⚠️ Avisos
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose e monitorizar resposta.
Gravidez
Gravidez:
A milrinona só deve ser utilizada se o benefício justificar o risco potencial para o feto.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve tomar-se a decisão de descontinuar o aleitamento ou o tratamento com milrinona tendo em consideração o benefício do aleitamento para a criança e o benefício do tratamento para a mulher.
Deve manter-se uma monitorização cuidada durante o tratamento com milrinona incluindo pressão arterial, frequência cardíaca, estado clínico, electrocardiograma, equilíbrio hídrico, electrólitos e função renal (i.e. creatinina sérica).
Em doentes com doença valvular obstrutiva grave, aórtica ou pulmonar, ou estenose subaórtica hipertrófica, a milrinona não deve ser utilizada em alternativa à remoção cirúrgica da obstrução.
Tal como com outros medicamentos com propriedades inotrópicas/vasodilatadoras, nestas condições pode agravar-se a obstrução do fluxo.
A utilização de agentes inotrópicos positivos como a milrinona durante a fase aguda de um enfarte do miocárdio, pode provocar um aumento indesejável do consumo de oxigénio ao nível do miocárdio (MVO2).
Apesar da milrinona não ter aumentado o MVO2 em doentes com insuficiência cardíaca crónica, a sua utilização na fase aguda do enfarte do miocárdio deve ser encarada com elevada precaução.
Devido à sua ação vasodilatadora, a milrinona pode causar hipotensão pelo que deve tomar-se precaução quando a milrinona é administrada a doentes previamente hipotensos.
Em doentes apresentando uma diminuição excessiva na pressão arterial após a administração de milrinona, o tratamento deve ser interrompido até que o efeito hipotensivo esteja ultrapassado, retomando-o, se necessário, numa taxa de perfusão inferior.
Foram observadas arritmias supraventriculares e ventriculares na população de risco elevado tratada com milrinona.
Nalguns doentes, observou-se um aumento da ectopia ventricular, incluindo a taquicardia ventricular não mantida.
Dado que a tendência para arritmias, presente na insuficiência cardíaca, pode aumentar devido a vários fármacos ou à associação de fármacos, os doentes tratados com milrinona devem ser cuidadosamente monitorizados durante as perfusões.
Nos doentes com flutter auricular ou fibrilhação, a milrinona pode aumentar a resposta ventricular.
Nestes doentes deve considerar-se, em primeiro lugar, a utilização de digitálicos ou outros agentes que prolonguem o tempo de condução do nódulo aurículo-ventricular visto a milrinona provocar um ligeiro aumento na condução do nódulo autículo-ventricular.
Se se suspeitar que a terapêutica com diuréticos potentes causou diminuição significativa na pressão de enchimento cardíaco, deve administrar-se milrinona cuidadosamente, fazer monitorização da pressão arterial, do débito cardíaco e da sintomatologia clínica.
Durante o tratamento com milrinona devem monitorizar-se cuidadosamente as alterações dos electrólitos e fluidos, bem como a creatinina sérica.
Se houver melhoria no débito cardíaco que conduza a aumento da diurese, pode ser necessário reduzir a dose do diurético. A perda de potássio devida a diurese excessiva pode predispor os doentes que se encontrem a fazer digitálicos a arritmia.
Assim, deve corrigir-se a hipocaliémia por reposição de potássio antes ou durante a administração de milrinona.
Em caso de insuficiência cardíaca pode ocorrer, frequentemente, diminuição da hemoglobina, incluindo anemia.
Devido ao risco de ocorrência de trombocitopénia ou anemia, deve monitorizar-se os respectivos parâmetros laboratoriais nos doentes com diminuição da contagem das plaquetas ou diminuição de hemoglobina.
Não há experiência em ensaios clínicos controlados com perfusões de milrinona durante períodos superiores a 48 horas.
Foram notificados casos de reações no local de injeção, com terapêutica intravenosa de milrinona. O local de injeção deve ser cuidadosamente monitorizado para evitar um possível extravasamento.
Idosos: não existem recomendações especiais nos doentes idosos. Não foram observados efeitos relacionados com a idade na incidência de reações adversas.
Estudos controlados de farmacocinética não revelaram quaisquer efeitos relacionados com a idade na distribuição e eliminação da milrinona.
Em doentes com insuficiência renal grave, a dose deve ser ajustada.
Este medicamento contém 47 mg de glucose por ml de solução. Esta informação deve ser tida em consideração em doentes com diabetes mellitus.
População pediátrica:
Para além das precauções e advertências descritas para os adultos deverá ter-se em consideração o seguinte:
Nos recém-nascidos, após cirurgia de coração aberto e durante o tratamento, a monitorização deverá incluir o ritmo e a frequência cardíaca, a pressão arterial sistémica através de cateter arterial umbilical ou cateter periférico, pressão venosa central, indicador cardíaco, débito cardíaco, resistência vascular sistémica, pressão da artéria pulmonar, e pressão arterial.
Os valores laboratoriais que devem ser monitorizados são a contagem de plaquetas, potássio sérico, função hepática e função renal.
A frequência da avaliação é determinada pelos valores da linha de base, sendo necessário avaliar a resposta dos recém-nascidos às alterações da terapêutica.
A literatura revelou que nos doentes pediátricos com alteração da função renal se observou uma alteração marcada na depuração da milrinona e efeitos secundários clinicamente significativos, mas como ainda não é claro quando é que a depuração da creatinina é específica para se fazer ajuste de doses nos doentes pediátricos, não se recomenda o uso de milrinona nesta população.
Na população pediátrica só se deve iniciar a milrinona se o doente estiver hemodinamicamente estável.
Deve ter-se atenção nos recém-nascidos com fatores de risco de hemorrageia intraventricular (prematuros, com baixo peso corporal) uma vez que a milrinona pode induzir trombocitopenia.
Nos estudo clínicos em doentes pediátricos, o risco de trombocitopenia aumentou significativamente com a duração da perfusão.
Os dados clínicos sugerem que a trombocitopenia relacionada com a milrinona é mais comum nas crianças do que nos adultos.
Nos estudos clínicos a milrinona pareceu retardar o fecho do canal arterial na população pediátrica. Portanto, se o uso de milrinona for indicado em lactentes prematuros ou de termo com risco de/ou com canal arterial permeável, deve avaliar-se os benefícios da terapêutica contra os potenciais riscos.