⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Isavuconazol não deve ser utilizado durante a gravidez, excepto em doentes com infecções fúngicas graves ou potencialmente fatais.
Aleitamento
Aleitamento:
A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Isavuconazol.
Condução
Condução:
O isavuconazol tem um potencial moderado de influenciar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes devem evitar conduzir ou utilizar máquinas se tiverem sintomas de estado confusional, sonolência, síncope e/ou tonturas.
Devem ser tomadas precauções ao prescrever isavuconazol a doentes com hipersensibilidade a outros agentes antifúngicos azólicos.
A hipersensibilidade ao isavuconazol pode resultar em reacções adversas, tais como: hipotensão, falência respiratória, dispneia, erupção medicamentosa, prurido e erupção cutânea.
Durante a administração intravenosa de isavuconazol, foram comunicadas reacções relacionadas com a perfusão, incluindo hipotensão, dispneia, tontura, parestesia, náusea e cefaleia.
A perfusão deve ser interrompida no caso de ocorrência destas reacções.
Durante o tratamento com agentes antifúngicos azólicos foram comunicadas reacções adversas cutâneas graves, tais como a síndrome de Stevens-Johnson.
Se um doente desenvolver uma reacção cutânea grave, a administração de Isavuconazol deve ser interrompida.
Isavuconazol está contra-indicado em doentes com síndrome do QT curto familiar.
Num estudo do intervalo QT em indivíduos humanos saudáveis, o isavuconazol encurtava o intervalo QTc de forma relacionada com a concentração.
Para o regime de dosagem de 200 mg, a diferença da média dos mínimos quadrados (MMQ) em relação ao placebo foi de 13,1 ms 2 horas após a dose [IC 90%: 17,1; 9,1 ms].
O aumento da dose para 600 mg resultou numa diferença da MMQ em relação ao placebo de 24,6 ms 2 horas após a dose [IC 90%: 28,7; 20,4 ms].
É necessário ter cuidado ao prescrever Isavuconazol a doentes que tomem outros medicamentos que se saiba diminuírem o intervalo QT, como a rufinamida.
Foram comunicadas transaminases hepáticas elevadas em estudos clínicos.
As elevações das transaminases hepáticas raramente exigiram a interrupção do tratamento com Isavuconazol.
A monitorização das enzimas hepáticas deve ser considerada, como clinicamente indicada.
Isavuconazol não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave (Child-Pugh Classe C).
A utilização nestes doentes não é recomendada, a menos que se considere que os potenciais benefícios prevaleçam sobre os riscos.
A potencial toxicidade do medicamento deve ser cuidadosamente monitorizada nestes doentes.
O cetoconazol está contra-indicado.
Relativamente ao inibidor forte do CYP3A4 lopinavir/ritonavir, foi observado um aumento de duas vezes na exposição ao isavuconazol.
Relativamente a outros inibidores fortes do CYP3A4/5, pode ser esperado um efeito menos pronunciado.
Não é necessário qualquer ajuste da dose de Isavuconazol quando administrado concomitantemente com inibidores fortes do CYP3A4/5, contudo recomenda-se precaução, pois podem aumentar as reacções adversas aos medicamentos.
A administração concomitante com indutores ligeiros do CYP3A4/5, tais como o aprepitant, a prednisona e a pioglitazona, pode resultar em diminuições ligeiras a moderadas dos níveis plasmáticos do isavuconazol; a administração concomitante com indutores ligeiros do CYP3A4/5 deve ser evitada, a menos que se considere que os potenciais benefícios prevalecem sobre os riscos.
O isavuconazol pode ser considerado um inibidor moderado do CYP3A4/5, e a exposição sistémica a medicamentos metabolizados pelo CYP3A4 pode ser aumentada aquando da administração concomitante com Isavuconazol.
A utilização concomitante de Isavuconazol com substratos do CYP3A4, tais como os imunossupressores tacrolímus, sirolímus ou ciclosporina pode aumentar a exposição sistémica a estes medicamentos.
Poderá ser necessário proceder à monitorização apropriada do medicamento terapêutico e ao ajuste da dose durante a administração concomitante.
O isavuconazol é um indutor do CYP2B6.
A exposição sistémica a medicamentos metabolizados pelo CYP2B6 pode ser reduzida aquando da administração concomitante com Isavuconazol.
Por conseguinte, recomenda-se precaução quando forem administrados concomitantemente com Isavuconazol substratos do CYP2B6, especialmente medicamentos de índice terapêutico estreito como a ciclofosfamida.
A utilização do substrato de CYP2B6 efavirenz com Isavuconazol é contra-indicada porque o efavirenz é um indutor moderado do CYP3A4/5.
O isavuconazol pode aumentar a exposição de medicamentos que sejam substratos da P-gp.
Pode ser necessário proceder ao ajuste da dose dos medicamentos substratos da P-gp, especialmente medicamentos com um índice terapêutico estreito como a digoxina, a colquicina e o dabigatrano etexilato, aquando da administração concomitante com Isavuconazol.
Os dados clínicos relativos ao isavuconazol no tratamento da mucormicose são limitados a um ensaio clínico prospetivo não controlado, realizado em 37 doentes com mucormicose comprovada ou provável que receberam isavuconazol como tratamento primário ou porque o tratamento com outros antifúngicos (predominantemente a anfotericina B) não era apropriado.
Para espécies de Mucorales individuais, os dados de eficácia clínica são muito limitados, muitas vezes a um ou dois doentes.
Dados de susceptibilidade estavam disponíveis em apenas um pequeno subconjunto de casos.
Estes dados indicaram que as concentrações de isavuconazol necessárias para a inibição in vitro são muito variáveis entre géneros/espécies na ordem dos Mucorales, e geralmente mais elevadas do que as concentrações necessárias para inibir espécies de Aspergillus.
É importante referir que não foi realizado nenhum estudo de determinação da dose na mucormicose; os doentes receberam uma dose de isavuconazol igual à utilizada no tratamento da aspergilose invasiva.