da pomada oftálmica. Não conduza nem utilize máquinas até a visão voltar ao normal.
Tobramicina deve ser utilizado com precaução em doentes com conhecimento ou suspeita de disfunção renal, auditiva, vestibular ou neuromuscular, ou com hemoptises graves activas.
As concentrações séricas de tobramicina apenas devem ser monitorizadas através de venopunctura e não por meio de uma amostra de sangue retirada de uma picada efectuada no dedo, pois este é um método de doseamento não validado.
Observou-se que a contaminação da pele dos dedos com a preparação e a nebulização de Tobramicina pode dar origem a valores séricos do fármaco falsamente aumentados.
Esta contaminação não pode ser totalmente evitada com a lavagem das mãos antes da análise.
Broncospasmo
Pode ocorrer broncospasmo com a inalação de medicamentos e tal foi notificado com a nebulização de tobramicina.
A primeira dose de Tobramicina deve ser administrada sob supervisão, utilizando um broncodilatador pré-nebulização, se este fizer parte do regime de tratamento habitual do doente.
O VEMS deve ser medido antes e após a nebulização.
Se existir evidência de broncospasmo induzido pela terapêutica num doente que não esteja medicado com um broncodilatador, o teste deve ser repetida, numa outra ocasião, usando um broncodilatador.
Evidência de broncospasmo na presença de terapêutica broncodilatadora, pode indicar uma resposta alérgica.
Se se suspeitar de uma resposta alérgica, Tobramicina deve ser descontinuado.
O broncospasmo deve ser tratado conforme clinicamente apropriado.
Alterações neuromusculares
Tobramicina deve ser usado com muita precaução em doentes com alterações neuromusculares, tais como parkinsonismo ou outras situações caracterizadas por miastenia, incluindo miastenia gravis, uma vez que os aminoglicosidos podem agravar a fraqueza muscular devido a um potencial efeito semelhante ao curare na função neuromuscular.
Nefrotoxicidade
Apesar da nefrotoxicidade ter sido associada a uma terapêutica parentérica com aminoglicosidos, não existiu evidência de nefrotoxicidade durante os ensaios clínicos com Tobramicina nebulizada.
O medicamento deve ser utilizado com precaução em doentes com disfunção renal conhecida ou suspeita e as concentrações séricas de tobramicina devem ser monitorizadas.
Nos estudos clínicos não foram incluídos doentes com insuficiência renal grave, ou seja, com uma creatinina sérica > 2 mg/dl (176,8 μmol/l).
A prática clínica actual sugere que a função renal inicial deve ser avaliada.
Os níveis de creatinina e ureia devem ser reavaliados após cada 6 ciclos completos de tratamento com Tobramicina (180 dias de tratamento com o aminoglicosido nebulizado).
Caso haja evidência de nefrotoxicidade, deve interromper-se toda a terapêutica com tobramicina até que as concentrações séricas sejam inferiores a 2 μg/ml.
A terapêutica com Tobramicina pode então ser retomada conforme o critério do médico.
Tendo em consideração o risco de toxicidade cumulativa, os doentes simultaneamente submetidos a uma terapêutica parentérica com um aminoglicosido devem ser monitorizados conforme clinicamente indicado.
Ototoxicidade
Foi notificada ototoxicidade, manifestada tanto por toxicidade auditiva como vestibular, com aminoglicosidos parentéricos.
A toxicidade vestibular pode manifestar-se por vertigens, ataxia ou tonturas.
Não ocorreu toxicidade auditiva, avaliada por queixas de perda de audição ou por avaliações audiométricas, com a terapêutica com tobramicina durante os estudos clínicos controlados.
Em estudos abertos e durante a experiência após a comercialização, alguns doentes com história de uso prévio prolongado ou concomitante de aminoglicosidos intravenosos apresentaram perda de audição.
Os médicos devem considerar o potencial dos aminoglicosidos causarem toxicidade vestibular e coclear, e efectuar avaliações apropriadas da função auditiva durante a terapêutica com Tobramicina.
Em doentes com risco predisponente, decorrente de uma terapêutica anterior prolongada com aminoglicosidos sistémicos, pode ser necessário considerar uma avaliação audiológica antes do início da terapêutica com Tobramicina.
O aparecimento de acufenos justifica precaução por serem um sintoma premonitório de ototoxicidade.
Se um doente referir acufenos ou perda de audição durante a terapêutica com aminoglicosidos, o médico deverá considerar referenciar o doente para uma avaliação audiológica.
Tendo em consideração o risco de toxicidade cumulativa, os doentes simultaneamente submetidos a uma terapêutica parentérica com um aminoglicosido devem ser monitorizados conforme clinicamente indicado.
Hemoptises
A inalação de soluções para nebulização pode induzir uma tosse reflexa.
A utilização de Tobramicina em doentes com hemoptises activas graves, apenas deve ser efectuada se se considerar que os benefícios do tratamento superam os riscos de indução de mais hemorragias.
Resistência Microbiana
Em ensaios clínicos, alguns doentes em terapêutica com tobramicina nebulizada apresentaram um aumento das Concentrações Inibitórias Mínimas de aminoglicosidos para as estirpes de P. aeruginosa testadas.
Existe um risco teórico de que os doentes tratados com a tobramicina por via inalatória, possam desenvolver isolados de P. aeruginosa resistentes à tobramicina intravenosa.