⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Quando tomados durante a gravidez, especialmente nos últimos 3 meses de gravidez, fármacos como Fluvoxamina podem aumentar o risco de uma situação grave nos bebés chamada hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido (HPPN).
Aleitamento
Aleitamento:
Fluvoxamina não deve ser utilizada durante o período de amamentação.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver Antidepressores.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Iniciar terapêutica com doses mais baixas na IR moderada a grave.
Condução
Condução:
Durante o tratamento com fluvoxamina pode ocorrer alguma sonolência, pelo que se recomenda precaução até que tenha sido avaliada a forma como o medicamento o afecta.
Tome especial cuidado com Fluvoxamina:
- Se está a tomar antidiabéticos orais.
Neste caso, deve informar o médico assistente, pois pode ser necessário ajustar a dose dos antidiabéticos, em especial no início do tratamento com fluvoxamina.
- Se ocorrer um conjunto de sintomas tais como febre elevada, rigidez, contração dos músculos, confusão, irritabilidade, agitação extrema.
Neste caso, deve interromper de imediato o tratamento com fluvoxamina e contactar rapidamente o médico assistente.
Deve informar o médico sobre as seguintes situações antes de iniciar o tratamento com fluvoxamina:
- se sofre de insuficiência renal ou hepática.
- se sofre ou sofreu de perturbações convulsivas.
- se tem epilepsia instável ou epilepsia controlada.
- se tiver alterações hemorrágicas ou se estiver grávida.
- se sofre ou sofreu de doença maníaca/hipomaníaca.
- se estiver a receber tratamento de fluvoxamina em simultâneo com algum dos seguintes medicamentos: terfenadina, astemizole ou cisaprida.
- se sofreu um enfarte de miocárdio recentemente.
- se está a receber eletroconvulsivoterapia.
O tratamento deverá ser suspenso se ocorrerem convulsões ou se a frequência de convulsões aumentar.
Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão ou distúrbio de ansiedade Se se encontra deprimido e/ou tem distúrbios de ansiedade poderá por vezes pensar em se auto-agredir ou até suicidar.
Estes pensamentos podem aumentar no início do tratamento com antidepressivos, pois estes medicamentos necessitam de tempo para atuarem.
Normalmente os efeitos terapêuticos demoram cerca de duas semanas a fazerem-se sentir, mas por vezes pode demorar mais tempo.
Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes situações:
- Se tem antecedentes de ter pensamentos acerca de se suicidar ou se auto-agredir.
- Se é um jovem adulto.
A informação proveniente de estudos clínicos revelou um maior risco de comportamento suicídio em indivíduos adultos com menos de 25 anos com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos.
Se em qualquer momento vier a ter pensamentos no sentido de autoagressão ou suicídio deverá contactar o médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital.
Poderá ser útil para si comunicar a uma pessoa próxima de si ou a um familiar que se encontra deprimido ou que tem distúrbios de ansiedade.
Poderá também solicitar-lhes que o informem caso verifiquem um agravamento do seu estado de depressão ou ansiedade, ou se ficarem preocupados com alterações no seu comportamento.
Acatisia/agitação psicomotora: A administração de Fluvoxamina tem sido associada ao desenvolvimento de acatisia, caracterizada por agitação subjectivamente desconfortável e perturbadora, e necessidade de movimento, frequentemente acompanhada por incapacidade do doente se sentar ou permanecer em repouso.
Esta situação é mais frequente nas primeiras semanas de tratamento.
Nos doentes que desenvolvam estes sintomas o aumento da dose pode ser prejudicial.
Os chamados IRSN/ISRS podem causar sintomas de disfunção sexual.
Em alguns casos, estes sintomas persistiram após a suspensão do tratamento.
Fluvoxamina não deve normalmente ser utilizada em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, exceto no caso de doentes com episódios depressivos major e perturbações obsessivo-compulsivas.
Importa igualmente assinalar que os doentes com idade inferior a 18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos indesejáveis tais como, tentativa de suicídio, ideação suicida e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento de oposição e cólera) quando tomam medicamentos desta classe.
Apesar disso, o médico poderá prescrever Fluvoxamina para doentes com idade inferior a 18 anos quando decida que tal é necessário.
Se o médico prescreveu Fluvoxamina para um doente com menos de 18 anos e gostaria de discutir esta questão, queira voltar a contactá-lo.
Deverá informar o médico se algum dos sintomas acima mencionados se desenvolver ou piorar quando doentes com menos de 18 anos estejam a tomar Fluvoxamina.
Assinala-se igualmente que não foram ainda demonstrados os efeitos de segurança a longo prazo no que respeita ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental da Fluvoxamina neste grupo etário.
Nos idosos, o aumento gradual da dose deve ser efectuado mais lentamente e o seu acerto deve ser sempre efectuado com precaução.
Reações de privação observadas durante a descontinuação do tratamento com ISRS
Os sintomas de privação observados durante a descontinuação do tratamento são frequentes, em particular se a descontinuação é feita de forma abrupta.
Nos ensaios clínicos os acontecimentos adversos observados durante a descontinuação do tratamento ocorreram aproximadamente em 12% dos doentes tratados com Fluvoxamina.
O risco de ocorrência de sintomas de privação poderá depender de vários fatores, incluindo a duração do tratamento, a dose administrada e a taxa de redução da dose.
Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonos intensos), agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor e cefaleia são as reações mais frequentemente notificadas.
Geralmente estes sintomas são de intensidade ligeira a moderada, contudo em alguns doentes podem ser intensos.
Estes sintomas ocorrem geralmente durante os primeiros dias de descontinuação do tratamento, no entanto também têm sido muito raramente notificados em doentes que inadvertidamente falharam uma toma do medicamento.
Em geral, estes sintomas são autolimitados e normalmente desaparecem dentro de 2 semanas, apesar de em alguns indivíduos se poderem prolongar (2-3 meses ou mais).
Consequentemente é aconselhável a redução gradual de Fluvoxamina quando o tratamento é descontinuado durante um período de várias semanas ou meses, de acordo com as necessidades do doente.
Informe o médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
A fluvoxamina não deve ser usada em combinação com um grupo de medicamentos denominados inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs).
Em particular, informe o médico se estiver a tomar antidepressivos tricíclicos (ex. clomipramina, imipramina e amitriptilina), neurolépticos (ex. clozapina e olanzapina), tacrina, teofilina, metadona, mexiletina, varfarina, tioridazina, propranolol, ropirinol, fenitoína, terfenadina, astemizole, cisaprida, carbamazepina, ciclosporina, lítio, triptofano e anticoagulantes orais.
Alguns efeitos de fluvoxamina podem ser potenciados quando esta se usa em associação a triptanos, tramadol, ISRS e preparações à base de erva de S. João (Hipericão).