Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
Descrição, Posologia, Efeitos secundários, Contraindicações. Data from EMA, URPL, openFDA and other regulatory sources.
| Ramipril | Lisinopril | |
|---|---|---|
| Substâncias ativas | RAMIPRIL | LISINOPRIL |
| Código ATC | C09AA05 | C09AA03 |
| Forma | — | TABLET |
| Posologia | — | 40 mg/1 |
| Via de administração | — | ORAL |
| Fabricante | ANGITA PHARMA INC. | PD-Rx Pharmaceuticals, Inc. |
| Indicações | • Tratar a pressão sanguínea alta (hipertensão) • Reduzir o risco ou atrasar o agravamento de problemas renais (quer tenha ou não diabetes) • Para tratar o coração quando este não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo (insuficiência cardíaca) • Tratamento a seguir a ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) quando complicado por insuficiência cardíaca. - Tratamento da hipertensão. - Tratamento da doença renal. - Nefropatia glomerular diabética incipiente conforme definido pela presença de microalbuminuria, - Nefropatia glomerular diabética clinicamente manifesta definida pela presença de macroproteinúria em doentes com pelo menos um factor de risco cardiovascular. - Nefropatia glomerular não diabética clinicamente manifesta, definida pela presença de macroproteinúria ≥ 3 g/dia. - Tratamento da insuficiência cardíaca sintomática. - Prevenção secundária na sequência de enfarte agudo do miocárdio: redução da mortalidade a partir da fase aguda do enfarte de miocárdio em doentes com sinais clínicos de insuficiência cardíaca com início há mais de 48 horas após um enfarte agudo do miocárdio. - Hipersensibilidade ao Ramipril ou a qualquer outro inibidor da ECA (Enzima de Conversão da Angiotensina). - História de angioedema (hereditário, idiopático ou devido a angioedema prévio com inibidores da ECA ou ARAIIs). - Tratamentos extracorporais que promovam o contacto do sangue com superfícies carregadas negativamente. - Estenose bilateral significativa da artéria renal ou estenose da artéria renal no caso de um único rim funcionante. - 2º e 3º trimestres da gravidez. - O ramipril não pode ser utilizado em doentes com um quadro de estado de instabilidade hipotensiva ou hemodinâmica. |
Ramipril (INN: RAMIPRIL, ATC C09AA05) and Lisinopril (INN: LISINOPRIL, ATC C09AA03) differ in active substance, indications, and safety profile. The table above summarizes the clinical differences from regulatory documents.
Combination safety depends on mechanisms and your health profile. Use our interactions checker and always consult your doctor or pharmacist before combining medications.
Both drugs are approved when used per label. Safety is patient-specific — the better choice depends on your condition, other medications, allergies, and comorbidities. Consult a healthcare professional for personalized advice.
Esta informação destina-se apenas a fins educativos. Não constitui aconselhamento médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
| – Hipertensão (pressão sanguínea elevada); – Insuficiência cardíaca; – Doença renal em doentes diabéticos e hipertensos; – Doentes estáveis que tiveram um ataque cardíaco nas últimas 24 horas (tratamento a curto prazo). O Lisinopril é recomendado em crianças (acima de 6 anos) apenas para o tratamento da pressão arterial elevada (hipertensão). Hipertensão: tratamento de hipertensão. Insuficiência cardíaca: tratamento da insuficiência cardíaca sintomática. Enfarte agudo do miocárdio: tratamento de curta duração (6 semanas) de doentes hemodinamicamente estáveis, nas 24 horas seguintes a um enfarte agudo do miocárdio. Complicações renais da diabetes mellitus: tratamento da doença renal nos doentes hipertensos com diabetes mellitus do tipo 2 e nefropatia incipiente. – Hipersensibilidade ao lisinopril ou a qualquer outro inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA). – História de edema angioneurótico relacionado com uma terapêutica anterior com inibidores da ECA. – Angioedema hereditário ou idiopático. – Segundo e terceiro trimestres de gravidez. – Lisinopril não deve ser utilizado em crianças com comprometimento renal grave. |
| Efeitos secundários | Pare de tomar Ramipril e consulte o médico imediatamente, se detectar qualquer um dos seguintes efeitos secundários graves – pode necessitar de tratamento médico urgente: • Inchaço da face, lábios ou garganta dificultando a respiração e o engolir, bem como comichão e erupção cutânea. Estes podem ser sinais de uma reacção alérgica grave ao Ramipril • reacções cutâneas graves incluindo erupções cutâneas, úlceras na sua boca, agravamento de uma doença de pele pré-existente, vermelhidão, bolhas ou descamação da pele (tal como Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica ou eritema multiforme). Informe imediatamente o médico se sentir: • Um batimento cardíaco mais acelerado, descompassado ou com esforço (palpitações), dor no peito, aperto no seu peito ou problemas mais graves incluindo ataque cardíaco e AVC • Falta de ar ou tosse. Estes podem ser sinais de problemas nos pulmões. • Maior facilidade em fazer nódoas negras, sangramento durante mais tempo do que o normal, qualquer sinal de sangramento (ex. sangramento das gengivas), manchas púrpuras, manchas de pele ou maior facilidade do que o habitual em contrair infecções, dor de garganta e febre, cansaço, desmaio, tonturas ou pele pálida. Estes podem ser sinais de problemas ao nível do sangue ou da medula óssea. • Dor de estômago grave que pode irradiar para as suas costas. Este pode ser sinal de uma pancreatite (inflamação do pâncreas) • Febre, arrepios, cansaço, perda de apetite, dor de estômago, mal-estar, amarelecimento da sua pele ou dos seus olhos (icterícia). Estes podem ser sinais de problemas no fígado como por exemplo hepatite (inflamação do fígado) ou de lesão no fígado. Outros efeitos secundários incluem: Informe por favor o médico se algum dos seguintes efeitos secundários se agravar ou durar mais do que alguns dias. Frequentes (afectam menos de 1 em cada 10 pessoas) • Dor de cabeça, sensação de cansaço • Sentir tonturas. É mais provável que tal ocorra quando inicia o tratamento com Ramipril ou quando começa a tomar uma dose mais elevada • Desmaio, hipotensão (pressão sanguínea anormalmente baixa), especialmente quando se levanta ou senta de forma rápida • Tosse seca irritativa, inflamação dos seios perinasais (sinusite) ou bronquite, falta de ar • Dor de estômago ou intestino, diarreia, indigestão, sentir-se ou estar mal • Erupção cutânea com ou sem altos na área afectada • Dor no peito • Dor ou cãibras nos músculos • Análises ao sangue que apresentem mais potássio que o normal Pouco frequentes (afectam menos de 1 em cada 100 pessoas) • Problemas de equilíbrio (vertigem) • Comichão e sensações pouco comuns na pele como dormência, picadas, repuxamento, sensação de queimaduras ou arrepios (parestesias) • Perda ou alteração do/no sabor das coisas • Problemas de sono • Sensação de depressão, ansiedade, mais nervoso ou agitado do que o habitual • Nariz entupido, dificuldade em respirar ou agravamento da asma • Sensação de inchaço intestinal chamado “angioedema intestinal” que se apresenta com sintomas tais como dor abdominal, vómitos e diarreia • Ardor no estômago, obstipação ou boca seca • Urinar mais do que o habitual durante o dia • Transpirar mais do que o habitual • Perda ou diminuição do apetite (anorexia) • Batimento cardíaco aumentado ou irregular • Inchaço dos braços e pernas. Este pode ser um sinal de que o seu organismo está a reter mais água do que o habitual • Afrontamentos • Visão turva • Dor nos seus músculos • Febre • Incapacidade sexual nos homens, redução do desejo sexual nos homens e mulheres • Análises sanguíneas que apresentam aumento do número de um tipo de glóbulos brancos (eosinofilia) • Análises sanguíneas que apresentam alterações no funcionamento do seu fígado, pâncreas ou rins Raros (afectam menos de 1 em cada 1.000 pessoas) • Sensação de tremor ou confusão • Língua vermelha e inchada • Flacidez ou descamação grave da pele, comichão, erupção granulosa • Problemas nas unhas (por exemplo queda ou separação de uma unha do seu leito) • Erupções cutâneas ou nódoas negras • Manchas na sua pele e extremidades frias • Olhos vermelhos ou com comichão, inchados e lacrimejantes • Alteração da audição e sensação de zumbido nos ouvidos • Sensação de fraqueza • Análises ao sangue que apresentem uma redução do número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas ou da quantidade de hemoglobina Muito Raros (afectam menos de 1 em cada 10.000 pessoas) • Maior sensibilidade ao sol do que o habitual Outros efeitos secundários notificados: Informe por favor o médico se alguma das seguintes situações se agravar ou durar mais do que alguns dias. • Dificuldades de concentração • Boca inchada • Análises ao sangue apresentando muito poucas células sanguíneas no seu sangue • Análises ao sangue apresentando menos sódio do que habitual no seu sangue • Mudança de cor dos dedos das mãos e dos pés quando estão frios e depois sensação de picadas e dor quando você aquece (fenómeno de Raynaud) • Aumento do tamanho da mama nos homens • Dificuldade em reagir ou reacções mais lentas • Sensação de ardor • Alteração no cheiro das coisas • Perda de cabelo | Doenças do sangue e do sistema linfático: Raros: redução da hemoglobina, reduções do hematócrito. Muito raros: depressão da medula óssea, anemia, trombocitopenia, leucopenia, neutropenia, agranulocitose, anemia hemolítica, linfadenopatia, doença auto-imune. Doenças do metabolismo e da nutrição: Muito raros: hipoglicemia. Doenças do sistema nervoso e perturbações do foro psiquiátrico: Frequentes: tonturas, cefaleias. Pouco frequentes: alterações do humor, parestesias, vertigem, alterações do paladar, perturbações do sono. Raros: confusão mental. Frequência desconhecida: sincope, sintomas depressivos. Cardiopatias e vasculopatias: Frequentes: efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão). Pouco frequentes: enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral, possivelmente devidos a hipotensão excessiva em doentes de alto risco, palpitações, taquicardia, fenómeno de Raynaud. Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: Frequentes: tosse. Pouco frequentes: rinite. Muito raros: broncospasmo, sinusite, alveolite alérgica / pneumonia eosinofílica. Doenças gastrointestinais: Frequentes: diarreia, vómitos. Pouco frequentes: náuseas, dor abdominal e indigestão. Raros: secura de boca. Muito raros: pancreatite, angioedema intestinal, hepatite – tanto hepatocelular como colestática, icterícia e insuficiência hepática. Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Pouco frequentes: edema angioneurótico/hipersensibilidade: edema angioneurótico da face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe, exantema, prurido. Raros: urticária, alopecia, psoríase. Muito raros: diaforese, pênfigo, necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, pseudo-linfoma cutâneo. Foi notificado um complexo sintomático que poderá incluir um ou mais dos efeitos seguintes: poderão ocorrer febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrite, anticorpos antinucleares positivos (ANA), taxa de sedimentação dos eritrócitos elevada (TSE), eosinofilia e leucocitose, exantema, fotossensibilidade ou outras manifestações dermatológicas. Doenças renais e urinárias: Frequentes: disfunção renal. Raros: urémia, insuficiência renal aguda. Muito raros: oligúria/anúria. Doenças dos órgãos genitais e da mama: Pouco frequentes: impotência. Raros: ginecomastia. Perturbações gerais e alterações no local de administração: Pouco frequentes: fadiga, astenia. Exames complementares de diagnóstico: Pouco frequentes: aumentos da urémia, aumentos da creatinina sérica, aumentos das enzimas hepáticas, hipercaliemia. Raros: aumentos da bilirrubina sérica, hiponatremia. Os dados de segurança de ensaios clínicos sugerem que lisinopril é geralmente bem tolerado em doentes pediátricos hipertensos e que o perfil de segurança nesta faixa etária é comparável ao verificado em adultos. |
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| Avisos | Gravidez Gravidez: Não é recomendada a administração de Ramipril durante o primeiro trimestre de gravidez e é contraindicada durante o segundo e terceiros trimestres da gravidez. Aleitamento Aleitamento: A administração de ramipril não é recomendada, sendo preferível a administração de tratamentos alternativos com um perfil de segurança melhor estabelecido durante o aleitamento, especialmente, enquanto decorrer a amamentação de um recém-nascido ou de um bebé prematuro. Insuf. Hepática Insuf. Hepática: Ver IECAs. Insuf. Renal Insuf. Renal: Ver IECAs. Condução Condução: Alguns efeitos adversos (por ex. sintomas de diminuição da pressão arterial como as tonturas) podem diminuir a capacidade de concentração e de reacção do doente e, consequentemente, constituírem um risco nas situações em que estas capacidades são particularmente importantes (por ex. conduzir ou utilizar máquinas). Esta situação pode ocorrer especialmente no início do tratamento, ou quando se procede à alteração a partir de outras preparações. Durante várias horas após a administração da primeira dose ou dos aumentos subsequentes de dose não é aconselhável conduzir ou utilizar máquinas. Populações especiais Gravidez: inibidores da ECA como por exemplo o ramipril, ou Antagonistas dos receptores da Angiotensina II (ARAIIs) não devem ser iniciados durante a gravidez. A menos que a terapia continuada com inibidor da ECA/ARAIIs seja considerada essencial, as doentes que planeiam engravidar devem ter o seu tratamento alterado para anti-hipertensores alternativos que possuam um perfil de segurança de utilização durante a gravidez estabelecido. Quando a gravidez for diagnosticada, o tratamento com inibidores da ECA/ARAIIs deve ser imediatamente interrompido e, se necessário, iniciada a terapêutica alternativa. Doentes com maior risco de hipotensão - Doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente activado Os doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente activado encontram-se em risco de diminuição aguda e pronunciada da pressão sanguínea e deterioração da função renal devido à inibição da ECA, especialmente quando lhes é administrado um inibidor da ECA ou um diurético concomitantemente pela primeira vez ou é efectuado um primeiro incremento de dose. Uma activação significativa do sistema renina-angiotensina-aldosterona deve ser antecipada, sendo necessária vigilância médica, incluindo, monitorização da pressão sanguínea, por exemplo em: - doentes com hipertensão grave - doentes com insuficiência cardíaca congestiva descompensada - doentes com impedimento do enchimento ou esvaziamento do ventrículo esquerdo hemodinamicamente relevante (p.ex., estenose da válvula mitral ou aórtica). - doentes com estenose unilateral da artéria renal com um segundo rim funcional - doentes com deplecção salina ou de fluidos estabelecida ou que a possam vir a desenvolver (incluindo doentes que tomem diuréticos) - doentes com cirrose hepática e/ou ascite - doentes submetidos a uma cirurgia extensa ou durante a anestesia com agentes que provoquem hipotensão. Geralmente, é recomendável proceder à correção da desidratação, hipovolémia ou deplecção salina antes de iniciar o tratamento (em doentes com insuficiência cardíaca, contudo, tais acções correctivas devem ser ponderadas cuidadosamente face ao risco de sobrecarga de volume). - Insuficiência cardíaca reversível ou persistente após enfarte do miocárdio (EM) - Doentes com risco de isquemia cardíaca ou cerebral em caso de hipotensão aguda A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial. Cirurgia Recomenda-se, sempre que possível, que o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, como é o caso do ramipril, seja descontinuado um dia antes da cirurgia. Monitorização da função renal. A função renal deve ser avaliada antes e durante o tratamento e a dose ajustada especialmente durante as semanas iniciais do tratamento. É necessário efectuar uma monitorização particularmente cuidadosa em doentes com compromisso da função renal. Existe um risco de diminuição da função renal, particularmente em doentes com insuficiência cardíaca congestiva ou após um transplante renal. Angioedema Foi notificado angioedema em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o ramipril. Em caso de angioedema o Ramipril deve ser descontinuado. A terapia de emergência deve ser instituída de imediato. Os doentes devem ser mantidos em observação durante pelo menos 12 a 24 horas e ter alta médica após a resolução completa dos sintomas. Foi notificado angioedema intestinal em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o Ramipril. Estes doentes apresentam dor abdominal (com ou sem náuseas ou vómitos). Reacções anafilácticas durante a dessensibilização A probabilidade e gravidade das reacções anafilácticas e anafilactóides ao veneno de insectos e outros alérgenos são incrementadas sob inibição da ACE. Deve considerar-se uma descontinuação temporária do Ramipril antes de iniciar o processo de dessensibilização. Hipercaliemia Foi observada hipercaliemia em alguns doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o Ramipril. Os doentes em risco de desenvolverem hipercaliemia incluem aqueles com compromisso da função renal, idade (> 70 anos), diabetes mellitus não controlada, ou aqueles que utilizam sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias activas que aumentam a quantidade de potássio no plasma ou situações como a desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica. Se a utilização concomitante dos agentes acima mencionados for considerada apropriada, recomenda-se a monitorização regular do potássio sérico. Neutropenia/agranulocitose Foram muito raramente notificados casos de neutropenia/agranulocitose, bem como de trombocitopenia, anemia e depressão da medula óssea. Recomenda-se a monitorização da contagem das células brancas sanguíneas de forma a permitir a detecção de uma possível leucopenia. É aconselhável uma monitorização mais frequente na fase inicial do tratamento e em doentes com compromisso da função renal, doentes com doença do colagénio concomitante (ex. lúpus eritematoso ou esclerodermia), e os que estejam a ser tratados com outros produtos medicinais que possam causar alterações no quadro sanguíneo. Diferenças étnicas Os inibidores da ECA podem causar uma taxa mais elevada de angioedema em doentes de raça negra do que aos não pertencentes a esta raça. Como quaisquer outros inibidores da ACE, o ramipril pode ser menos eficaz na diminuição da pressão sanguínea em indivíduos de raça negra do que em doentes que não pertença a esta raça, possivelmente devido a uma maior prevalência de hipertensão associada a um nível de renina baixo na população de hipertensos de raça negra. Tosse Foi notificada tosse relacionada com a utilização de inibidores da ECA. Caracteristicamente esta tosse é não produtiva, persistente e desaparece após a interrupção da terapêutica. A tosse induzida pelos inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse. | Gravidez Gravidez: Lisinopril não está recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado após o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a partir desta altura. Aleitamento Aleitamento: Lisinopril não está recomendado em mães a amamentar, especialmente se o bebé for recém-nascido ou prematuro; nestes casos o seu médico poderá indicar outro tratamento. Insuf. Renal Insuf. Renal: Ver IECAs. Condução Condução: A utilização de lisinopril pode causar efeitos secundários como tonturas, cansaço ou confusão que podem afectar a sua capacidade para conduzir ou utilizar máquinas. Certifique-se que não é afectado antes de conduzir ou utilizar máquinas. Hipotensão Sintomática: Raramente tem sido observada hipotensão sintomática em doentes hipertensos sem complicações. O aparecimento de hipotensão é mais provável nos doentes hipertensos medicados com lisinopril, se apresentarem deplecção de volume, por ex., devido a terapêutica diurética, dieta restrita em sal, diálise, diarreia ou vómitos, ou nos doentes que apresentem hipertensão grave dependente da renina. Nos doentes com insuficiência cardíaca, com ou sem insuficiência renal associada, observou-se hipotensão sintomática. Esta situação ocorre mais frequentemente em doentes com insuficiência cardíaca de maior gravidade, e que se reflete na utilização de doses elevadas de diuréticos da ansa, hiponatremia ou insuficiência renal funcional. Em doentes com risco acrescido de hipotensão sintomática, o início da terapêutica e o ajuste posológico devem ser cuidadosamente monitorizados. São aplicáveis considerações idênticas aos doentes com isquémia cardíaca ou doença cerebrovascular, nos quais uma diminuição excessiva da pressão arterial pode ter como consequência um enfarte do miocárdio ou um acidente vascular cerebral. Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, deverá administrar-se soro fisiológico em perfusão intravenosa. Uma resposta hipotensora transitória não constitui uma contraindicação para doses adicionais, que podem ser administradas habitualmente sem dificuldades logo que a pressão arterial tenha subido após expansão da volémia. Nalguns doentes com insuficiência cardíaca e cuja pressão arterial é normal ou baixa, pode ocorrer uma redução adicional da pressão arterial sistémica com lisinopril. Este efeito está previsto e não constitui, habitualmente, razão para suspender o tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática poderá ser necessária uma redução da dose ou a interrupção do tratamento com lisinopril. Hipotensão no Enfarte Agudo do Miocárdio: O tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em doentes com enfarte agudo do miocárdio que se encontrem em risco de deterioração hemodinâmica grave após tratamento com um vasodilatador. Estes doentes têm uma pressão sistólica igual ou inferior a 100 mm Hg ou estão em choque cardiogénico. Durante os três primeiros dias após o enfarte, a dose deve ser reduzida caso a pressão sistólica seja igual ou inferior a 120 mm Hg. As doses de manutenção devem ser reduzidas para 5 mg ou, temporariamente, para 2,5 mg se a pressão sistólica for igual ou inferior a 100 mm Hg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica menor que 90 mm Hg durante mais de 1 hora), o tratamento com lisinopril deve ser interrompido. Estenose das válvulas aórtica e mitral / cardiomiopatia hipertrófica: Tal como com outros inibidores da ECA, lisinopril deve ser administrado com precaução nos doentes com estenose da válvula mitral e obstrução do débito do ventrículo esquerdo, nomeadamente, estenose da aorta ou cardiomiopatia hipertrófica. Disfunção Renal: Nos casos de disfunção renal (depuração da creatinina <80 ml/min), a posologia inicial de lisinopril deve ser ajustada de acordo com a depuração da creatinina do doente e, subsequentemente, em função da resposta ao tratamento. A monitorização de rotina dos níveis de potássio e da creatinina são parte integrante da prática clínica normal nestes doentes. Em doentes com insuficiência cardíaca, a hipotensão após o início da terapêutica com inibidores da ECA pode originar um agravamento adicional da disfunção renal. Nesta situação foi notificada insuficiência renal aguda, geralmente reversível. Nalguns doentes com estenose da artéria renal bilateral ou com estenose da artéria em rim único, que foram tratados com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, observaram-se aumentos da urémia e da creatinina sérica, geralmente reversíveis após suspensão da terapêutica. Estas alterações são particularmente mais prováveis em doentes com insuficiência renal. Caso esteja também presente hipertensão renovascular, existe um risco aumentado de hipotensão grave e de insuficiência renal. Nestes doentes, o tratamento deve ser iniciado sob vigilância médica rigorosa, com doses baixas e procedendo a ajustes cuidadosos da dose. Uma vez que o tratamento com diuréticos pode constituir um fator contribuinte para a situação anteriormente referida, a sua administração deve ser suspensa, procedendo-se à monitorização da função renal, durante as primeiras semanas da terapêutica com lisinopril. Alguns doentes hipertensos sem doença vascular renal pré-existente aparente apresentaram aumentos da urémia e da creatinina sérica, geralmente pequenos e transitórios, em especial quando lisinopril foi administrado concomitantemente com um diurético. Esta situação é mais provável de ocorrer em doentes com insuficiência renal pré-existente. Poderá ser necessário proceder a uma redução da posologia e/ou suspensão do diurético e/ou de lisinopril. No enfarte agudo do miocárdio, o tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em doentes com diagnóstico de disfunção renal, definida por uma concentração sérica de creatinina superior a 177 micromol/l e/ou proteinúria superior a 500 mg/24 h. Se a disfunção renal se desenvolver durante o tratamento com lisinopril (concentração de creatinina sérica superior a 265 micromol/L ou uma duplicação do valor obtido antes do tratamento) o médico deverá considerar a suspensão de lisinopril. Hipersensibilidade / Angioedema: Raramente foram notificados casos de angioedema da face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe em doentes tratados com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, incluindo o lisinopril. Esta situação pode ocorrer em qualquer momento, durante a terapêutica. Nestes casos, o lisinopril deverá ser imediatamente suspenso, instituindo-se tratamento e monitorização adequados a fim de assegurar a resolução completa dos sintomas antes do final do período de hospitalização. Mesmo nos casos em que ocorre unicamente edema da língua, sem qualquer dificuldade respiratória, os doentes poderão necessitar de observação prolongada, uma vez que o tratamento com anti-histamínicos e corticosteróides poderá não ser suficiente. Muito raramente, foram notificados casos de morte devido a angioedema associado a edema da laringe ou a edema da língua. Os doentes que apresentam envolvimento da língua, glote ou laringe poderão apresentar obstrução das vias respiratórias, em especial no caso dos doentes com antecedentes de cirurgia das vias respiratórias. Nestes casos dever-se-á administrar imediatamente terapêutica de emergência. Esta pode incluir a administração de adrenalina e/ou a manutenção de uma via respiratória patente. O doente deve ser mantido sob rigorosa supervisão médica até à resolução completa e sustentada dos sintomas. Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina causam uma maior taxa de angioedema em doentes de raça negra do que em doentes de outras raças. Doentes com história de angioedema não associado a uma terapêutica com inibidor da ECA poderão apresentar um aumento do risco de ocorrência de angioedema, enquanto estão a ser medicados com um inibidor da ECA. Reações anafilactóides em doentes hemodialisados: Foram notificadas reações anafilactóides em doentes hemodialisados com membranas de fluxo elevado (por exemplo, AN 69) e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nestes doentes deverá ser considerada a hipótese de utilizar um tipo diferente de membrana de diálise ou uma classe diferente de fármaco anti-hipertensor. Reações anafilactóides durante a aférese das lipoproteínas de baixa densidade (LDL): Raramente, os doentes tratados com inibidores da ECA durante a aférese das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrano apresentaram reações anafilactóides potencialmente fatais. Estas reações foram evitadas pela retenção temporária da terapêutica com inibidor da ECA antes de cada aférese. Dessensibilização: Os doentes tratados com inibidores da ECA mantiveram reações anafilactóides durante o tratamento de dessensibilização (por ex. veneno de hymenoptera). Nos mesmos doentes, estas reações foram evitadas quando foram suspensos temporariamente os inibidores da ECA, embora reaparecessem com a re-administração inadvertida do medicamento. Insuficiência hepática: Muito raramente, os inibidores da ECA foram associados a uma síndrome que se inicia com icterícia colestática ou hepatite e que progride para necrose fulminante e (por vezes) morte. O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Os doentes que estejam a tomar lisinopril e que desenvolvam icterícia ou que apresentem elevações acentuadas das enzimas hepáticas devem suspender lisinopril e serem submetidos a acompanhamento médico apropriado. Neutropenia / Agranulocitose: Foram notificados casos de neutropenia / agranulocitose, trombocitopenia e anemia em doentes submetidos a tratamento com inibidores da ECA. Raramente ocorre neutropenia nos doentes com função renal normal e sem quaisquer outros fatores de complicação. A neutropenia e a agranulocitose são reversíveis após a suspensão do tratamento com inibidor da ECA. Lisinopril deve ser utilizado com extrema precaução nos doentes com doença vascular do colagénio, submetidos a terapêutica de imunossupressão, a tratamento com alopurinol ou procaínamida, ou a uma combinação destes fatores de complicação, em especial nos casos de comprometimento renal pré-existente. Alguns destes doentes desenvolveram infeções graves que, nalguns casos, não respondem a antibioterapia intensa. Se o lisinopril é utilizado nestes doentes, é aconselhável uma monitorização periódica da contagem de leucócitos, pedindo-se aos doentes que comuniquem imediatamente qualquer sinal de infeção. Raça: Os inibidores da enzima de conversão da angiotensina causam uma maior taxa de angioedema em doentes de raça negra do que em doentes de outras raças. Tal como com outros inibidores da ECA, lisinopril poderá ser menos eficaz na redução da pressão arterial dos doentes de raça negra do que nos de outras raças, possivelmente devido a uma maior prevalência de estados com renina reduzida na população negra com hipertensão. Tosse: Tem sido notificado o aparecimento de tosse com utilização de inibidores da ECA. Esta tosse caracteriza-se por ser não produtiva, persistente e resolve-se após suspensão da terapêutica. A tosse induzida pelos inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse. Cirurgia / Anestesia: Em doentes submetidos a grande cirurgia ou durante a anestesia com agentes que provocam hipotensão, lisinopril pode bloquear a formação de angiotensina II resultante de uma libertação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão atribuível a este mecanismo, esta poderá ser corrigida com expansores de volume. Hipercaliemia: Têm sido observadas elevações do potássio sérico nalguns doentes tratados com inibidores da ECA, incluindo o lisinopril. Os doentes que se encontram em risco de desenvolvimento de hipercaliemia incluem os que têm insuficiência renal, diabetes mellitus, ou os que utilizam concomitantemente diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos de sal contendo potássio, ou os doentes que estejam a tomar outros fármacos associados a aumentos do potássio sérico (por ex. heparina). Quando se considera apropriado o uso concomitante dos agentes supracitados, recomenda-se proceder à monitorização regular do potássio sérico. Doentes diabéticos: Nos doentes diabéticos tratados com agentes antidiabéticos orais ou insulina, o controlo glicémico deve ser cuidadosamente monitorizado no decurso do primeiro mês de tratamento com um inibidor da ECA. Lítio: Não se recomenda, geralmente, a associação de lítio e lisinopril. Gravidez: Os inibidores da ECA não devem ser iniciados durante a gravidez. A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com inibidores da ECA seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da ECA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa. Informe o Médico se estiver a tomar: Em especial: Diuréticos – causam uma queda grande da tensão arterial. Diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, espironolactona, amilorida ou triamtereno), suplementos de potássio e sais de potássio ou qualquer outro medicamento que possa aumentar os níveis de potássio no sangue como a heparina. É necessária uma monitorização frequente dos níveis de potássio no sangue. Anestésicos – o efeito de diminuição da tensão arterial dos comprimidos de lisinopril é potenciado quando tomados com estes medicamentos. Assim, é importante que informe o seu médico/hospital que está a tomar lisinopril. Lítio (usado para tratar a depressão) – quando tomado com comprimidos de lisinopril pode ocorrer um aumento dos níveis de lítio. É necessária uma monitorização frequente dos níveis de lítio no sangue. Anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs – medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios), incluindo ácido acetilsalicílico (mais de 3 gramas por dia) – podem reduzir o efeito de diminuição da pressão arterial do lisinopril. Estes medicamentos também causam um aumento dos níveis de potássio no sangue e reduzem a função renal. Alopurinol (utilizado para o tratamento da gota), medicamentos utilizados para suprimir o sistema imunitário ou procaínamida (utilizado para tratar perturbações do ritmo cardíaco). Antipsicóticos, relaxantes musculares e antidepressivos tricíclicos - podem também reduzir a sua pressão arterial. Simpaticomiméticos (usados para a asma) - podem reduzir a pressão arterial, diminuindo o efeito dos comprimidos de lisinopril. Antidiabéticos orais e insulinas - quando tomados com comprimidos de lisinopril pode ocorrer uma maior redução do nível de glucose sanguínea, particularmente durante as primeiras semanas de tratamento com os comprimidos de lisinopril e em doentes com a função renal reduzida. Outros medicamentos para baixar a pressão arterial, por exemplo, fosinopril – causam um aumento do efeito de diminuição da pressão arterial do lisinopril quando tomados em simultâneo. Trinitrato de glicerilo, outros nitratos ou vasodilatadores, por exemplo hidralazina – pode diminuir ainda mais a sua pressão arterial. Ouro – pode causar rubor, tonturas, queda acentuada da pressão arterial ou náuseas. |
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