⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Gilteritinib não é recomendado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Desconhece-se se gilteritinib ou os seus metabólitos são excretados no leite humano. O risco para o lactente amamentado não pode ser excluído. A amamentação deverá ser descontinuada durante o tratamento com Gilteritinib e durante pelo menos dois meses após a última dose.
Condução
Condução:
Poderá sentir tonturas depois de tomar Gilteritinib. Se isso acontecer, não conduza nem utilize máquinas.
Gilteritinib foi associado a síndrome de diferenciação. O síndrome de diferenciação está associado a rápida proliferação e diferenciação das células mielóides e pode ser potencialmente fatal ou fatal se não for tratada. Os sinais e sintomas de síndrome de diferenciação incluem febre, dispneia, derrame pleural, derrame pericárdico, edema pulmonar, hipotensão, aumento de peso rápido, edema periférico, erupção cutânea e disfunção renal.
No caso de suspeita de síndrome de diferenciação, o tratamento com corticosteróides deverá ser iniciado juntamente com monitorização hemodinâmica até à resolução dos sintomas. Se os sinais e/ou sintomas graves persistirem por mais de 48 horas após o início dos corticosteróides, Gilteritinib deve ser interrompido até que os sinais e sintomas deixem de ser graves.
Os corticosteróides podem ser gradualmente reduzidos após a resolução dos sintomas e deverão ser administrados durante, no mínimo, 3 dias. Os sintomas de síndrome de diferenciação podem reaparecer com a descontinuação prematura do tratamento com corticosteróides.
Foram notificados casos de síndrome de encefalopatia posterior reversível (SEPR) em doentes a receber Gilteritinib. O SEPR é uma perturbação neurológica rara e reversível que se pode apresentar com sintomas de evolução rápida, incluindo convulsão, cefaleia, confusão, perturbações visuais e neurológicas, com ou sem hipertensão associada e alteração do estado mental. No caso de suspeita de SEPR, esta deverá ser confirmada por imagiologia cerebral, de preferência ressonância magnética (RMI). É recomendada a descontinuação de Gilteritinib em doentes que desenvolvam SEPR.
Gilteritinib foi associado a repolarização ventricular cardíaca prolongada (intervalo QT). O prolongamento do intervalo QT pode ser observado nos primeiros dois meses de tratamento com gilteritinib. Consequentemente, deverá ser realizado um electrocardiograma (ECG) antes do início do tratamento, no dia 8 e 15 do ciclo 1 e antes do início dos três meses subsequentes de tratamento. É recomendada precaução em doentes com história cardíaca relevante. A hipocalemia ou hipomagnesemia podem aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT. Assim, a hipocalemia ou hipomagnesemia devem ser corrigidas antes e durante o tratamento com Gilteritinib.
Gilteritinib deverá ser interrompido nos doentes com um QTcF >500 mseg.
A decisão de reintroduzir o tratamento com gilteritinib após um evento de um prolongamento do intervalo QT dever ser baseada numa cuidadosa avaliação dos benefícios e riscos. Se Gilteritinib for reintroduzido numa dose reduzida, o ECG deve ser realizado após 15 dias da dose e antes do início dos três meses subsequentes de tratamento. Em ensaios clínicos, 12 doentes apresentaram QTcF >500 mseg. Três doentes interromperam e reiniciaram o tratamento sem recorrência do prolongamento do intervalo QT.
Foram notificados casos de pancreatite. Os doentes que desenvolvam sinais e sintomas que sugiram pancreatite devem ser avaliados e monitorizados. Gilteritinib deverá ser interrompido e poderá ser retomado numa dose reduzida após a resolução dos sinais e sintomas de pancreatite.
A coadministração de indutores do CYP3A/gp-P poderá levar a uma diminuição da exposição a gilteritinib e, consequentemente, a risco de falta de eficácia. Assim, a utilização concomitante de gilteritinib com indutores fortes do CYP3A4/gp-P deve ser evitada.
É necessária precaução quando gilteritinib é prescrito concomitantemente com medicamentos que são inibidores fortes do CYP3A e/ou gp-P (nomeadamente, entre outros, voriconazol, itraconazol, posaconazol e claritromicina) uma vez que podem aumentar a exposição a gilteritinib. Deverão ser considerados medicamentos alternativos que não sejam inibidores fortes do CYP3A e/ou da actividade da gp-P. Em situações em que não existam alternativas terapêuticas satisfatórias, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados em relação a toxicidades durante a administração de gilteritinib.
Gilteritinib pode reduzir os efeitos dos medicamentos dirigidos ao receptor 5HT2B ou receptores sigma não específicos. Consequentemente, a utilização concomitante de gilteritinib e esses medicamentos deve ser evitada, salvo se a sua utilização for considerada essencial para o cuidado do doente.
As mulheres grávidas devem ser informadas do potencial risco para o feto. As mulheres com potencial para engravidar devem ser aconselhadas a realizar um teste de gravidez nos sete dias anteriores ao início do tratamento com Gilteritinib e usar contracepção efectiva durante o tratamento com Gilteritinib e até pelo menos 6 meses após a interrupção do tratamento. Mulheres que se encontrem a utilizar contracepção hormonal devem adicionar um método de contracepção de barreira. Os homens cujas parceiras tenham potencial para engravidar devem ser aconselhados a usar contracepção efectiva durante o tratamento e até pelo menos 4 meses após a última dose de Gilteritinib.