⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve tomar Levofloxacina se estiver grávida.
Aleitamento
Aleitamento:
Não deve tomar Levofloxacina se estiver a amamentar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Reduzir dose em 50% na IR ligeira; reduzir dose e consultar literatura específica na IR moderada a grave.
Condução
Condução:
A levofloxacina pode causar tonturas, sonolência, problemas visuais e confusão. Se sentir quaisquer efeitos não conduza.
Nos casos mais graves de pneumonia pneumocócica, Levofloxacina pode não ser a terapêutica óptima.
As infeções nosocomiais causadas pela P. Aeruginosa podem exigir uma terapêutica de associação.
Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA)
A levofloxacina não é eficaz contra infeções causadas pelo MRSA.
Em infeções que se suspeita serem causadas pelo MRSA, a levofloxacina deve ser associada a outra substância aprovada para o tratamento de infeções causadas por MRSA.
Tendinite e ruptura de tendões
Pode ocorrer raramente uma tendinite.
Envolve com mais frequência o tendão de Aquiles e pode causar a ruptura de tendões.
Existe um maior risco de tendinite e de ruptura de tendões nos idosos e em doentes medicados com corticosteróides.
Portanto, é necessária uma monitorização regular destes doentes se for prescrito Levofloxacina.
Todos os doentes devem consultar o médico se tiverem sintomas de tendinite.
No caso de suspeita de tendinite, o tratamento com Levofloxacina deve ser imediatamente interrompido, devendo ser iniciado o tratamento apropriado para o tendão afetado (por exemplo, imobilização).
Doença associada ao Clostridium difficile
A ocorrência de diarreia, especialmente se for grave, persistente e/ou sanguinolenta, durante ou após o tratamento com Levofloxacina, pode ser sintomática de doença associada ao Clostridium difficile, cuja forma mais grave é a enterocolite pseudomembranosa.
No caso de suspeita de enterocolite pseudomembranosa, o tratamento com Levofloxacina deve ser imediatamente interrompido e os doentes devem ser tratados imediatamente com medidas de suporte e terapêutica específica (por exemplo, metronidazol ou vancomicina oral).
Os medicamentos que inibem o peristaltismo são contraindicados nesta situação clínica.
Doentes predispostos a convulsões
Levofloxacina é contraindicado em doentes com uma história de epilepsia e, como com outras quinolonas, deve ser utilizado com extrema precaução em doentes com predisposição para convulsões, como por exemplo doentes com lesão pré-existente do sistema nervoso central, doentes em tratamento concomitante com fenbufeno e anti-inflamatórios não esteróides similares ou com medicamentos que diminuem o limiar convulsivo cerebral, como a teofilina.
No caso de crises convulsivas, o tratamento com levofloxacina deve ser descontinuado.
Doentes com deficiência da G-6-fosfato desidrogenase
Doentes com deficiência latente ou existente da atividade da glucose-6-fosfato desidrogenase podem ser susceptíveis a reações hemolíticas quando tratados com antibacterianos da classe das quinolonas; portanto, a levofloxacina deve ser utilizada com precaução.
Doentes com compromisso renal
Como a levofloxacina é excretada principalmente pelos rins, a dose de Levofloxacina deve ser ajustada em doentes com compromisso renal.
Reações de hipersensibilidade
A levofloxacina pode causar reações de hipersensibilidade graves, potencialmente fatais (por exemplo, desde angioedema até choque anafiláctico), ocasionalmente após a dose inicial.
Os doentes devem interromper imediatamente o tratamento e contactar o médico ou um médico de urgência, que iniciará as medidas de emergência adequadas.
Hipoglicemia
Tal como com todas as quinolonas, foi notificada hipoglicemia geralmente em doentes diabéticos submetidos a tratamento concomitante com um hipoglicemiante oral (por exemplo, glibenclamida) ou com insulina.
Nestes doentes diabéticos, recomenda-se a monitorização frequente da glicemia.
Prevenção de fotossensibilização
Embora a fotossensibilização seja muito rara com a levofloxacina, recomenda-se que os doentes não se exponham desnecessariamente à luz solar intensa ou a radiação UV artificial (por exemplo, lâmpada de raios solares, solário), a fim de evitar a fotossensibilização.
Doentes tratados com antagonistas da vitamina K
Devido ao possível aumento dos valores dos testes de coagulação (TP/INR - tempo de protrombina/razão internacional normalizada) e/ou de hemorragia em doentes tratados com levofloxacina em associação com um antagonista da vitamina K (por exemplo, varfarina), os testes de coagulação devem ser monitorizados quando estes medicamentos são administrados concomitantemente.
Reações psicóticas
Foram notificadas reações psicóticas em doentes medicados com quinolonas, incluindo a levofloxacina.
Em casos muito raros, estas progrediram para ideação suicida e comportamento auto-destrutivo, por vezes após apenas uma dose de levofloxacina.
No caso do doente desenvolver estas reações, a levofloxacina deve ser interrompida e devem ser instituídas as medidas apropriadas.
Aconselha-se precaução se a levofloxacina for utilizada em doentes psicóticos ou em doentes com antecedentes de doença do foro psiquiátrico.
Cardiopatias
Devem tomar-se precauções quando se utilizam fluoroquinolonas, incluindo levofloxacina, em doentes com fatores de risco conhecidos para prolongamento do intervalo QT como, por exemplo:
- síndrome congénita de QT longo - utilização concomitante de medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (por exemplo, antiarrítmicos das Classes IA e III, antidepressores tricíclicos, macrólidos).
- desequilíbrio electrolítico não corrigido (por exemplo, hipocaliemia, hipomagnesiemia)
- idosos
- cardiopatia (por exemplo, insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, bradicardia).
Neuropatia periférica
Em doentes medicados com fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina, foi notificada neuropatia periférica sensorial e sensorio-motora cujo início pode ser rápido.
A levofloxacina deve ser interrompida se o doente apresentar sintomas de neuropatia a fim de prevenir o desenvolvimento de uma situação irreversível.
Opióides
Em doentes tratados com levofloxacina, a determinação de opióides na urina pode dar resultados positivos falsos.
Pode ser necessário confirmar rastreios positivos de opióides utilizando um método mais específico.
Afeções hepatobiliares
Foram notificados casos de necrose hepática incluindo insuficiência hepática com risco de vida com a levofloxacina, principalmente em doentes com doenças subjacentes graves, como por exemplo, sépsis.
Os doentes devem ser aconselhados a interromper o tratamento e a contactar o médico caso se desenvolvam sinais e sintomas de doença hepática como anorexia, icterícia, urina escura, prurido ou abdómen sensível.