⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Este medicamento deve ser usado durante a gravidez apenas se o benefício superar o risco para o feto. O uso deve ser evitado durante o primeiro trimestre da gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve-se tomar a decisão de interromper a amamentação ou o medicamento, levando em consideração a importância do medicamento para a mãe. É excretado no leite humano.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Antidepressores.
Condução
Condução:
Os doentes devem ser advertidos contra os riscos de conduzir ou utilizar máquinas até terem a certeza de que não são afectados por sonolência, sedação, tonturas, estados de confusão ou visão enevoada.
A trazodona não deve ser administrada em crianças e adolescentes de idade inferior a 18 anos.
Foram observados, com mais frequência, comportamento suicida (tentativa de suicídio, ideação suicida) e hostilidade (essencialmente agressividade, comportamento conflituoso e raiva) em estudos clínicos realizados em crianças e adolescentes tratados com antidepressivos, comparativamente com o placebo.
Além disso, não está disponível informação de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes relativamente ao crescimento, maturação e desenvolvimento cognitivo e comportamental.
Suicídio/ideação suicida/agravamento da situação clínica
A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, autoagressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio).
O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas.
Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra.
De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação.
Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por este motivo ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento.
Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicídio em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente com os doentes a tomar placebo.
A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas.
Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde), devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e alterações invulgares no comportamento, para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram.
De forma a minimizar o potencial risco de tentativas de suicídio, particularmente no início da terapêutica, em cada ocasião devem apenas ser prescritas quantidades restritas de trazodona.
Recomenda-se que se adopte uma dosagem cuidadosa e uma monitorização regular em doentes com as seguintes condições:
Epilepsia: evitar especialmente aumentos ou diminuições repentinas da dosagem.
Doentes com insuficiência hepática ou renal, particularmente se forem graves.
Doentes com problemas cardiovasculares, tais como angina pectoris, distúrbios de condução ou bloqueios AV de diferente grau, enfarte do miocárdio recente.
Hipertiroidismo.
Perturbação da micção, como hipertrofia da próstata, embora não se prevejam problemas dado que o efeito anticolinérgico da trazodona é mínimo.
Glaucoma de ângulo fechado agudo, aumento da pressão intra-ocular, embora não se preveja grandes alterações devido ao efeito anticolinérgico mínimo da trazodona.
Se ocorrer icterícia no doente, a terapêutica com trazodona deve ser suspensa.
A administração de antidepressivos em doentes com esquizofrenia ou com outras perturbações psicóticas pode resultar num possível agravamento dos sintomas psicóticos.
Pode ocorrer intensificação de pensamentos paranoicos.
Durante a terapêutica com trazodona, uma fase depressiva pode passar de uma psicose maníaco-depressiva a uma fase maníaca.
Neste caso, o tratamento com trazodona deve ser suspenso.
Foram descritas interacções em termos de síndrome serotoninérgica/síndrome neuroléptica maligna, no caso da utilização concomitante de outras substâncias de actuação serotoninérgica, tais como outros antidepressivos (p. ex. antidepressivos tricíclicos, ISRSs, IRSNs e inibidores da MAO) e neurolépticos.
Foram notificadas síndromes neurolépticas malignas com desfecho fatal em casos de administração concomitante com neurolépticos, em relação aos quais esta síndrome é conhecida como uma possível reacção adversa medicamentosa.
Uma vez que a agranulocitose pode ela própria manifestar-se clinicamente através de sintomas semelhantes aos da gripe, dor de garganta e febre, nestes casos é aconselhável efectuar exames hematológicos.
Tem sido notificada a ocorrência de hipotensão, incluindo hipotensão ortostática e síncope, em doentes a tomar trazodona.
A administração concomitante de terapêutica anti-hipertensiva com trazodona pode requerer uma redução na dose do fármaco anti-hipertensor.
População idosa
Os doentes idosos podem apresentar mais frequentemente hipotensão ortostática, sonolência e outros efeitos anticolinérgicos da trazodona.
Devem ser tidos em consideração os potenciais efeitos aditivos da utilização de medicação concomitante, como outros antipsicóticos ou anti-hipertensores, ou na presença de factores de risco como comorbilidades, que podem exacerbar estas reacções.
Recomenda-se que o doente e/ou prestador de cuidados seja informado da possibilidade destes efeitos e monitorizado atentamente para a sua ocorrência no início da terapêutica, bem como antes e após um aumento da dose.
Recomenda-se a seguir à terapêutica com trazodona, principalmente depois de um período prolongado de tratamento, uma redução gradual da dose até à suspensão completa, de forma a minimizar a ocorrência de sintomas de abstinência caracterizados por náusea, dores de cabeça e indisposição.
Não existem evidências de que o cloridrato de trazodona possui qualquer propriedade aditiva.
Muito raramente foram notificados, como acontece com outros medicamentos antidepressivos, casos de prolongamento do intervalo QT com trazodona.
Recomenda-se precaução quando se prescreve trazodona com medicamentos conhecidos por induzirem prolongamento do intervalo QT.
A trazodona deve ser usada com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida, incluindo as associadas ao prolongamento do intervalo QT.
Os inibidores potentes do CYP3A4 podem originar aumentos dos níveis séricos da trazodona.
Tal como acontece com outros medicamentos com actividade alfa-adrenolítica, a trazodona tem sido associada, a casos muito raros, de priapismo.
Esta situação clínica pode ser tratada com uma injecção intracavernosa de um agente alfa-adrenérgico, como a adrenalina ou o metaraminol.
No entanto, existem casos de priapismo induzido pela trazodona que necessitaram de intervenção cirúrgica ou conduziram a disfunção sexual permanente.
Os doentes que desenvolvem esta suspeita de reacção adversa devem suspender imediatamente o tratamento com trazodona.
Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos anti-histamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem.
O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contraceptivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos.
O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.
- Inibidores de CYP3A4: Incluem a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona.
Estes medicamentos aumentam os efeitos secundários da Trazodona.
Por esta razão, o uso concomitante deve ser evitado sempre que possível, ou pelo menos deve considerar-se a administração de uma dose mais baixa.
- Carbamazepina: A administração conjunta com carbamazepina resulta na redução das concentrações plasmáticas de Trazodona.
Por esta razão, os doentes a tomar Trazodona em associação com carbamazepina devem ser cuidadosamente monitorizados.
- Antidepressivos tricíclicos: Deve-se evitar a administração concomitante devido ao risco de interacção.
A síndrome serotoninérgica e os efeitos secundários cardiovasculares devem ser acautelados.
- Fluoxetina: Foram notificados casos raros de níveis plasmáticos elevados de trazodona e efeitos secundários quando a trazodona foi combinada com fluoxetina.
Não se pode excluir uma interacção farmacodinâmica (síndrome serotoninérgica).
- Inibidores da monoaminoxidase: Ocasionalmente foram notificadas possíveis interacções com inibidores da monoaminoxidase.
Apesar de alguns médicos prescreverem em simultâneo os dois medicamentos, não se recomenda o uso de trazodona concomitantemente com inibidores da MAO, ou no período de duas semanas da descontinuação destas substâncias.
Também não se recomenda a administração de inibidores da MAO no período de uma semana da descontinuação do tratamento com trazodona.
- Fenotiazinas: A coadministração com cloropromazina, flufenazina, levomepromazina, perfenazina pode originar hipotensão ortostática grave.
- Anestésicos/relaxantes musculares: Trazodona Farmoz pode intensificar os efeitos dos relaxantes musculares e dos anestésicos voláteis, pelo que deve ter-se precaução no caso de utilização concomitante.
- Álcool: A trazodona intensifica os efeitos sedativos do álcool, pelo que este deve ser evitado durante a terapêutica com trazodona.
- Levodopa: Os antidepressivos podem acelerar o metabolismo da levodopa.
- Outros: O uso concomitante de Trazodona com fármacos conhecidos por prolongarem o intervalo QT, pode aumentar o risco de arritmias ventriculares, incluindo "torsade de pointes".
Deverá ter-se precaução quando estes fármacos são administrados concomitantemente com trazodona.