Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O treprostinilo só deve ser utilizado durante a gravidez caso o benefício potencial para a mãe justifique o risco potencial para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve recomendar-se às mulheres que estão a amamentar e a tomar treprostinilo que interrompam o aleitamento.
Condução
Condução:
No início do tratamento ou no ajuste da dosagem poderão ocorrer efeitos indesejáveis tais como a hipotensão sistémica sintomática ou tonturas, que pode condicionar a capacidade de conduzir.
A decisão de iniciar o tratamento com Treprostinilo deve tomar em consideração a grande probabilidade de ser necessário prolongar por um grande período de tempo uma perfusão contínua.
Assim, deve tomar-se em consideração a capacidade do doente para aceitar e responsabilizar-se por um cateter implantado no seu corpo e pelo dispositivo de perfusão.
Treprostinilo é um potente vasodilatador pulmonar e sistémico.
Nos indivíduos que apresentam uma tensão arterial sistémica baixa, o tratamento com treprostinilo poderá aumentar o risco de hipotensão sistémica.
Este tratamento não é recomendado em doentes com uma tensão arterial sistólica abaixo de 85 mmHg.
Recomenda-se a monitorização da tensão arterial sistémica e do ritmo cardíaco durante qualquer alteração da dose, com instruções para interromper a perfusão caso se desenvolvam sintomas de hipotensão, ou caso se detecte uma pressão arterial sistólica de 85 mmHg ou inferior.
A interrupção abrupta ou as reduções significativas e súbitas da dose de deste medicamento poderão causar hipertensão arterial pulmonar rebound.
Se um doente contrair edema pulmonar enquanto estiver a tomar este medicamento, deverá ser considerada a possibilidade de existência de uma doença veno-oclusiva pulmonar.
Neste caso, deve ser interrompido o tratamento.
Os doentes obesos (com IMC acima de 30 kg/m2) eliminam o treprostinilo mais lentamente.
O benefício do tratamento subcutâneo com Treprostinilo em doentes com hipertensão arterial pulmonar mais grave (NYHA, classe funcional IV) não foi estabelecido.
A relação eficácia/segurança deste medicamento não foi ainda estudada na hipertensão arterial pulmonar associada com shunt cardíaco esquerda/direita, com a hipertensão portal ou com a infecção a HIV.
Devem calcular-se cuidadosamente as doses dos doentes que sofram de insuficiência hepática e renal.
Como o treprostinilo e os seus metabólitos são excretados principalmente através da via urinária, recomenda-se precaução ao efectuar o tratamento em doentes com insuficiência renal, a fim de evitar consequências deletérias relacionadas com o possível aumento da exposição sistémica.
Recomenda-se precaução em situações em que o treprostinilo possa aumentar o risco de acontecimentos adversos relacionados com o sistema de administração intravenosa do fármaco.
Foram notificados casos de infecções da corrente sanguínea associadas ao cateter venoso central e sepsis em doentes que receberam Treprostinilo por perfusão intravenosa.
Estes riscos estão relacionados com o sistema de administração do fármaco.
Um estudo retrospectivo realizado pelos Centros de Controlo de Doenças em sete centros nos Estados Unidos que utilizaram Treprostinilo por via intravenosa para tratamento da HAP obteve uma taxa de incidência de infecções da corrente sanguínea relacionadas com o cateter de 1,10 acontecimentos por 1000 dias de uso do cateter.
Os médicos devem ter em conta a gama de possíveis bactérias Gram-negativas e Gram-positivas que podem infectar os doentes portadores de cateteres venosos centrais de longo prazo.
Por conseguinte, a perfusão subcutânea contínua de Treprostinilo não diluído é a forma de administração por excelência.
A equipa médica responsável pela terapêutica deve assegurar-se de que o doente adquiriu a experiência necessária e é competente para usar o dispositivo de perfusão escolhido.