O Ginkgo biloba demonstrou atuar a vários níveis:
- Os estudos efectuados puseram em evidência os efeitos protetores do Ginkgo biloba sobre o metabolismo celular, principalmente sobre os neurónios e sobre as células neurossensoriais.
Nos animais sujeitos aos estudos, a ação protetora do Ginkgo biloba foi verificada através da taxa de sobrevivência, da melhoria dos valores de ATP e de lactatos e por uma melhor captação de glucose e de oxigénio a nível cortical.
Em relação ao plano comportamental, esta ação foi verificada através de uma melhoria das performances em vários testes.
O Ginkgo biloba intervém sobre a libertação, a recaptação e o catabolismo dos neurotransmissores (noradrenalina, dopamina, acetilcolina) ou sobre a sua capacidade de ligação aos recetores membranares.
Alguns efeitos farmacológicos do Ginkgo biloba parecem ligados a uma potente ação antagonista da produção de radicais livres e da lipoperoxidação das membranas celulares.
- O Ginkgo biloba exerce uma atividade vasorreguladora sobre o conjunto da árvore vascular: artérias, capilares, veias.
Esta ação é dose-dependente e varia consoante a natureza, calibre e origem tecidular do vaso, mas também em função do tónus basal e do estado da parede; estimula a secreção de EDRF (Endothelium Dependant Relaxing Factor) pelo endotélio.
O Ginkgo biloba opõe-se ao espasmo arterial, exerce uma ação vasodilatadora sobre as arteríolas e, ao contrário, uma ação vasoconstritora sobre as veias; regula a capacitância venosa em resposta às alterações posturais, diminui a hiperpermeabilidade capilar e reforça a resistência capilar.
O Ginkgo biloba exerce uma potente ação antiedematosa, tanto ao nível cerebral como periférico; protege a barreira hemato-encefálica e hemo-retiniana.
Além disso, o Ginkgo biloba inibe fortemente o aumento da atividade proteolítica do soro induzida por numerosos fenómenos patológicos.
- Os efeitos reológicos do Ginkgo biloba foram estudados in vitro e in vivo sobre a hiperagregação plaquetária e eritrocitária (efeito “sludge”) e sobre os processos trombóticos da microcirculação.
Estas propriedades parecem sustentadas por um efeito estabilizador da membrana, por uma intervenção no metabolismo das prostaglandinas, por inibição dos efeitos de alguns autacóides (histamina, bradiquinina,) e por uma ação inibidora do PAF (Platelet Activating Factor).
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A segurança da sua utilização durante a gravidez ainda não foi estabelecida pelo que não se aconselha a administração durante este período.
Aleitamento
Aleitamento:
A segurança da sua utilização durante a amamentação ainda não foi estabelecida pelo que não se aconselha a administração durante este período.
Nos doentes com hipertensão arterial, o Ginkgo biloba é apenas um adjuvante e não um substituto da terapêutica anti-hipertensiva.
O Ginkgo biloba interage com anticoagulantes, anticonvulsionantes, substâncias antiplaquetárias, buspirona, diltiazem, insulina, heparinas de baixo peso molecular, inibidores da monoaminoxidase, nicardipina, nifedipina, anti-inflamatórios não esteróides, papaverina, inibidores seletivos da recaptação de serotonina, hipericão, diuréticos tiazídicos, agentes trombolíticos e trazodona.