⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não é recomendada a administração de Ramipril durante o primeiro trimestre de gravidez e é contraindicada durante o segundo e terceiros trimestres da gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
A administração de ramipril não é recomendada, sendo preferível a administração de tratamentos alternativos com um perfil de segurança melhor estabelecido durante o aleitamento, especialmente, enquanto decorrer a amamentação de um recém-nascido ou de um bebé prematuro.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Ver IECAs.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver IECAs.
Condução
Condução:
Alguns efeitos adversos (por ex. sintomas de diminuição da pressão arterial como as tonturas) podem diminuir a capacidade de concentração e de reacção do doente e, consequentemente, constituírem um risco nas situações em que estas capacidades são particularmente importantes (por ex. conduzir ou utilizar máquinas). Esta situação pode ocorrer especialmente no início do tratamento, ou quando se procede à alteração a partir de outras preparações. Durante várias horas após a administração da primeira dose ou dos aumentos subsequentes de dose não é aconselhável conduzir ou utilizar máquinas.
Populações especiais
Gravidez: inibidores da ECA como por exemplo o ramipril, ou Antagonistas dos receptores da Angiotensina II (ARAIIs) não devem ser iniciados durante a gravidez.
A menos que a terapia continuada com inibidor da ECA/ARAIIs seja considerada essencial, as doentes que planeiam engravidar devem ter o seu tratamento alterado para anti-hipertensores alternativos que possuam um perfil de segurança de utilização durante a gravidez estabelecido.
Quando a gravidez for diagnosticada, o tratamento com inibidores da ECA/ARAIIs deve ser imediatamente interrompido e, se necessário, iniciada a terapêutica alternativa.
Doentes com maior risco de hipotensão
- Doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente activado
Os doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente activado encontram-se em risco de diminuição aguda e pronunciada da pressão sanguínea e deterioração da função renal devido à inibição da ECA, especialmente quando lhes é administrado um inibidor da ECA ou um diurético concomitantemente pela primeira vez ou é efectuado um primeiro incremento de dose.
Uma activação significativa do sistema renina-angiotensina-aldosterona deve ser antecipada, sendo necessária vigilância médica, incluindo, monitorização da pressão sanguínea, por exemplo em:
- doentes com hipertensão grave
- doentes com insuficiência cardíaca congestiva descompensada
- doentes com impedimento do enchimento ou esvaziamento do ventrículo esquerdo hemodinamicamente relevante (p.ex., estenose da válvula mitral ou aórtica).
- doentes com estenose unilateral da artéria renal com um segundo rim funcional
- doentes com deplecção salina ou de fluidos estabelecida ou que a possam vir a desenvolver (incluindo doentes que tomem diuréticos)
- doentes com cirrose hepática e/ou ascite
- doentes submetidos a uma cirurgia extensa ou durante a anestesia com agentes que provoquem hipotensão.
Geralmente, é recomendável proceder à correção da desidratação, hipovolémia ou deplecção salina antes de iniciar o tratamento (em doentes com insuficiência cardíaca, contudo, tais acções correctivas devem ser ponderadas cuidadosamente face ao risco de sobrecarga de volume).
- Insuficiência cardíaca reversível ou persistente após enfarte do miocárdio (EM)
- Doentes com risco de isquemia cardíaca ou cerebral em caso de hipotensão aguda
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial.
Cirurgia
Recomenda-se, sempre que possível, que o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, como é o caso do ramipril, seja descontinuado um dia antes da cirurgia.
Monitorização da função renal.
A função renal deve ser avaliada antes e durante o tratamento e a dose ajustada especialmente durante as semanas iniciais do tratamento.
É necessário efectuar uma monitorização particularmente cuidadosa em doentes com compromisso da função renal.
Existe um risco de diminuição da função renal, particularmente em doentes com insuficiência cardíaca congestiva ou após um transplante renal.
Angioedema
Foi notificado angioedema em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o ramipril.
Em caso de angioedema o Ramipril deve ser descontinuado.
A terapia de emergência deve ser instituída de imediato.
Os doentes devem ser mantidos em observação durante pelo menos 12 a 24 horas e ter alta médica após a resolução completa dos sintomas.
Foi notificado angioedema intestinal em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o Ramipril.
Estes doentes apresentam dor abdominal (com ou sem náuseas ou vómitos).
Reacções anafilácticas durante a dessensibilização
A probabilidade e gravidade das reacções anafilácticas e anafilactóides ao veneno de insectos e outros alérgenos são incrementadas sob inibição da ACE.
Deve considerar-se uma descontinuação temporária do Ramipril antes de iniciar o processo de dessensibilização.
Hipercaliemia
Foi observada hipercaliemia em alguns doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o Ramipril.
Os doentes em risco de desenvolverem hipercaliemia incluem aqueles com compromisso da função renal, idade (> 70 anos), diabetes mellitus não controlada, ou aqueles que utilizam sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias activas que aumentam a quantidade de potássio no plasma ou situações como a desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica.
Se a utilização concomitante dos agentes acima mencionados for considerada apropriada, recomenda-se a monitorização regular do potássio sérico.
Neutropenia/agranulocitose
Foram muito raramente notificados casos de neutropenia/agranulocitose, bem como de trombocitopenia, anemia e depressão da medula óssea.
Recomenda-se a monitorização da contagem das células brancas sanguíneas de forma a permitir a detecção de uma possível leucopenia.
É aconselhável uma monitorização mais frequente na fase inicial do tratamento e em doentes com compromisso da função renal, doentes com doença do colagénio concomitante (ex. lúpus eritematoso ou esclerodermia), e os que estejam a ser tratados com outros produtos medicinais que possam causar alterações no quadro sanguíneo.
Diferenças étnicas
Os inibidores da ECA podem causar uma taxa mais elevada de angioedema em doentes de raça negra do que aos não pertencentes a esta raça.
Como quaisquer outros inibidores da ACE, o ramipril pode ser menos eficaz na diminuição da pressão sanguínea em indivíduos de raça negra do que em doentes que não pertença a esta raça, possivelmente devido a uma maior prevalência de hipertensão associada a um nível de renina baixo na população de hipertensos de raça negra.
Tosse
Foi notificada tosse relacionada com a utilização de inibidores da ECA.
Caracteristicamente esta tosse é não produtiva, persistente e desaparece após a interrupção da terapêutica.
A tosse induzida pelos inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse.