⚠️ Avisos
Aleitamento
Aleitamento:
Modafinil não deve ser usado durante a amamentação.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Reduzir a dose na IH grave.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose em 50% na IR grave.
Condução
Condução:
Os doentes com níveis anómalos de sonolência que tomam modafinil, devem ser advertidos de que o seu estado de vigília pode não voltar ao normal. Os doentes com uma sonolência excessiva, incluindo os que tomam modafinil, devem ser frequentemente reavaliados relativamente ao seu grau de sonolência e, se apropriado, devem ser advertidos para evitarem conduzir ou realizar qualquer outra actividade potencialmente perigosa. Efeitos indesejáveis, tais como visão turva ou tonturas, poderão também afectar a capacidade de condução
Gravidez
Gravidez:
Não se recomenda a utilização de modafinil durante a gravidez.
Dopping
Dopping:
Estimulantes não específicos. Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Diagnóstico de perturbações do sono
Modafinil só deve ser utilizado em doentes em que foi efectuada uma avaliação completa da sua sonolência excessiva e nos quais o diagnóstico de narcolepsia foi efectuado em conformidade com os critérios de diagnóstico da ICSD.
Adicionalmente à história clínica do doente, tal avaliação consiste geralmente no estudo dos parâmetros do sono em ambiente laboratorial e exclusão de outras causas possíveis para a hipersónia observada.
Erupção cutânea grave, incluindo Síndrome de Stevens-Johnson, Necrólise Epidérmica Tóxica e Erupção cutânea associada à utilização de medicamentos (rash medicamentoso) com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos Com a utilização de modafinil, têm sido notificados casos de erupção cutânea grave com hospitalização e suspensão do tratamento, no período de 1- 5 semanas após o início do tratamento.
Casos isolados, têm sido também notificados após tratamento prolongado (ex., 3 meses).
Nos ensaios clínicos realizados com modafinil, a incidência de erupção cutânea que resultou na suspensão do tratamento de doentes pediátricos (idade <17 anos), foi de aproximadamente 0,8% (13 em 1.585); tal resultado inclui erupção cutânea grave.
Não foram notificados casos de erupção cutânea grave nos ensaios clínicos realizados com modafinil em adultos (0 em 4.264).
Modafinil deve ser suspenso aos primeiros sinais de erupção cutânea e não reiniciado.
Casos raros de erupção cutânea grave ou de erupção cutânea que coloque a vida em risco, incluindo Síndrome de Stevens-Johnson (SJS), Necrólise Epidérmica Tóxica (TEM) e Erupção cutânea associada à utilização de medicamentos com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS), têm sido notificados em adultos e crianças, na experiência a nível mundial de pós comercialização.
População pediátrica
Dado não ter sido estabelecida a segurança e a eficácia em estudos controlados realizados em crianças e devido ao risco de reações adversas de hipersensibilidade cutânea grave e reações psiquiátricas, não se recomenda a utilização de modafinil.
Reações de hipersensibilidade multiórgãos
Na experiência de pós comercialização, ocorreram reações de hipersensibilidade multiórgãos, incluindo pelo menos um caso fatal, em estreita relação temporal com o início do tratamento com modafinil.
Embora tenha havido um número limitado de notificações, as reações de hipersensibilidade multiórgãos podem resultar em hospitalização ou colocarem a vida em risco.
Não existem fatores conhecidos de predisposição para o risco de ocorrência ou para a gravidade das reações de hipersensibilidade multiórgãos associadas ao modafinil.
Foram diversos os sinais e sintomas desta perturbação; contudo, os doentes tipicamente, embora não exclusivamente, apresentaram febre e erupção cutânea associadas ao envolvimento de outros sistemas de órgãos.
Outras manifestações associadas incluíram miocardite, hepatite, alterações nos testes da função hepática, alterações hematológicas (ex., eosinofilia, leucopenia, trombocitopenia), prurido e astenia.
Dado que a hipersensibilidade multiórgãos tem uma expressão variável, podem ocorrer sinais e sintomas noutros sistemas de órgãos que não se encontram aqui descritos.
Caso se suspeite de uma reação de hipersensibilidade multiórgãos, o modafinil deve ser suspenso.
Perturbações psiquiátricas
Os doentes devem ser monitorizados para o desenvolvimento de perturbações psiquiátricas de novo ou exacerbação das pré-existentes, em qualquer ajuste da dose e depois regularmente durante o tratamento.
Caso se desenvolvam sintomas psiquiátricos associados ao tratamento com modafinil, o modafinil deve ser suspenso e não reiniciado.
Deverá ser encarada com precaução a administração de modafinil a doentes com antecedentes de perturbações psiquiátricas, incluindo psicose, depressão, mania, ansiedade major, agitação, insónia ou abuso de substâncias.
Ansiedade
Modafinil está associado ao aparecimento ou agravamento da ansiedade.
Doentes com ansiedade major só devem receber tratamento com modafinil numa unidade especializada.
Comportamento suicida
Comportamento suicida (incluindo tentativas de suicídio e ideação suicida) tem sido notificado em doentes tratados com modafinil.
Os doentes tratados com modafinil devem ser cuidadosamente monitorizados para o aparecimento ou o agravamento de comportamento suicida.
Caso se desenvolvam sintomas relacionados com suicídio em associação à utilização de modafinil, o tratamento deve ser suspenso.
Sintomas psicóticos ou maníacos
Modafinil está associado ao aparecimento ou agravamento de sintomas psicóticos ou sintomas maníacos (incluindo alucinações, delírios, agitação ou mania).
Os doentes tratados com modafinil devem ser cuidadosamente monitorizados para o aparecimento ou o agravamento de sintomas psicóticos ou maníacos.
Caso ocorram sintomas psicóticos ou maníacos, pode ser necessária a suspensão de modafinil.
Perturbações bipolares
Devem ser tomadas precauções na utilização de modafinil em doentes com perturbação bipolar comórbida devido à possibilidade de se desencadear um episódio misto/maníaco em tais doentes.
Comportamento agressivo ou hostil
O aparecimento ou o agravamento de comportamento agressivo ou hostil pode ser provocado pelo tratamento com modafinil.
Os doentes tratados com modafinil devem ser cuidadosamente monitorizados para o aparecimento ou o agravamento de comportamento agressivo ou hostil.
Caso ocorram sintomas, pode ser necessária a suspensão do modafinil.
Riscos cardiovasculares
Recomenda-se a realização de um ECG em todos os doentes antes de se iniciar o tratamento com modafinil.
Os doentes que apresentem alterações devem ser adicionalmente avaliados e tratados por um especialista antes de ser considerado o tratamento com modafinil.
A pressão arterial e a frequência cardíaca devem ser regularmente monitorizadas em doentes medicados com modafinil.
Modafinil deve ser suspenso em doentes que desenvolvam arritmia ou hipertensão moderada a grave e não deve ser reiniciado até que a condição tenha sido adequadamente avaliada e tratada.
Não se recomenda a utilização de modafinil comprimidos em doentes com antecedentes de hipertrofia ventricular esquerda ou cor pulmonale, e em doentes com prolapso da válvula mitral que desenvolveram síndrome de prolapso da válvula mitral, quando anteriormente medicados com estimulantes do SNC.
Esta síndrome pode manifestar-se através de alterações isquémicas no ECG, dor torácica ou arritmias.
Insónia
Dado que o modafinil promove a vigília, deve prestar-se atenção aos sinais de insónia.
Manutenção da higiene do sono
Os doentes devem ser advertidos de que o modafinil não é um substituto do sono e que deve manter-se uma boa higiene do sono.
Os passos para assegurar uma boa higiene do sono devem incluir uma avaliação do consumo de cafeína.
Doentes que usam contracetivos esteróides
Nas mulheres sexualmente ativas com potencial para engravidar, deve estabelecer-se um programa contracetivo antes do tratamento com modafinil.
Dado que a eficácia dos contracetivos esteróides pode ser reduzida quando utilizados com modafinil, recomendam-se métodos contracetivos alternativos ou concomitantes, mesmo durante mais dois meses após a suspensão do modafinil.
Abuso, utilização indevida, desvio
Como os estudos com modafinil demonstraram um potencial para a dependência, a possibilidade de dependência com a utilização prolongada não pode ser totalmente excluída.
Deverá ser encarada com precaução a administração de modafinil em doentes com antecedentes de consumo excessivo de álcool, drogas ou substâncias ilícitas.