A Amoxicilina liga-se bem à proteína de ligação à penicilina 1A (PBP-1A) localizada no interior da célula bacteriana.
As penicilinas acilato a transpeptidase C-terminal de domínio sensível à penicilina mediante da abertura do anel de lactama.
Esta inactivação da enzima evita a formação de uma ligação-cruzada de duas cadeias de peptidoglicano lineares, a inibição da terceira e última fase da síntese da parede celular bacteriana.
A lise celular é, então, mediada por enzimas da parede celular bacteriana autoliticas bacterianas tais como autolisinas; é possível que a Amoxicilina interfira com um inibidor de autolisina.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
A prescrição em mulheres grávidas deve ser feita cautelosamente.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose ou prolongar intervalo de administração para 8-12 horas na IR grave; erupções cutâneas mais frequentes.
Advertências
Antes de iniciar a terapêutica com Amoxicilina, deve investigar-se a ocorrência prévia de reacções de hipersensibilidade a penicilinas ou cefalosporinas.
A sensibilidade cruzada entre penicilinas e cefalosporinas está bem documentada.
Foram registadas reacções de hipersensibilidade graves e ocasionalmente fatais (anafilaxia) em doentes a tomar antibióticos beta-lactâmicos. Se ocorrer reacção alérgica, a Amoxicilina deve ser descontinuada e instituída uma terapêutica alternativa apropriada.
As reacções anafilácticas graves requerem tratamento de emergência com adrenalina, podendo ser necessário administrar oxigénio e corticosteróides por via intravenosa ou mesmo recorrer a ventilacção assistida, incluindo intubação.
A Amoxicilina deve ser evitada em caso de suspeita de mononucleose infecciosa, pois a ocorrência de uma erupção morbiliforme tem sido associada a esta patologia, após o uso de Amoxicilina.
A administração prolongada de Amoxicilina pode ocasionalmente levar ao crescimento de micro-organismos não sensíveis.
Tem sido referido colite pseudomembranosa de ligeira a fatal relacionada com a utilização de antibióticos de largo espectro incluindo Amoxicilina. Deste modo é importante ser considerado o seu diagnóstico em doentes que desenvolvam diarreia subsequente à administração de agentes antibacterianos.
O tratamento com antibióticos de largo espectro altera a flora normal do cólon e podem provocar um aumento do crescimento de Clostridium. Estudos indicam que a toxina produzida pelo Clostridium difficile é a principal causa de colite associada a antibióticos.
Após efectuado diagnóstico de colite pseudomembranosa, devem ser implementadas medidas terapêuticas apropriadas. Os casos de colite pseudomembranosa ligeira respondem normalmente apenas à interrupção do tratamento.
Os casos de colite pseudomembranosa moderada a grave, devem ser controlados com fluídos e electrólitos, e tratados com um fármaco antibacteriano clinicamente eficaz contra Clostridium difficile.
Embora raramente, foi referido o prolongamento do tempo de protrombina em doentes a tomar Amoxicilina. Recomenda-se uma monitorização apropriada quando anticoagulantes são prescritos concomitantemente com Amoxicilina.
Pode ser necessário ajustar a dose de anticoagulantes em administração concomitante com amoxicilina. Pode ser necessário ajustar a dose de digoxina quando esta for administrada simultaneamente com Amoxicilina.
Os níveis séricos de Metotrexato devem ser monitorizados quando houver administração concomitante com amoxicilina.
Precauções
A posologia deve ser ajustada em doentes com insuficiência renal.
Em doentes com baixo débito urinário, ocorreu muito raramente cristalúria, predominantemente com a terapêutica parentérica.
Durante a administração de doses elevadas de amoxicilina deve manter-se um aporte hídrico e um débito urinário adequados, por forma a reduzir o risco de cristalúria devido à Amoxicilina.