Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
Descrição, Posologia, Efeitos secundários, Contraindicações. Data from EMA, URPL, openFDA and other regulatory sources.
| Ciprofloxacin | Levofloxacin | |
|---|---|---|
| Substâncias ativas | CIPROFLOXACIN | LEVOFLOXACIN |
| Código ATC | J01MA01 | J01MA01 |
| Forma | FOR SUSPENSION | INJECTABLE |
| Posologia | 500MG/5ML | EQ 500MG/20ML (EQ 25MG/ML) |
| Via de administração | ORAL | INJECTION |
| Fabricante | BAYER HEALTHCARE PHARMACEUTICALS INC | GLAND PHARMA LTD |
| Indicações | A Ciprofloxacina atua matando as bactérias que causam infeções. Apenas funciona com tipos específicos de bactérias. Adultos A Ciprofloxacina é utilizada em adultos para o tratamento das seguintes infeções baterianas: – infeções do tracto respiratório – infeções do ouvido ou sinusais, de longa duração ou recorrentes – infeções do tracto urinário – infeções dos testículos – infeções dos órgãos genitais da mulher – infeções do tracto gastrointestinal e infeções intra-abdominais – infeções da pele e dos tecidos moles – infeções dos ossos e das articulações – no tratamento de infeções em doentes com uma contagem de glóbulos brancos muito baixa (neutropenia) – na prevenção de infeções em doentes com uma contagem de glóbulos brancos muito baixa (neutropenia) – na prevenção das infeções devidas à batéria Neisseria meningitidis exposição a antraz por inalação. Se tiver uma infeção grave ou que seja causada por mais do que um tipo de bactéria, pode ser-lhe administrado um antibiótico adicional para além da Ciprofloxacina. Crianças e adolescentes A Ciprofloxacina é utilizada em crianças e adolescentes, sob supervisão de um médico especialista, para o tratamento das seguintes infeções baterianas: – infeções pulmonares e brônquicas em crianças e adolescentes com fibrose quística – infeções complicadas do tracto urinário, incluindo infeções que tenham atingido os rins (pielonefrite) exposição a antraz por inalação. A Ciprofloxacina também poderá ser utilizada no tratamento de outras infeções graves específicas em crianças e adolescentes, quando o seu médico o considerar necessário. Adultos Infecções do tracto respiratório inferior devidas a bactérias Gram-negativas – exacerbações de doença pulmonar obstrutiva crónica – infeções bronco-pulmonares na fibrose quística ou na bronquiectasia – pneumonia Otite média supurativa crónica exacerbação aguda de sinusite crónica especialmente se for causada por bactérias Gram-negativo. Infecções do tracto urinário Uretrite gonocócica e cervicite Orqui-epididimite incluindo casos devidos a Neisseria gonorrhoeae Doença inflamatória pélvica incluindo casos devidos a Neisseria gonorrhoeae. Quando se suspeite ou saiba que as infeções do tracto genital supramencionadas são devidas a Neisseria gonorrhoeae, é particularmente importante obter informacção local sobre a prevalência de resistência à Ciprofloxacina e confirmar a sensibilidade com base em análises laboratoriais. Infecções do tracto gastrointestinal (ex. diarreia do viajante) Infecções intra-abdominais Infecções da pele e tecidos moles causadas por bactérias Gram-negativas Otite externa maligna Infecções dos ossos e articulações Tratamento de infeções em doentes neutropénicos Profilaxia de infeções em doentes neutropénicos Profilaxia de infeções invasivas por Neisseria meningitidis Antraz por inalação (profilaxia pós-exposição e tratamento curativo) Crianças e adolescentes Infecções bronco-pulmonares na fibrose quística causadas por Pseudomonas aeruginosa Infecções complicadas do tracto urinário e pielonefrite Antraz por inalação (profilaxia pós-exposição e tratamento curativo) A Ciprofloxacina também pode ser utilizada no tratamento de infeções graves em crianças e adolescentes, quando tal se considerar necessário. O tratamento deve ser iniciado apenas por médicos com experiência no tratamento de fibrose quística e/ou infeções graves em crianças e adolescentes. Hipersensibilidade à Ciprofloxacina, ou a outras quinolonas. Administração concomitante de Ciprofloxacina e tizanidina. |
Ciprofloxacin (INN: CIPROFLOXACIN, ATC J01MA01) and Levofloxacin (INN: LEVOFLOXACIN, ATC J01MA01) differ in active substance, indications, and safety profile. The table above summarizes the clinical differences from regulatory documents.
Combination safety depends on mechanisms and your health profile. Use our interactions checker and always consult your doctor or pharmacist before combining medications.
Both drugs are approved when used per label. Safety is patient-specific — the better choice depends on your condition, other medications, allergies, and comorbidities. Consult a healthcare professional for personalized advice.
Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
| A levofloxacina é um antibiótico utilizado para tratar infeções dos seios nasais, pulmões (como por exemplo uma pneumonia), rins e vias urinárias, próstata, pele e tecidos moles (incluindo a gordura e os músculos). Em adultos com infeções de gravidade ligeira ou moderada, a Levofloxacina é indicada para o tratamento das seguintes infeções, quando causadas por microrganismos sensíveis à levofloxacina: Sinusite aguda (diagnosticada de forma adequada em conformidade com as orientações nacionais e/ou locais para o tratamento de infeções das vias respiratórias, e quando se considera que não é adequada a utilização de agentes antibacterianos geralmente recomendados para o tratamento inicial desta infecão ou quando estes não resolveram a infeção); Exacerbações agudas de bronquite crónica (diagnosticada de forma adequada em conformidade com as orientações nacionais e/ou locais para o tratamento de infeções das vias respiratórias, e quando se considera que não é adequada a utilização de agentes antibacterianos geralmente recomendados para o tratamento inicial desta infeção ou quando estes não resolveram a infeção), Pneumonia adquirida na comunidade (quando se considera que não é adequada a utilização de agentes antibacterianos geralmente recomendados para o tratamento inicial desta infeção); Apenas para os comprimidos de 250 mg: infeções das vias urinárias sem complicações infeções das vias urinárias com complicações (incluindo pielonefrite); Prostatite bacteriana crónica; infeções da pele e tecidos moles. Levofloxacina é contraindicada: em doentes com hipersensibilidade à levofloxacina, em doentes com epilepsia, em doentes com antecedentes de afeções tendinosas relacionadas com a administração de fluoroquinolonas, em crianças e adolescentes em crescimento (até aos 18 anos de idade) durante a gravidez, em mulheres que estão a amamentar. |
| Efeitos secundários | Efeitos secundários frequentes (entre 1 e 10 em cada 100 pessoas podem provavelmente vir a ter): - náusea, diarreia - dores articulares nas crianças Efeitos secundários pouco frequentes (entre 1 e 10 em cada 1.000 pessoas podem provavelmente vir a ter): - super-infeções por fungos – uma elevada concentração de eosinófilos, um tipo de glóbulos brancos perda de apetite (anorexia) - hiperactividade ou agitação - dor de cabeça, tonturas, problemas de sono, ou alterações do paladar - vómitos, dor abdominal, problemas digestivos tais como mal-estar gástrico (indigestão/azia), ou gases - quantidades aumentadas de certas substâncias no sangue (transaminases e/ou bilirrubina) - erupção cutânea, comichão, ou urticária - dores articulares nos adultos - função renal fraca - dores nos músculos ou ossos, sensação de mal-estar (astenia), ou febre - aumento da fosfatase alcalina no sangue (uma certa substância no sangue) Efeitos secundários raros (entre 1 e 10 em cada 10.000 pessoas podem provavelmente vir a ter): - inflamação do intestino (colite) associada ao uso de antibióticos (pode ser fatal em casos muito raros) - alterações na contagem de células sanguíneas (leucopenia, leucocitose, neutropenia, anemia), quantidades aumentadas ou reduzidas de um fator de coagulação sanguíneo (trombocitos) - reação alérgica, inchaço (edema), ou inchaço rápido da pele e membranas mucosas (angioedema) - açúcar no sangue aumentado (hiperglicemia) - confusão, desorientação, reações de ansiedade, sonhos estranhos, depressão ou alucinações - picadas, sensibilidade anormal a estímulos dos sentidos, sensibilidade cutânea diminuída, tremor, convulsões, ou vertigens problemas de visão - zumbidos, perda de audição, audição comprometida - ritmo cardíaco rápido (taquicardia) - expansão dos vasos sanguíneos (vasodilatação), baixa pressão sanguínea, ou desfalecimento - dificuldade em respirar, incluindo sintomas de asma - problemas de fígado, icterícia (icterícia colestática), ou hepatite - sensibilidade à luz - dor muscular, inflamação das articulações, aumento do tónus muscular, ou cãibras - falência dos rins, sangue ou cristais na urina - inflamação do tracto urinário - retenção de líquidos ou sudação excessiva - níveis anormais de um fator da coagulação (protrombina) ou níveis aumentados da enzima amilase Efeitos secundários muito raros (menos de 1 em cada 10.000 pessoas podem provavelmente vir a ter): - um tipo especial de redução da contagem de glóbulos vermelhos (anemia hemolítica); - uma redução perigosa de um tipo de glóbulos brancos (agranulocitose); - uma redução do número de glóbulos vermelhos e brancos e de plaquetas (pancitopenia) que pode ser fatal; e depressão da medula óssea que também pode ser fatal - reações alérgicas graves (reação anafiláctica ou choque anafiláctico, que pode ser fatal - doença do soro) - perturbações mentais (reações psicóticas) - enxaqueca, coordenação perturbada, andar cambaleante (perturbações da marcha), perturbação dos sentidos; sensibilidade olfactiva (perturbações do olfacto); pressão no cérebro (pressão intracraniana) - distorção visual das cores - inflamação da parede dos vasos sanguíneos (vasculite) - pancreatite - morte de células do fígado (necrose hepática) conduzindo, muito raramente, a falência do fígado que pode pôr a vida em perigo - pequenas hemorragias sob a pele, como cabeças de alfinete (petéquias); várias erupções cutâneas ou exantema (por exemplo, síndrome de Stevens-Johnson potencialmente fatal ou necrólise epidérmica tóxica) - fraqueza muscular, inflamação dos tendões, ruptura dos tendões - especialmente do tendão grande na parte de trás do tornozelo (tendão de Aquiles); agravamento dos sintomas de miastenia gravis Frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis) - problemas associados com o sistema nervoso tais como dor, queimadura, formigueiro, entorpecimento e/ou fraqueza nas extremidades. - anomalias graves do ritmo cardíaco, batimento cardíaco irregular (Torsades de Pointes). | Infeções e infestações Pouco frequentes: infeção fúngica (e proliferação de outros micro-organismos resistentes) Doenças do sangue e do sistema linfático Pouco frequentes: leucopenia, eosinofilia Raros: trombocitopenia, neutropenia Muito raros: agranulocitose Desconhecido: pancitopenia, anemia hemolítica Doenças do sistema imunitário Muito raros: choque anafiláctico Podem ocorrer por vezes reações anafilácticas e anafilactóides mesmo após a primeira dose Desconhecido: hipersensibilidade Doenças do metabolismo e da nutrição Pouco frequentes: anorexia Muito raros: hipoglicemia, especialmente em doentes diabéticos Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequentes: insónia, nervosismo Raros: reações psicótica, depressão, estado confusional, agitação, ansiedade Muito raros: reações psicóticas incluindo comportamento auto-destrutivo incluindo ideias e actos suicidas, alucinações Doenças do sistema nervoso Pouco frequentes: tonturas, cefaleias, sonolência Raros: convulsões, tremores, parestesia Muito raros: neuropatia periférica sensorial e sensorio-motora, disgeusia incluindo ageusia, parosmia incluindo anosmia Afeções oculares Muito raros: perturbações visuais Afeções do ouvido e do labirinto Pouco frequentes: vertigens Muito raros: perturbação da audição Desconhecido: acufenos Cardiopatias Raros: taquicardia Desconhecido: arritmia ventricular e torsades de pointes (notificadas predominantemente em doentes com fatores de risco para prolongamento de QT), prolongamento de QT no electrocardiograma. Vasculopatias Raros: hipotensão Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Raros: broncospasmo, dispneia Muito raros: pneumonite alérgica Doenças gastrointestinais Frequentes: diarreia, náuseas Pouco frequentes: vómitos, dor abdominal, dispepsia, flatulência, obstipação Raros: diarreia hemorrágica que, em casos muito raros, pode indicar uma enterocolite, incluindo colite pseudomembranosa Afeções hepatobiliares Frequentes: aumento das enzimas hepáticas (ALT/AST, fosfatase alcalina, γGT) Pouco frequentes: aumento da bilirrubina sanguínea Muito raros: hepatite Desconhecido: icterícia e lesão hepática grave, incluindo casos de insuficiência hepática aguda, foram notificados com a levofloxacina, principalmente em doentes com doenças subjacentes graves. Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Pouco frequentes: exantema cutâneo, prurido Raros: urticária Muito raros: edema angioneurótico, reação de fotossensibilidade Desconhecido: necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, hiperhidrose Podem ocorrer por vezes reações mucocutâneas mesmo após a primeira dose Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Raros: afeções tendinosas incluindo tendinite (p. ex., tendão de Aquiles), artralgia, mialgia Muito raros: ruptura de tendões. Este efeito indesejável pode ocorrer no período de 48 horas após o início do tratamento e pode ser bilateral, fraqueza muscular que pode ser especialmente importante em doentes com miastenia grave Desconhecido: rabdomiólise Doenças renais e urinárias Pouco frequentes: aumento da creatinina sanguínea Muito raros: insuficiência renal aguda (p. ex., devida a nefrite intersticial) Perturbações gerais e alterações no local de administração Pouco frequentes: astenia Muito raros: pirexia Desconhecido: dor (incluindo dor nas costas, tórax e extremidades) Outros efeitos indesejáveis que foram associados com a administração de fluoroquinolonas incluem: sintomas extrapiramidais e outras perturbações da coordenação muscular, vasculite devida a hipersensibilidade, crises de porfiria em doentes com porfiria. |
|---|
| Avisos | Gravidez Gravidez: Como medida preventiva, é preferível evitar a utilização de Ciprofloxacina durante a gravidez. Aleitamento Aleitamento: A Ciprofloxacina não deve ser utilizada durante a amamentação. Insuf. Hepática Insuf. Hepática: Ver Quinolonas. Insuf. Renal Insuf. Renal: Reduzir dose em 25 a 50% na IR moderada a grave. Condução Condução: Devido aos seus efeitos neurológicos, a Ciprofloxacina pode afectar os tempos de reacção. Assim, a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas pode ficar comprometida. Infeções graves e infeções mistas com agentes patogénicos Gram-positivos e anaeróbicos A Ciprofloxacina em monoterapia não é adequada para tratamento de infeções graves e infeções que possam ser devidas a agentes patogénicos Gram-positivos ou anaeróbicos. Nessas infeções, a Ciprofloxacina tem de ser co-administrada com outros agentes antibaterianos apropriados. Infeções estreptocócicas (incluindo Streptococcus pneumoniae) Não se recomenda a Ciprofloxacina para o tratamento de infeções estreptocócicas devidas a eficácia inadequada. Infeções do tracto genital Orqui-epididimite e doenças inflamatórias pélvicas podem ser causadas por Neisseria gonorrhoeae resistente a fluoroquinolonas. A Ciprofloxacina deve ser co-administrada com outro agente antibateriano apropriado, a não ser que se possa excluir a Neisseria gonorrhoeae resistente a Ciprofloxacina. Se não ocorrer melhoria clínica após 3 dias de tratamento, a terapêutica deve ser reconsiderada. Infeções intra-abdominais Há dados limitados sobre a eficácia de Ciprofloxacina no tratamento de infeções intra-abdominais pós-cirúrgicas. Diarreia do viajante A escolha de Ciprofloxacina deve ter em linha de conta informação sobre resistência à Ciprofloxacina em agentes patogénicos relevantes, nos países visitados. Infeções dos ossos e articulações A Ciprofloxacina deve ser usada em combinação com outros agentes antimicrobianos, dependendo dos resultados da documentacção microbiológica. Antraz por inalação A utilização no Homem é baseada nos dados de sensibilidade in vitro e nos dados experimentais em animais conjuntamente com dados limitados em humanos. Os clínicos devem seguir os documentos consensuais nacionais e/ou internacionais, referentes ao tratamento do antraz. Crianças e adolescentes A utilização de Ciprofloxacina em crianças e adolescentes deve seguir as orientações oficiais. O tratamento com Ciprofloxacina apenas deve ser iniciado por médicos com experiência no tratamento de fibrose quística e/ou infeções graves em crianças e adolescentes. Foi demonstrado que a Ciprofloxacina provoca artropatia nas articulações de suporte de peso em animais imaturos. Dados de segurança de um estudo aleatório, duplamente cego, sobre o uso de Ciprofloxacina em crianças (Ciprofloxacina: n=335; idade média = 6,3 anos; comparadores: n=349, idade média = 6,2 anos; intervalo de idades = 1 a 17 anos) revelou, no Dia +42, uma incidência de artropatia suspeita de estar relacionada com o fármaco (diferenciada a partir de sinais e sintomas clínicos relacionados com as articulações) de 7,2% e 4,6%. A incidência de artropatia relacionada com o fármaco após 1 ano de follow-up foi de 9,0% e 5,7%, respetivamente. O aumento, ao longo do tempo, de casos de artropatia suspeita de estar relacionada com o fármaco não foi estatisticamente significativo entre os grupos. O tratamento deve ser iniciado somente após uma criteriosa avaliação benefício/risco, devido a possíveis efeitos adversos associados às articulações e/ou tecidos adjacentes. Infeções broncopulmonares na fibrose quística Os ensaios clínicos incluíram crianças e adolescentes entre os 5-17 anos. A experiência no tratamento de crianças entre 1 e 5 anos de idade é mais limitada. Infeções complicadas do tracto urinário e pielonefrite Deve considerar-se o tratamento com Ciprofloxacina de infeções do tracto urinário quando outros tratamentos não possam ser usados, e deve ser fundamentado em resultados da documentação microbiológica. Os ensaios clínicos incluíram crianças e adolescentes entre os 1-17 anos. Outras infeções graves específicas Outras infeções graves de acordo com as orientações oficiais, ou após cuidadosa avaliação do benefício-risco quando outros tratamentos não possam ser usados, ou após falha da terapêutica convencional e quando a documentação microbiológica possa justificar a utilização de Ciprofloxacina. A utilização de Ciprofloxacina para outras infeções graves específicas que não as supramencionadas não foi avaliada em ensaios clínicos e a experiência clínica é limitada. Consequentemente, aconselha-se precaução no tratamento de doentes com estas infeções. Hipersensibilidade Podem ocorrer reações alérgicas ou de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia e reações anafilatóides, após uma dose única e podem ser ameaçadoras da vida. Se tais reações ocorrerem, a Ciprofloxacina deve ser descontinuada e é requerido um tratamento médico adequado Sistema Musculosquelético A Ciprofloxacina não deve, de uma forma geral, ser utilizada em doentes com antecedentes de doença/alteração dos tendões relacionada com o tratamento com quinolonas. Ainda assim, em circunstâncias muito raras, após documentação microbiológica do organismo causador e avaliação da relação risco/benefício, a Ciprofloxacina pode ser prescrita a estes doentes para o tratamento de determinadas infeções graves, particularmente no caso de falha da terapêutica padrão ou resistência bateriana, quando os dados microbiológicos possam justificar a utilização de Ciprofloxacina. Pode ocorrer tendinite e ruptura dos tendões (especialmente do tendão de Aquiles), por vezes bilateral, com Ciprofloxacina, logo nas primeiras 48 horas de tratamento. O risco de tendinopatia pode ser aumentado em doentes idosos ou em doentes sob terapia concomitante com corticosteróides. Se surgir qualquer sinal de tendinite (ex.edema doloroso, inflamação), o tratamento com Ciprofloxacina deve ser interrompido. Deve ter-se o cuidado de manter o membro afetado em repouso. A Ciprofloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes com miastenia gravis. Fotossensibilidade A Ciprofloxacina demonstrou causar reações de fotossensibilidade. Os doentes a tomar Ciprofloxacina devem ser aconselhados a evitar a exposição directa à luz solar excessiva ou radiação UV durante o tratamento. Sistema Nervoso Central Sabe-se que as quinolonas desencadeiam convulsões ou diminuem o limiar das convulsões. A Ciprofloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes com perturbações do SNC que possam ter predisposição para convulsões. Caso ocorram convulsões, a Ciprofloxacina deve ser interrompida. Podem ocorrer reações psiquiátricas após a primeira administração de Ciprofloxacina. Em casos raros, a depressão ou psicose podem progredir para comportamentos auto-destrutivos. Nestes casos, a Ciprofloxacina deve ser interrompida. Foram relatados casos de polineuropatia (baseado em sintomas neurológicos tais como dor, queimadura, perturbações sensoriais ou fraqueza muscular, isolados ou em combinação) em doentes a receberem Ciprofloxacina. A Ciprofloxacina deve ser descontinuada em doentes que experimentem sintomas de neuropatia, incluindo dor, queimadura, formigueiro, entorpecimento, e/ou fraqueza, de forma a prevenir o desenvolvimento de uma situação irreversível. Perturbações cardíacas Uma vez que a Ciprofloxacina está associada com casos de prolongamento QT, deve exercer-se precaução aquando do tratamento de doentes em risco para arritmia torsades de pointes. Sistema Gastrointestinal A ocorrência de diarreia grave e persistente durante ou após o tratamento (incluindo várias semanas após o tratamento) pode indicar uma colite associada a antibióticos (com perigo de vida e possível desfecho fatal), requerendo tratamento imediato. Em tais casos, a Ciprofloxacina deve ser imediatamente interrompida e iniciar-se uma terapêutica adequada. Os medicamentos antiperistálticos estão contraindicados nesta situação. Sistemas renal e urinário Foi notificada cristalúria relacionada com a utilização de Ciprofloxacina. Os doentes a receberem Ciprofloxacina devem ser bem hidratados e deve-se evitar a excessiva alcalinidade da urina. Sistema hepatobiliar Foram notificados casos de necrose hepática e falência hepática com perigo de vida, com Ciprofloxacina. Na eventualidade de quaisquer sinais e sintomas de doença hepática (tais como anorexia, iterícia, urina escura, prurido ou dor abdominal), o tratamento deve ser interrompido. Deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase Foram relatadas reações hemolíticas com Ciprofloxacina em doentes com deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase. A utilização de Ciprofloxacina deve ser evitada nestes doentes a não ser que o potencial benefício seja superior ao possível risco. Neste caso, a potencial ocorrência de hemólise deve ser monitorizada. Resistência Durante ou após o tratamento com Ciprofloxacina, as batérias que demonstram resistência à Ciprofloxacina podem ser isoladas, com ou sem uma super-infeção clinicamente aparente. Pode existir um risco particular de seleccionar batérias resistentes à Ciprofloxacina durante tratamentos de longa duração e aquando do tratamento de infeções nosocomiais e/ou infeções causadas por espécies de Staphylococcus e Pseudomonas. Citocromo P450 A Ciprofloxacina inibe o CYP1A2, pelo que pode aumentar as concentrações séricas de substâncias metabolizadas por esta enzima, administradas concomitantemente (ex. teofilina, clozapina, ropinirol, tizanidina). A co-administração de Ciprofloxacina e tizanidina está contraindicada. Assim, os doentes que estejam a tomar estas substâncias concomitantemente com Ciprofloxacina devem ser monitorizados de perto para detecção de sinais clínicos de sobredosagem, e pode ser necessário proceder à determinação das concentrações séricas (ex. de teofilina). Metotrexato A utilização concomitante de Ciprofloxacina com metotrexato não é recomendada Interação com testes A atividade in-vitro da Ciprofloxacina contra o Mycobaterium tuberculosis pode originar resultados laboratoriais bateriológicos falsos negativos em amostras de doentes correntemente a tomarem Ciprofloxacina. Não tome Ciprofloxacina conjuntamente com tizanidina, porque tal pode causar efeitos secundários tais como baixa pressão arterial e sonolência. Sabe-se que os seguintes medicamentos interagem com Ciprofloxacina no seu organismo. Tomar Ciprofloxacina conjuntamente com estes medicamentos pode influenciar o efeito terapêutico desses medicamentos. Também pode aumentar a probabilidade de ocorrerem efeitos secundários. Informe o Médico se estiver a tomar: – varfarina ou outros anticoagulantes orais (para diluir o sangue) – probenecide (para a gota) – metotrexato (para certos tipos de cancro, psoríase, artrite reumatóide) – teofilina (para problemas respiratórios) – tizanidina (para espasticidade muscular na esclerose múltipla) – clozapina (um antipsicótico) – ropinirol (para a doença de Parkinson) – fenitoína (para a epilepsia). A Ciprofloxacina pode aumentar os níveis dos seguintes medicamentos no seu sangue: – pentoxifilina (para problemas circulatórios) – cafeína. Alguns medicamentos reduzem o efeito da Ciprofloxacina. Informe o Médico se toma ou pensa tomar: – antiácidos – suplementos minerais – sucralfato – um quelante de fósforo polimérico (ex. sevelamer). – medicamentos ou suplementos contendo cálcio, magnésio, alumínio ou ferro. Se estes produtos são essenciais, tome Ciprofloxacina cerca de duas horas antes, ou pelo menos quatro horas depois de os tomar. | Gravidez Gravidez: Não deve tomar Levofloxacina se estiver grávida. Aleitamento Aleitamento: Não deve tomar Levofloxacina se estiver a amamentar. Insuf. Renal Insuf. Renal: Reduzir dose em 50% na IR ligeira; reduzir dose e consultar literatura específica na IR moderada a grave. Condução Condução: A levofloxacina pode causar tonturas, sonolência, problemas visuais e confusão. Se sentir quaisquer efeitos não conduza. Nos casos mais graves de pneumonia pneumocócica, Levofloxacina pode não ser a terapêutica óptima. As infeções nosocomiais causadas pela P. Aeruginosa podem exigir uma terapêutica de associação. Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) A levofloxacina não é eficaz contra infeções causadas pelo MRSA. Em infeções que se suspeita serem causadas pelo MRSA, a levofloxacina deve ser associada a outra substância aprovada para o tratamento de infeções causadas por MRSA. Tendinite e ruptura de tendões Pode ocorrer raramente uma tendinite. Envolve com mais frequência o tendão de Aquiles e pode causar a ruptura de tendões. Existe um maior risco de tendinite e de ruptura de tendões nos idosos e em doentes medicados com corticosteróides. Portanto, é necessária uma monitorização regular destes doentes se for prescrito Levofloxacina. Todos os doentes devem consultar o médico se tiverem sintomas de tendinite. No caso de suspeita de tendinite, o tratamento com Levofloxacina deve ser imediatamente interrompido, devendo ser iniciado o tratamento apropriado para o tendão afetado (por exemplo, imobilização). Doença associada ao Clostridium difficile A ocorrência de diarreia, especialmente se for grave, persistente e/ou sanguinolenta, durante ou após o tratamento com Levofloxacina, pode ser sintomática de doença associada ao Clostridium difficile, cuja forma mais grave é a enterocolite pseudomembranosa. No caso de suspeita de enterocolite pseudomembranosa, o tratamento com Levofloxacina deve ser imediatamente interrompido e os doentes devem ser tratados imediatamente com medidas de suporte e terapêutica específica (por exemplo, metronidazol ou vancomicina oral). Os medicamentos que inibem o peristaltismo são contraindicados nesta situação clínica. Doentes predispostos a convulsões Levofloxacina é contraindicado em doentes com uma história de epilepsia e, como com outras quinolonas, deve ser utilizado com extrema precaução em doentes com predisposição para convulsões, como por exemplo doentes com lesão pré-existente do sistema nervoso central, doentes em tratamento concomitante com fenbufeno e anti-inflamatórios não esteróides similares ou com medicamentos que diminuem o limiar convulsivo cerebral, como a teofilina. No caso de crises convulsivas, o tratamento com levofloxacina deve ser descontinuado. Doentes com deficiência da G-6-fosfato desidrogenase Doentes com deficiência latente ou existente da atividade da glucose-6-fosfato desidrogenase podem ser susceptíveis a reações hemolíticas quando tratados com antibacterianos da classe das quinolonas; portanto, a levofloxacina deve ser utilizada com precaução. Doentes com compromisso renal Como a levofloxacina é excretada principalmente pelos rins, a dose de Levofloxacina deve ser ajustada em doentes com compromisso renal. Reações de hipersensibilidade A levofloxacina pode causar reações de hipersensibilidade graves, potencialmente fatais (por exemplo, desde angioedema até choque anafiláctico), ocasionalmente após a dose inicial. Os doentes devem interromper imediatamente o tratamento e contactar o médico ou um médico de urgência, que iniciará as medidas de emergência adequadas. Hipoglicemia Tal como com todas as quinolonas, foi notificada hipoglicemia geralmente em doentes diabéticos submetidos a tratamento concomitante com um hipoglicemiante oral (por exemplo, glibenclamida) ou com insulina. Nestes doentes diabéticos, recomenda-se a monitorização frequente da glicemia. Prevenção de fotossensibilização Embora a fotossensibilização seja muito rara com a levofloxacina, recomenda-se que os doentes não se exponham desnecessariamente à luz solar intensa ou a radiação UV artificial (por exemplo, lâmpada de raios solares, solário), a fim de evitar a fotossensibilização. Doentes tratados com antagonistas da vitamina K Devido ao possível aumento dos valores dos testes de coagulação (TP/INR - tempo de protrombina/razão internacional normalizada) e/ou de hemorragia em doentes tratados com levofloxacina em associação com um antagonista da vitamina K (por exemplo, varfarina), os testes de coagulação devem ser monitorizados quando estes medicamentos são administrados concomitantemente. Reações psicóticas Foram notificadas reações psicóticas em doentes medicados com quinolonas, incluindo a levofloxacina. Em casos muito raros, estas progrediram para ideação suicida e comportamento auto-destrutivo, por vezes após apenas uma dose de levofloxacina. No caso do doente desenvolver estas reações, a levofloxacina deve ser interrompida e devem ser instituídas as medidas apropriadas. Aconselha-se precaução se a levofloxacina for utilizada em doentes psicóticos ou em doentes com antecedentes de doença do foro psiquiátrico. Cardiopatias Devem tomar-se precauções quando se utilizam fluoroquinolonas, incluindo levofloxacina, em doentes com fatores de risco conhecidos para prolongamento do intervalo QT como, por exemplo: - síndrome congénita de QT longo - utilização concomitante de medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (por exemplo, antiarrítmicos das Classes IA e III, antidepressores tricíclicos, macrólidos). - desequilíbrio electrolítico não corrigido (por exemplo, hipocaliemia, hipomagnesiemia) - idosos - cardiopatia (por exemplo, insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, bradicardia). Neuropatia periférica Em doentes medicados com fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina, foi notificada neuropatia periférica sensorial e sensorio-motora cujo início pode ser rápido. A levofloxacina deve ser interrompida se o doente apresentar sintomas de neuropatia a fim de prevenir o desenvolvimento de uma situação irreversível. Opióides Em doentes tratados com levofloxacina, a determinação de opióides na urina pode dar resultados positivos falsos. Pode ser necessário confirmar rastreios positivos de opióides utilizando um método mais específico. Afeções hepatobiliares Foram notificados casos de necrose hepática incluindo insuficiência hepática com risco de vida com a levofloxacina, principalmente em doentes com doenças subjacentes graves, como por exemplo, sépsis. Os doentes devem ser aconselhados a interromper o tratamento e a contactar o médico caso se desenvolvam sinais e sintomas de doença hepática como anorexia, icterícia, urina escura, prurido ou abdómen sensível. |
|---|