Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
OTC
Turoctocog alfa pegol
INN: turoctocog alfa pegol
Atualizado: 2026-05-02
Disponível em:
🇨🇿🇩🇪🇬🇧🇵🇹🇸🇰
Forma
—
Posologia
—
Via de administração
—
Armazenamento
—
Sobre este produto
Fabricante
User Reviews
Reviews reflect personal experiences and are not medical advice. Always consult your doctor.
Novo Nordisk A/S
Código ATC
B02BD02
Fonte
EMA · EMEA/H/C/004883
Turoctocog alfa pegol é um medicamento com factor VIII humano recombinante (rFVIII) purificado conjugado com polietilenoglicol (PEG) de 40 kDa.
O PEG está ligado ao glicano O-ligado no domínio B truncado do rFVIII (turoctocog alfa).
O mecanismo de acção de turoctocog alfa pegol baseia-se na substituição do factor VIII deficiente ou ausente em doentes com hemofilia A.
Quando turoctocog alfa pegol é activado pela trombina no local da lesão, o domínio B que contém a fracção PEG e a região a3 são clivados, dando, assim, origem ao factor VIII recombinante activado (rFVIIIa), que tem uma estrutura semelhante ao factor VIIIa nativo.
O complexo factor VIII/fator von Willebrand consiste em duas moléculas (fator VIII e factor von Willebrand) com diferentes funções fisiológicas.
Quando injectado num doente com hemofilia, o factor VIII liga-se ao factor von Willebrand que se encontra na circulação sanguínea do doente.
O factor VIII activado age como um cofactor para o factor IX activado, acelerando a conversão do factor X em factor X activado.
O factor X activado converte a protrombina em trombina.
A trombina converte depois o fibrinogénio em fibrina, podendo, assim, formar-se um coágulo.
A hemofilia A é uma doença hereditária da coagulação sanguínea, ligada ao género, que se deve a níveis diminuídos de factor VIII:C, e resulta em hemorragias profusas das articulações, músculos ou órgãos internos, quer espontaneamente quer como resultado de um trauma acidental ou cirúrgico.
Com a terapêutica de substituição do factor VIII, os níveis plasmáticos de factor VIII são aumentados, permitindo, assim, uma correção temporária da deficiência do factor e das tendências hemorrágicas.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
O factor VIII só deve ser utilizado durante a gravidez quando claramente indicado.
Aleitamento
Aleitamento:
O factor VIII só deve ser utilizado durante a amamentação quando claramente indicado.
Os doentes devem ser informados sobre os sinais precoces de reacções de hipersensibilidade, incluindo erupção cutânea com urticária, urticária generalizada, opressão torácica, respiração sibilante, hipotensão e anafilaxia.
Em caso de choque, devem ser seguidas as actuais práticas clínicas padrão para o tratamento do choque.
A formação de anticorpos neutralizantes (inibidores) contra o factor VIII é uma complicação conhecida no tratamento de indivíduos com hemofilia A. Estes inibidores são, geralmente, imunoglobulinas IgG dirigidas contra a actividade pró-coagulante do factor VIII, as quais são quantificadas em Unidades Bethesda (UB) por ml de plasma usando o doseamento modificado. O risco de desenvolvimento de inibidores está correlacionado com a gravidade da doença e com a exposição ao factor VIII, sendo este risco mais elevado nos primeiros 50 dias de exposição, mas continua ao longo da vida, embora o risco seja pouco frequente.
A relevância clínica do desenvolvimento de inibidores depende do título do inibidor, representando os inibidores de título baixo um menor risco de resposta clínica insuficiente, em comparação com inibidores de título elevado.
De uma forma geral, todos os doentes tratados com medicamentos com factor VIII da coagulação devem ser cuidadosamente monitorizados quanto ao desenvolvimento de inibidores, através de observações clínicas adequadas e exames laboratoriais apropriados. Se os níveis esperados de actividade plasmática do factor VIII não forem alcançados ou se a hemorragia não for controlada com uma dose adequada, devem ser feitas análises para determinar a presença de um inibidor do factor VIII. Nos doentes com níveis elevados de inibidores, a terapêutica com factor VIII pode não ser eficaz, devendo ser consideradas outras opções terapêuticas. O tratamento destes doentes deve ser feito por médicos com experiência no tratamento da hemofilia e inibidores do factor VIII.
Em doentes com factores existentes de risco cardiovascular, o tratamento de substituição com factor VIII pode aumentar o risco cardiovascular.