Romiplostim é uma proteína de fusão de um péptido-Fc (pepticorpo) que sinaliza e activa as vias de transcrição intracelular através do receptor da TPO (também conhecido por cMpl) para aumentar a produção de plaquetas.
A molécula do pepticorpo é constituída pelo domínio Fc de uma imunoglobulina IgG1 humana, com cada subunidade de cadeia simples covalentemente ligada pelo terminal C a uma cadeia peptídica que contém dois domínios de ligação do receptor da TPO.
Romiplostim não apresenta qualquer sequência de aminoácidos com homologia à da TPO endógena.
Em ensaios pré-clínicos e clínicos nenhum anticorpo anti-romiplostim reagiu de forma cruzada com a TPO endógena.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Romiplostim não é recomendado durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve ser tomada uma decisão relativa a descontinuar a amamentação ou a descontinuar/abster-se a terapia com romiplostim tendo em atenção o benefício da amamentação para a criança e o benefício do romiplostim para a mulher.
Recorrência da trombocitopenia e hemorragia após paragem do tratamento
É provável que haja recorrência da trombocitopenia após a descontinuação do tratamento com romiplostim.
Existe um risco aumentado de hemorragia se o tratamento com romiplostim for descontinuado na presença de agentes anticoagulantes ou antiplaquetários.
Aquando da descontinuação do tratamento com romiplostim, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para verificar se há uma redução na contagem de plaquetas e controlados medicamente para evitar uma hemorragia.
No caso de se descontinuar o tratamento com romiplostim, recomenda-se que se reinicie o tratamento da PTI de acordo com as normas orientadoras de tratamento actuais.
Uma decisão médica adicional pode incluir a cessação da terapêutica anticoagulante e/ou antiplaquetária, reversão da anticoagulação ou suporte plaquetário.
Aumento da reticulina da medula óssea
Pensa-se que o aumento da reticulina da medula óssea seja o resultado da estimulação do receptor da TPO, o que leva a um aumento do número de megacariócitos na medula óssea, os quais poderão subsequentemente libertar citocinas.
O aumento da reticulina pode ser sugerido por alterações morfológicas nas células do sangue periférico e pode ser detectado por biopsia da medula óssea.
Assim, recomenda-se que se façam exames para pesquisa de alterações da morfologia celular utilizando esfregaços de sangue periférico e que se efetue um hemograma completo antes e durante o tratamento com romiplostim.
No caso de se observar uma perda de eficácia e alterações no esfregaço de sangue periférico, deve descontinuar-se a administração de romiplostim, efectuar-se um exame físico e considerar ainda fazer uma biopsia da medula óssea com uma coloração apropriada para a reticulina.
Se disponível, deve fazer-se uma comparação com uma biopsia da medula ósseaanterior.
No caso de se manter a eficácia e caso se observem alterações no esfregaço de sangue periférico dos doentes, o médico deve seguir um critério clínico adequado, incluindo considerar fazer uma biopsia da medula óssea e reavaliar o risco-benefício de romiplostim e opções alternativas de tratamento da PTI.
Complicações trombóticas/tromboembólicas
Uma contagem de plaquetas acima do intervalo normal de referência constitui um risco para a ocorrência de complicações trombóticas/tromboembólicas.
A incidência de acontecimentos trombóticos/tromboembólicos observados nos ensaios clínicos foi 6,0% com romiplostim e 3,6% com placebo.
Deve ter-se precaução ao administrar romiplostim em doentes com factores de risco conhecidos para tromboembolismo incluindo mas não limitado a factores de risco inerentes (p. ex. factor V de Leiden) ou adquiridos (p. ex. deficiência de ATIII, síndrome antifosfolipídico), idade avançada, doentes com longos períodos de imobilização, doenças malignas, contraceptivos e terapia de substituição hormonal, cirurgia/trauma, obesidade e fumadores.
Foram notificados casos de acontecimentos tromboembólicos (ATE), incluindo trombose da veia porta, em doentes com doença hepática crónica a receberem romiplostim.
Romiplostim deve ser utilizado com precaução nestas populações.
Devem seguir-se as directrizes para ajuste da dose.
Erros de medicação
Foram notificados casos de erros de medicação, que incluem sobredosagem e subdosagem, em doentes a receber Romiplostim, devem ser seguidas as orientações para cálculo e ajuste da dose.
A sobredosagem pode conduzir a um aumento excessivo na contagem de plaquetas associada com complicações trombóticas / tromboembólicas.
Se a contagem de plaquetas estiver excessivamente aumentada, descontinuar o Romiplostim e monitorizar a contagem de plaquetas.
Reiniciar o tratamento com Romiplostim de acordo com as recomendações de dose e administração.
A subdosagem pode conduzir a uma contagem de plaquetas inferior ao esperado e a uma potencial hemorragia.
Deve ser monitorizada a contagem de plaquetas em doentes a receber Romiplostim.
Progressão de Síndromes Mielodisplásicos (SMD) existentes
É apenas demonstrada uma relação benefício-risco positiva para o tratamento de trombocitopenia associada a PTI crónica e romiplostim não pode ser utilizado noutras situações clínicas associadas a trombocitopenia.
O diagnóstico de PTI em doentes adultos e idosos deverá ter sido confirmado pela exclusão de outras situações clínicas que se apresentam com trombocitopenia, em particular o diagnóstico de SMD deve ser excluído.
Normalmente deve ter sido realizada uma aspiração e biopsia à medula óssea ao longo do curso da doença e do tratamento, particularmente em doentes com mais de 60 anos de idade, naqueles com sintomas sistémicos ou sinais fora do normal, tais como um aumento dos blastos no sangue periférico.
Em estudos clínicos de tratamento com romiplostim em doentes com SMD, foram observados casos de aumentos transitórios de blastos e foram notificados casos de progressão para LMA.
Num ensaio clínico aleatorizado controlado com placebo, em doentes com SMD tratados com romiplostim foi prematuramente encerrado devido a um aumento numérico da progressão da doença para LMA e um aumento na circulação de blastos superior a 10% em doentes a receber romiplostim.
Dos casos de progressão de SMD para LMA que foram observados, doentes com a classificação basal de SMD AREB-I (Anemia Refratária com Excesso de Blastos) tiveram maior probabilidade de sofrer progressão de doença para LMA comparativamente aos doentes com SMD de baixo risco.
Romiplostim não pode ser usado no tratamento da trombocitopenia devida a SMD ou a qualquer outra causa de trombocitopenia além da PTI fora do âmbito de ensaios clínicos.
Perda de resposta ao romiplostim
Uma perda de resposta ou um insucesso na manutenção da resposta plaquetária no tratamento com romiplostim no intervalo de dose recomendado deve desencadear a pesquisa imediata de factores causais, incluindo imunogenicidade e aumento da reticulina da medula óssea.
Efeitos do romiplostim em glóbulos vermelhos e brancos
Foram observadas alterações nos parâmetros dos glóbulos vermelhos (redução) e brancos (aumento) em estudos toxicológicos não-clínicos (rato e macaco) mas não em doentes com PTI.
A monitorização destes parâmetros deve ser considerada em doentes tratados com romiplostim.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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