⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Doripenem não deverá ser utilizado durante a gravidez, excepto nos casos em que seja considerado absolutamente necessário.
Aleitamento
Aleitamento:
Deve ser tomada uma decisão sobre a continuação/interrupção do aleitamento ou a continuação/interrupção do tratamento com Doripenem, ponderando os benefícios do aleitamento para a criança e os benefícios do tratamento com Doripenem para a mãe.
A selecção de doripenem para tratar um doente individual deve ter em conta a adequação da utilização de um agente antibacteriano carbapeneme, com base em factores como a gravidade da infecção, a prevalência da resistência a outros agentes antibacterianos e do risco de selecção de uma bactéria resistente a carbapenemes.
Recomenda-se precaução na escolha e na dose do agente antibiótico no tratamento de doentes com pneumonia associada ao uso de ventilador (hospitalização > 5 dias) e noutros casos de pneumonia nosocomial onde há suspeita ou confirmação de agentes patogénicos com susceptibilidade diminuída, tais como a Pseudomonas spp. e Acinetobacter spp.
O uso concomitante de um aminoglicosídeo poderá estar indicado em caso de suspeita ou confirmação de infecções por Pseudomonas aeruginosa nas indicações aprovadas.
Registaram-se reacções de hipersensibilidade graves e ocasionalmente fatais (anafilácticas) em doentes tratados com antibióticos beta-lactâmicos.
Antes de iniciar a terapêutica com Doripenem, dever-se-á pesquisar cuidadosamente qualquer eventual história prévia de reacções de hipersensibilidade a outras substâncias activas desta classe ou a antibióticos beta-lactâmicos.
Doripenem deverá ser utilizado com precaução em doentes com história de reacções deste tipo.
Caso ocorra uma reacção de hipersensibilidade a doripenem, a administração deverá ser interrompida imediatamente, tomando-se as medidas apropriadas.
As reacções de hipersensibilidade aguda graves (anafilácticas) requerem tratamento de emergência imediato.
Têm sido referidos casos de crises convulsivas durante o tratamento com carbapenemes, incluindo doripenem.
Em ensaios clínicos com doripenem ocorreram convulsões mais frequentemente em pessoas com perturbações pré-existentes no sistema nervoso central (SNC) (p.e., acidente vascular cerebral ou história de convulsões), compromisso da função renal e em doses superiores a 500 mg.
Têm sido referidos casos de colite pseudomembranosa devido a Clostridium difficile com Doripenem, podendo variar de gravidade entre ligeira a potencialmente fatal.
É, consequentemente, importante ponderar este diagnóstico nos doentes que apresentem diarreia durante ou após a administração de Doripenem.
A administração de doripenem, tal como de outros antibióticos, tem sido associada ao aparecimento e à selecção de estirpes com susceptibilidade reduzida.
Os doentes deverão ser cuidadosamente monitorizados no decurso da terapêutica.
Em caso de superinfeção, dever-se-ão tomar as medidas apropriadas.
O uso prolongado de Doripenem deverá ser evitado.
Não é recomendada a coadministração de doripenem e ácido valpróico / valproato de sódio.
Quando Doripenem foi utilizado experimentalmente por via inalatória, registou-se pneumonite.
Consequentemente, doripenem não deve ser administrado por esta via.
Em doentes a fazer Terapêutica de Substituição Renal Crónica, a exposição ao metabólito doripenem- M-1 pode ser aumentada para níveis em relação aos quais não existem actualmente disponíveis dados de segurança in vivo.
O metabólito não apresenta actividade farmacológica alvo, mas são desconhecidos outros possíveis efeitos farmacológicos.
Consequentemente, aconselha-se monitorização de segurança rigorosa.
Descrição da população de doentes tratados em estudos clínicos
Em dois ensaios clínicos realizados em doentes com pneumonia nosocomial (N=979), 60% dos doentes tratados com Doripenem e clinicamente avaliáveis apresentavam pneumonia associada ao uso de ventilador (PAV).
Destes, 50% apresentavam PAV de desenvolvimento tardio (definida como PAV ocorrida cinco dias após ventilacção mecânica), 54% apresentavam classificação APACHE II (Acute Physiology And Chronic Health Evaluation) >15 e 32% receberam tratamento concomitante com aminoglicosidos (76% durante mais de 3 dias).
Em dois ensaios clínicos realizados em doentes com infecções intra-abdominais (N=962), a zona anatómica mais frequentemente infectada nos doentes com microbiologia avaliável tratados com Doripenem foi o apêndice (62%).
Destes, 51% apresentavam peritonite generalizada no início do tratamento.
Entre outras fontes de infecção incluíram-se perfuração do cólon (20%), colecistite complicada (5%) e infecções noutros locais (14%).
Onze por cento apresentavam uma classificação APACHE II >10, observando-se infecções pós-operatórias em 9,5%, abcessos intra-abdominais simples ou múltiplos em 27% e 4% apresentavam bacteriemia no início do tratamento.
Em dois ensaios clínicos realizados em doentes com infecções complicadas das vias urinárias (N=1.179), 52% dos doentes com microbiologia avaliável tratados com Doripenem apresentavam infecções complicadas das vias urinárias inferiores e 48% apresentavam pielonefrite, das quais 16% eram complicadas.
Globalmente, 54% dos doentes apresentavam complicações persistentes, 9% apresentavam bacteriemia concomitante e 23% estavam infectados, no início do tratamento, com um agente patogénico urinário resistente à levofloxacina.
A experiência disponível em doentes gravemente imunocomprometidos, tratados com terapêutica imunossupressora, bem como nos doentes com neutropenia grave, considera-se limitada uma vez que esta população foi excluída dos ensaios de fase III.