⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Domperidona só deve ser usado durante a gravidez, se os benefícios justificarem os potenciais riscos.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com a domperidona tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.
Utilização em crianças
Efeitos indesejáveis do foro neurológico são raros.
Devido ao facto de as funções metabólicas e a barreira hematoencefálica não estarem totalmente desenvolvidas durante os primeiros meses de vida, o risco de efeitos indesejáveis do foro neurológico é maior em crianças mais novas.
Portanto, a dose deve ser determinada com muito cuidado e a administração monitorizada com rigor em recém-nascidos, lactentes e crianças pequenas.
A sobredosagem pode causar sintomas extrapiramidais em crianças, mas deve-se ter igualmente em atenção outras causas.
Os comprimidos não são adequados para uso em crianças com idade inferior a 12 anos e com peso inferior a 35 Kg.
Compromisso renal
A semivida de eliminação da domperidona é prolongada no caso de compromisso renal grave.
Em doentes com insuficiência renal grave: (creatinina sérica >6 mg/100 ml, ou seja, >0,6 mmol/l) a semivida de eliminação da domperidona aumentou de 7,4 para 20,8 horas, enquanto que os níveis plasmáticos foram mais baixos do que em voluntários saudáveis.
Uma vez que muito pouco fármaco é excretado na forma intacta através dos rins, é improvável que em doentes com insuficiência renal seja necessário ajustar a dose de uma administração única.
No caso de administração repetida, a frequência de administração da domperidona deve ser reduzida para uma ou duas vezes por dia, dependendo da gravidade do compromisso.
É possível que a dose também tenha de ser reduzida.
Tais doentes em tratamento prolongado com o fármaco devem ser vigiados regularmente.
Efeitos cardiovasculares
A domperidona tem sido associada ao prolongamento do intervalo QT no electrocardiograma.
Durante a vigilância pós-comercialização no mercado, ocorreram casos muito raros de prolongamento do intervalo QT e torsades de pointes nos doentes a tomarem domperidona.
Essas notificações incluíram doentes com fatores de risco de confundimento, anomalias de electrólitos e tratamento concomitante, os quais poderão ter sido fatores de contribuição.
Estudos epidemiológicos realizados demonstraram que a domperidona esteve associada a um aumento do risco de arritmias ventriculares graves ou morte súbita cardíaca.
Observou-se um risco mais elevado nos doentes com idade superior a 60 anos, doentes a tomarem doses diárias superiores a 30 mg e doentes a tomarem de forma concomitante medicamentos prolongadores do intervalo QT ou inibidores do CYP3A4.
A domperidona deve ser utilizada na menor dose eficaz em adultos e crianças.
A domperidona está contraindicada em doentes com conhecido prolongamento dos intervalos de condução cardíaca, sobretudo QTc, em doentes com perturbações significativas dos electrólitos (hipocaliemia, hipercaliemia, hipomagnesémia) ou bradicardia, ou em doentes com doenças cardíacas subjacentes, como insuficiência cardíaca congestiva, devido ao risco aumentado de arritmia ventricular.
Sabe-se que as perturbações electrolíticas (hipocaliemia, hipercaliemia, hipomagnesémia) ou a bradicardia são patologias conhecidas por aumentarem o risco pró-arritmico
O tratamento com domperidona deve ser interrompido, se ocorrerem sinais ou sintomas que possam estar associados a arritmia cardíaca.
Neste caso, os doentes devem consultar o médico.
Os doentes devem ser informados da necessidade de notificarem de imediato quaisquer sintomas cardíacos.