⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve tomar Capecitabina se estiver grávida ou se pensar que está grávida.
Aleitamento
Aleitamento:
Não deve amamentar se estiver a tomar Capecitabina.
Condução
Condução:
Não deve conduzir se se sentir com tonturas, náuseas ou cansado depois de tomar este medicamento.
Os efeitos tóxicos limitantes da dose incluem diarreia, dor abdominal, náuseas, estomatite e síndroma mão-pé (reação cutânea mão-pé, eritrodisestesia palmar-plantar).
A maioria das reações adversas são reversíveis e não exigem a descontinuação definitiva do tratamento, embora possa ser necessário suspendê-lo temporariamente ou reduzir as doses.
Diarreia:
Os doentes com episódios graves de diarreia devem ser cuidadosamente monitorizados e, em caso de desidratação, devem ser administrados líquidos e electrólitos de substituição.
Podem utilizar-se os tratamentos antidiarreicos habituais (por exemplo, loperamida).
A diarreia de grau 2, NCIC CTC, é definida como um aumento de 4 a 6 dejeções/dia ou fezes noturnas, diarreia de grau 3 é definida como um aumento de 7 a 9 dejeções/dia ou incontinência e mal-absorção.
Diarreia de grau 4 é definida como um aumento ≥10 dejeções/dia ou diarreia com sangue ou necessidade de suporte parentérico.
Quando necessário, deve ser efectuada a redução da dose.
Desidratação:
A desidratação deverá ser prevenida ou corrigida aquando do seu aparecimento.
Os doentes com anorexia, astenia, náuseas, vómitos ou diarreia podem ficar rapidamente desidratados.
Se ocorrer desidratação de grau 2 (ou superior), o tratamento com capecitabina deverá ser imediatamente interrompido e a desidratação corrigida.
O tratamento não deverá ser recomeçado até que o doente esteja hidratado e até se ter corrigido ou controlado a causa da desidratação.
As modificações da dose aplicadas devem ser aplicadas ao acontecimento adverso desencadeante conforme necessário.
Síndroma da mão-pé (também conhecido como reação cutânea mão-pé, eritrodisestesia palmar-plantar ou eritema acral induzido por quimioterapia).
O síndroma da mão-pé, de Grau 1, é definido como entorpecimento, disestesia/parestesia, formigueiro, edema indolor ou eritema das mãos e/ou pés e/ou desconforto que não impede a realização da atividade normal do doente.
O síndroma da mão-pé, de Grau 2, apresenta-se como eritema doloroso e edema das mãos e/ou pés e/ou desconforto e que afeta a atividade diária do doente.
O síndroma da mão-pé, de Grau 3, apresenta-se como uma descamação húmida, ulceração, formação de vesículas e dor intensa nas mãos e/ou pés e/ou intenso desconforto, que incapacita o doente para trabalhar ou para efectuar a sua atividade diária.
Se ocorrer síndroma da mão-pé, de Grau 2 ou 3, deve interromper-se a administração de capecitabina até se ultrapassar este estado ou até à diminuição da sua intensidade para o Grau 1.
Após a ocorrência de síndroma da mão-pé de Grau 3, as doses subsequentes de capecitabina devem ser diminuídas.
Quando capecitabina e cisplatina são utilizadas em associação, não é aconselhável a utilização de vitamina B6 (piridoxina) para o tratamento sintomático ou profiláctico secundário do síndroma da mão-pé, devido a relatórios publicados de que tal pode diminuir a eficácia da cisplatina.
Cardiotoxicidade:
A terapêutica com fluoropirimidina foi associada à ocorrência de cardiotoxicidade, incluindo enfarte do miocárdio, angina de peito, disritmias, choque cardiogénico, morte súbita e alterações electrocardiográficas (incluindo casos muito raros de QT prolongado).
Estas reações adversas podem ser mais comuns em doentes com antecedentes de doença arterial coronária.
Foi relatada a ocorrência de arritmias cardíacas (incluindo fibrilhação ventricular, torsade de pointes e bradicardia), angina de peito, enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca e cardiomiopatia em doentes em tratamento com capecitabina.
Deve ter-se cuidado nos doentes com antecedentes de doença cardíaca, arritmias ou angina de peito.
Hipo ou hipercalcemia:
Durante o tratamento com capecitabina foi relatada a ocorrência de hipo ou hipercalcemia.
Deve ter-se cuidado em doentes com hipo ou hipercalcemia pré-existente
Doença do sistema nervoso central ou periférico:
Deve ter-se cuidado em doentes com doença do sistema nervoso central ou periférico, por ex. metástases cerebrais ou neuropatia.
Diabetes mellitus ou alterações electrolíticas.:
Deve ter-se cuidado em doentes com diabetes mellitus ou alterações electrolíticas, uma vez que estas se podem agravar durante o tratamento com capecitabina.
Anticoagulantes derivados da cumarina:
Num estudo de interação medicamentosa, com administração de doses únicas de varfarina, verificou-se um aumento significativo no valor médio da AUC da S-varfarina (+57%).
Estes resultados sugerem a existência de interação, provavelmente devida a uma inibição do sistema isoenzimático 2C9 do citocromo P450, pela capecitabina.
Os doentes tratados concomitantemente com capecitabina e anticoagulantes derivados da cumarina devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à resposta anticoagulante (INR ou tempo de protrombina) e a dose do anticoagulante deve ser ajustada em conformidade.
Compromisso hepático.:
Na ausência de dados de segurança e eficácia, em doentes com compromisso hepático, a utilização de capecitabina deverá ser cuidadosamente monitorizada em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada, independentemente da presença ou da ausência de metástases hepáticas.
Se ocorrer uma elevação da bilirrubina, relacionada com o fármaco, >3,0 x Limite Superior do Normal (LSN) ou uma elevação, relacionada com o fármaco, das aminotransferases hepáticas (ALT, AST) >2,5 x Limite Superior do Normal (LSN), a administração de capecitabina deve ser interrompida.
O tratamento com capecitabina em monoterapia pode ser retomado quando a bilirrubina diminuir para ≤3,0 x Limite Superior do Normal (LSN) ou as aminotransferases hepáticas diminuírem para ≤2,5 x Limite Superior do Normal.
Compromisso renal.:
A incidência de reações adversas, de grau 3 ou 4, é maior em doentes com compromisso renal moderado (depuração da creatinina de 30-50ml/min) do que na população em geral.
Deficiência da DPD: Raramente tem sido atribuída tocixidade grave e inesperada, associada a 5-FU (p. ex., estomatite, diarreia, neutropenia e neurotixicidade), à deficiência da atividade da DPD.
Consequentemente não se pode excluir uma ligação entre a diminuição nos níveis de DPD e o aumento, potencialmente fatal, dos efeitos tóxicos do 5-FU.
Doentes com deficiência conhecida da DPD não devem ser tratados com capecitabina.
Nos doentes com deficiência não conhecida da DPD tratados com capecitabina, podem ocorrer toxicidades com perigo de vida, manifestando-se como sobredosagem aguda.
No evento de toxicidade aguda de grau 2-4, o tratamento deve ser descontinuado imediatamente até a toxicidade observada estar resolvida.
A descontinuação definitiva deve ser considerada com base na avaliação clínica do início, duração e gravidade das toxicidades observadas.
Complicações oftalmológicas: Os doentes devem ser monitorizados atentamente no que respeita a complicações oftalmológicas, tais como queratite e alterações da córnea, principalmente se tiverem história de afeções oculares anteriores.
O tratamento das afeções oculares deve ser iniciado conforme seja clinicamente adequado.
Como este medicamento contém lactose anidra como excipiente, não deve ser administrado a doentes que apresentem problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência em lactase de Lapp ou má absorção da glucose-galactose.
Deve ser particularmente cuidadoso se estiver a tomar qualquer um dos seguintes:
- medicamentos para tratar a gota (alopurinol),
- medicamentos para tornar o sangue mais fluído (cumarina, varfarina),
- determinados medicamentos antivíricos (sorivudina ou brivudina),
- medicamentos para tratar as convulsões ou as tremuras (fenitoína)
- interferão alfa ou
- radioterapia e certos medicamentos utilizados para tratar o cancro (ácido folínico, oxaliplatina, bevacizumab).