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EMA · EMEA/V/C/006102
A terbinafina é uma alilamina que possui um largo espectro de ação antifúngica.
Em concentrações baixas a terbinafina é um fungicida contra dermatófitos, fungos filamentosos e certos fungos dimórficos.
A sua atividade sobre leveduras é fungicida ou fungistática dependendo das espécies.
A terbinafina interfere especificamente com uma das primeiras etapas da biossíntese de esteróides fúngicos, através da inibição da enzima esqualeno epoxidase.
Esta ação conduz a uma deficiência em ergosterol e a uma acumulação intracelular do esqualeno na membrana celular fúngica.
A deficiência do ergosterol e a acumulação de esqualeno são responsáveis pela morte das células fúngicas.
Quando administrado por via oral o fármaco concentra-se na pele, cabelo e unhas em níveis associados a atividade fungicida.
Concentrações mensuráveis de substância ativa, ainda são evidentes após 15 – 20 dias da cessação do tratamento.
Terbinafina é usada no tratamento de infeções fúngicas da pele e unhas, originadas pelo Trichophyton (p.ex. T. Rubrum, T.mentagrophytes, T. Verrucosum, T. Violaceum), Microsporum canis e Epidermophyton floccosum.
Terbinafina exibe uma fraca eficácia contra a maioria das leveduras da espécie da Cândida.
O tratamento com terbinafina comprimidos em contraste com o tratamento de terbinafina em administração local, não tem efeito no tratamento de Pityriasis (Tinea) versicolor.
⚠️ Avisos
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Contraindicado na Insuficiência hepática grave.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Contraindicado na Insuficiência renal grave.
Gravidez
Gravidez:
A terbinafina não deve ser utilizada durante a gravidez a não ser que os possíveis benefícios ultrapassem os riscos potenciais.
Aleitamento
Aleitamento:
As mães não devem receber terbinafina durante o período de aleitamento.
Raramente, foram relatados casos de colestase e hepatite, os quais ocorreram normalmente, 2 meses após o início do tratamento.
Se um doente apresentar sinais ou sintomas sugestivos de disfunção hepática, tais como, prurido, náusea persistente inexplicável, anorexia ou cansaço, icterícia, vómitos, fadiga, dor abdominal ou urina escura, fezes descoloradas, deve ser verificada a origem hepática e a terapêutica com terbinafina deve ser interrompida.
Doentes em tratamento com terbinafina que desenvolveram febre alta ou garganta inflamada devem ser examinados relativamente a possibilidade de reações hematológicas.
Estudos farmacocinéticos de dose única em doentes com doença pré-existente do fígado, demonstraram que existe uma redução de 50% da depuração da terbinafina.
A administração de terbinafina em doentes com doença hepática ativa ou crónica não foi estudada em ensaios clínicos prospectivos, pelo que não pode ser recomendada.
A terbinafina deve ser utilizada com precaução em doentes com psoríase, uma vez que foram relatados casos muito raros de exacerbação da psoríase.
A terbinafina é um potente inibidor do enzima CYP2D6, pelo que deve ser tido em consideração quando for administrada concomitantemente com fármacos metabolizados por esta isoenzima que sejam titulados individualmente.
Pode ser necessário um ajuste da dose.
Cutâneo:
Não aplique outros medicamentos nas áreas em tratamento.
Fármacos que induzem o metabolismo da terbinafina (rifampicina): aumento da eliminação da terbinafina.
Fármacos que inibem o citocrómo P450 ( cimetidina): diminuição da eliminação da terbinafina.
Contracetivos orais: possível ocorrência de metrorragia e irregularidades no ciclo menstrual.
Antidepressivos tricíclicos, bloqueadores β, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) e inibidores da monoamino oxidade (IMAOs) tipo B: é necessária precaução na sua administração com terbinafina devido à inibição do seu processo de metabolização Não aplique outros medicamentos nas áreas em tratamento.