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Fabricante
Recordati Rare Diseases (ES)
Código ATC
S01X
Fonte
CIMA
Os indivíduos normais e os sujeitos heterozigóticos para a cistinose apresentam níveis leucocitários de cistina < 0,2, e habitualmente inferiores a 1 nmol hemocistina/mg de proteína respetivamente.
Os indivíduos com cistinose nefropática apresentam uma elevação da cistina leucocitária superior a 2nmol hemicistina/mg de proteína.
A mercaptamina (também chamada cisteamina) reage com a cistina para formar um dissulfureto misto de cisteamina e cisteína.
O dissulfureto misto é então removido dos lisosomas pelo sistema intacto de transporte de lisina.
A redução nos níveis leucocitários de cistina está relacionado com a concentração de cisteamina no plasma, no período de seis horas após administração de Mercaptamina.
O nível leucocitário de cistina atinge o seu mínimo (valor médio ±dp: 1,8 ±0,8 horas) ligeiramente mais tarde do que o pico de concentração de cisteamina no plasma (valor médio ±dp: 1,4 ±0,4 horas) e regressa ao seu nível basal quando a concentração plasmática de cisteamina diminui, 6 horas após a dose.
Num estudo clínico, a concentração basal de cistina leucocitária era de 3,73 (limites 0,13 a 19,8) nmol hemi cistina/mg de proteína com doses de cisteamina compreendidas entre 1,3 a 1,95 g/m2/dia.
Num estudo anterior trataram-se 94 crianças com cistinose nefropática, com doses crescentes de cisteamina de forma a atingir concentrações leucocitárias de cistina inferiores a 2nmol hemicistina/mg de proteína 5 a 6 horas após administração, comparando-se a sua evolução com um grupo de controlo histórico de 17 crianças tratadas com placebo.
Os principais parâmetros de eficácia foram a creatinina plasmática e o cálculo da clearance de creatinina assim como o crescimento (altura).
A concentração média da cistina leucocitária conseguida durante o tratamento foi de 1,7 ± 0,2 nmol hemicistina/mg de proteína.
A função glomerular manteve-se ao longo do tempo entre os doentes do grupo cisteamina.
Inversamente, nos doentes do grupo placebo produziu-se um aumento progressivo da creatinina sérica.
Doentes sujeitos ao tratamento mantiveram o crescimento comparativamente a doentes não tratados.
No entanto, a velocidade de crescimento não aumentou o suficiente de forma a permitir que os doentes atingissem a norma relativa à idade.
A função tubular renal não foi afetada pelo tratamento.
Dois outros estudos apresentaram resultados similares.
Em todos os estudos, observou-se que os doentes respondiam melhor quando o tratamento era iniciado numa idade precoce e com uma boa função renal.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Mercaptamina não deve ser utilizada durante a gravidez, sobretudo durante o primeiro trimestre, a menos que tal seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
O aleitamento está contraindicado nas mulheres sob tratamento com Mercaptamina.
Condução
Condução:
Mercaptamina pode provocar sonolência. Quando se inicia o tratamento, os doentes não devem efectuar actividades potencialmente perigosas, até se conhecer melhor os efeitos do medicamento em cada indivíduo.
O tratamento com Mercaptamina deve ser iniciado de imediato após confirmação do diagnóstico de cistinose nefropática, para proporcionar o máximo benefício.
A cistinose nefropática deve ter sido diagnosticada através dos sinais clínicos e estudo bioquímico (medida da cistina leucocitária).
Foram relatados casos de síndroma do tipo Ehlers-Danlos e perturbações vasculares nos cotovelos de crianças tratadas com doses elevadas de diversas preparações de cisteamina (cloridrato de cisteamina, cistamina ou bitartrato de cisteamina) na maior parte das vezes acima da dose máxima de 1,95 g/m2/dia.
Estas lesões cutâneas estavam associadas a proliferação vascular, estrias cutâneas e lesões ósseas.
Recomenda-se, desta forma, a monitorização regular da pele ponderando a hipótese de exame radiográfico quando necessário.
Deve também ser aconselhado o auto-exame da pele pelo doente ou pelos seus pais.
Caso apareça qualquer anomalia cutânea ou óssea similar, recomenda-se a diminuição da dose de Mercaptamina.
A utilização de doses superiores a 1,95g/m2/dia não é recomendada.
Recomenda-se uma monitorização regular do número de glóbulos vermelhos.
Observou-se que a administração da cisteamina por via oral não evita o depósito ocular de cristais de cisteamina.
Por conseguinte, quando a solução oftálmica de cisteamina é usada com este propósito, a sua utilização deve prosseguir.
Não devem ser administradas cápsulas duras inteiras às crianças com idade inferior a aproximadamente 6 anos, devido ao risco de aspiração.