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Disponível em:
🇨🇿🇩🇪🇬🇧🇫🇷🇵🇹🇸🇰
Forma
TABLET, FILM COATED
Posologia
25 mg/1
Via de administração
ORAL
Armazenamento
—
Sobre este produto
Fabricante
RedPharm Drug, Inc
Código ATC
C07AG02
Fonte
OPENFDA_NDC
O Carvedilol é um beta-bloqueador não seletivo, vasodilatador e com propriedades antioxidantes.
Foi demonstrado que a vasodilatação é essencialmente mediada pelo bloqueio seletivo dos recetores alfa 1. A vasodilatação devido à ação do Carvedilol reduz a resistência vascular periférica e os bloqueadores beta controlam o sistema renina-angiotensina.
A atividade da renina plasmática é reduzida e a retenção de líquidos é rara.
O Carvedilol não tem atividade simpaticomimética intrínseca (ASI). Tal como o propranolol, tem propriedades de estabilização da membrana.
O Carvedilol é uma mistura racémica de dois estereoisómeros. Em modelos animais, ambos os enantiómeros demonstraram efeitos de bloqueio dos recetores adrenérgicos alfa.
O bloqueio não seletivo dos recetores adrenérgicos beta 1 e beta 2 devem-se essencialmente ao enantiómero S(-).
O Carvedilol é um antioxidante potente e um sequestrador de radicais livres do oxigénio.
Os efeitos antioxidantes do carvedilol e dos seus metabólitos foram demonstrados em estudos com modelos animais in vitro e in vivo e in vitro com diversos tipos de células humanas.
Estudos clínicos demonstraram que a vasodilatação e o bloqueio beta devidos ao carvedilol resultam nos seguintes efeitos nos doentes: os doentes hipertensos apresentam redução da pressão arterial mas a resistência periférica não aumenta, ao contrário do que se observa com os bloqueadores beta puros.
A frequência cardíaca diminui ligeiramente.
A circulação e função renais permanecem normais, bem como a circulação periférica; por esse motivo, o arrefecimento de extremidades que é um efeito comum dos beta-bloqueadores, é raro.
No tratamento prolongado de doentes com angina, o Carvedilol demonstrou reduzir a isquémia do miocárdio e aliviar a dor. Estudos de hemodinâmica demonstraram que o Carvedilol reduz a pré e a pós-carga ventriculares.
Em doentes com disfunção ventricular esquerda ou insuficiência cardíaca congestiva, o Carvedilol demonstrou ter efeitos benéficos na hemodinâmica e na fração de ejecção e dimensão do ventrículo esquerdo.
O Carvedilol reduz a mortalidade e a necessidade de hospitalização para tratamento de causas cardiovasculares de doentes com insuficiência cardíaca.
O Carvedilol não tem efeitos desfavoráveis sobre o perfil lipídico sérico nem sobre os electrólitos.
A relação entre as HDL (lipoproteínas de alta densidade) e LDL (lipoproteínas de baixa densidade) mantém-se normal.
⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Carvedilol só deve ser utilizado em mulheres grávidas, se o benefício potencial para a mãe superar o risco potencial para o feto/recém-nascido. O tratamento deve ser interrompido 2 a 3 dias antes do nascimento.
Se isto não for possível o recém-nascido tem de ser monitorizado durante os primeiros 2 a 3 dias de vida.
Aleitamento
Aleitamento:
O aleitamento não é recomendado durante a administração de carvedilol.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Evitar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Pode ser necessária redução de dose em 25% na IR grave.
Condução
Condução:
Devido às reacções individualmente variáveis (ex.: tonturas, cansaço), a capacidade de conduzir, utilizr máquinas ou trabalhar sem suporte firme pode estar comprometida.
Dopping
Dopping:
Os beta-bloqueantes são proibidos somente Em Competição nos seguintes desportos, excepto se especificado de outra forma: actividades Subaquáticas (CMAS), Automobilismo (FIA), Bilhar (todas as disciplinas) (WCBS), Esqui/Snowboard (FIS), Golfe (IGF), Setas (WDF). Proibido igualmente fora de competição: Tiro (ISSF, IPC), Tiro (ISSF, IPC), Tiro com Arco (WA).
Insuficiência cardíaca congestiva crónica
Em doentes com insuficiência cardíaca crónica, o Carvedilol deverá ser administrado principalmente em conjunto com diuréticos, inibidores da ECA, digitálicos e/ou vasodilatadores.
O início da terapêutica deve ser efectuado sob supervisão de um Médico hospitalar.
A terapêutica só deve ser iniciada se o doente se encontrar estabilizado com a terapêutica tradicional de base há pelo menos quatro semanas.
Doentes com insuficiência cardíaca grave, deplecção de sal ou volume, idosos ou doentes com pressão sanguínea basal baixa devem ser monitorizados durante aproximadamente duas horas após a primeira dose ou após um aumento na dose, uma vez que pode ocorrer hipotensão.
Hipotensão devido a vasodilatação excessiva é inicialmente tratada reduzindo a dose do diurético.
Se houver persistência dos sintomas, a dose do inibidor da ECA pode ser reduzida.
No início da terapêutica ou durante a titulação do Carvedilol pode ocorrer agravamento da insuficiência cardíaca ou da retenção de líquidos.
Nestes casos deve ser aumentada a dose de diurético. Contudo, nalguns casos é necessário reduzir ou interromper o tratamento com Carvedilol.
A dose de Carvedilol não deverá ser aumentada antes dos sintomas devido ao agravamento da insuficiência cardíaca, ou hipotensão devido à vasodilatação, estarem sob controlo.
Em doentes com insuficiência cardíaca crónica tratados com digitálicos, o Carvedilol deverá ser administrado com precauções, uma vez que ambos prolongam o tempo de condução AV.
Função renal na insuficiência cardíaca congestiva
Durante o tratamento com Carvedilol, foi observado agravamento reversível da função renal em doentes com hipotensão (pressão arterial sistólica <100 mm Hg), cardiopatia isquémica e aterosclerose generalizada, e/ou insuficiência renal subjacente.
Nos doentes com insuficiência cardíaca que apresentem estes fatores de risco, a função renal deve ser monitorizada durante a titulação da dose de Carvedilol.
Se ocorrer agravamento significativo na função renal, a dose de Carvedilol deve ser reduzida ou o tratamento interrompido.
Disfunção ventricular esquerda no seguimento de um enfarte agudo do miocárdio.
Antes de ser iniciado o tratamento com Carvedilol, o doente deve estar clinicamente estável e deve ter recebido um inibidor ECA pelo menos nas últimas 48 horas, e a dose do inibidor ACE deve ter sido constante pelo menos nas últimas 24 horas.
Doença pulmonar obstrutiva crónica
O Carvedilol deve ser usado com precaução em doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) com a componente broncoespásmica, que não estão a fazer medicação oral ou inaladores e apenas se os potenciais benefícios forem superiores ao potencial risco.
Nos doentes com tendência para broncoespasmos, a dificuldade respiratória pode ocorrer como resultado de um possível aumento da resistência da via aérea.
Os doentes devem ser monitorizados de perto durante o início e o aumento de dose do carvedilol, e a dose de Carvedilol deve ser reduzida se for observada qualquer evidência de broncoespasmo durante o tratamento.
Diabetes
O Carvedilol pode mascarar sintomas da hipoglicémia aguda. Pode ocasionalmente ocorrer insuficiência do controlo da glicémia em doentes com diabetes mellitus e insuficiência cardíaca relacionados com o uso do Carvedilol.
Em consequência, é necessária a monitorização rigorosa de doentes diabéticos em tratamento com Carvedilol pela medição regular da glicémia, especialmente durante a titulação da dose, e o ajuste da medicação antidiabética se necessário.
Os níveis de glicémia deverão também ser monitorizados após um longo período de jejum.
Doença vascular periférica
O Carvedilol deve ser usado com precaução em doentes com doença vascular periférica uma vez que os beta-bloqueadores podem precipitar ou agravar os sintomas de insuficiência arterial.
Síndroma de Raynaud
O Carvedilol deve ser utilizado com precaução em doentes que sofrem de doenças circulatórias periféricas (ex.: síndroma de Raynaud) uma vez que pode haver exacerbação dos sintomas.
Tirotoxicose
O Carvedilol pode mascarar sintomas de tirotoxicose.
Anestesia e cirurgia major
Devido aos efeitos inotrópicos negativos sinérgicos do Carvedilol e de medicamentos anestésicos, deve ter-se cuidado nos doentes sujeitos a cirurgia geral.
Os beta-bloqueadores reduzem o risco de arritmias na anestesia, contudo pode haver aumento do risco de hipotensão.
O uso de certos medicamentos anestésicos deve ser realizado com precaução.
Contudo, estudos mais recentes sugerem benefícios dos beta-bloqueadores prevenindo a morbidez cardíaca perioperativa e a redução de incidência de complicações cardiovasculares.
Bradicardia
O Carvedilol pode causar bradicardia. Se ocorrer um decréscimo da frequência cardíaca para menos de 55 pulsações por minuto e sintomas associados com ocorrência de bradicardia, a dose de Carvedilol deve ser reduzida.
Hipersensibilidade
O Carvedilol deve ser administrado com precaução em doentes com história de reações de hipersensibilidade graves e em doentes submetidos a terapêutica de dessensibilização, já que os beta-bloqueadores podem aumentar quer a sensibilidade aos alergenos quer a gravidade das reações anafilácticas.
Há que ter uma maior precaução quando se prescrevem beta-bloqueadores a doentes com psoríase, já que pode ocorrer agravamento dos sintomas cutâneos.
Psoríase
Doentes com história de psoríase associada com a terapia de beta-bloqueadores só devem tomar carvedilol após se considerar a relação risco-benefício.
Uso concomitante de bloqueadores dos canais de cálcio
Quando o Carvedilol é utilizado concomitantemente com antagonistas dos canais do cálcio tais como verapamil ou diltiazem ou outros antiarrítmicos especificamente a amiodarona, é necessário proceder à monitorização da pressão arterial e do ECG.
A co-administração intravenosa deve ser evitada.
Feocromocitoma
Em doentes com feocromocitoma deve ser iniciado um tratamento com alfa-bloqueadores antes de serem utilizados quaisquer beta-bloqueadores.
Embora o Carvedilol exerça bloqueios alfa e beta, não existe experiência suficiente nesta doença pelo que se recomenda precaução nestes doentes.
Variante da angina de Prinzmetal
Os agentes com atividade beta-bloqueadora não-seletiva podem provocar dor no peito em doentes com variante da angina de Prinzmetal.
Não há experiência clínica com o Carvedilol nestes doentes embora a atividade alfa bloqueadora do Carvedilol possa prevenir tais sintomas.
Contudo, deve ter-se precaução na administração do carvedilol a doentes suspeitos de ter variante da angina de Prinzmetal.
Lentes de contacto
Pessoas que utilizem lentes de contacto devem ser avisadas da possível redução da secreção do fluído lacrimal.
Síndroma de interrupção
Tal como com outros beta-bloqueadores, o Carvedilol não deve ser interrompido repentinamente. Tal é especialmente verdadeiro nos doentes com doença isquémica cardíaca.
O tratamento com Carvedilol deve ser descontinuado gradualmente ao longo de duas semanas, reduzindo por exemplo, a dose diária a metade a cada três dias.
Se necessário deve ser iniciada em simultâneo uma terapêutica de substituição para prevenir o agravamento da angina de peito.
Outros avisos
A administração de Cimetidina deve ser efectuada com precaução se em simultâneo se verificar aumento nos efeitos do Carvedilol.
Doentes que são conhecidos por metabolizadores fracos de debrisoquina, deverão ser rigorosamente monitorizados durante o início do tratamento.
Uma vez que há experiência clínica limitada, o Carvedilol não deve ser administrado em doentes com hipertensão lábil ou secundária, hipotensão ortostática, doença cardíaca inflamatória aguda, obstrução hemodinâmica relevante das válvulas do coração ou do fluxo de saída, doença arterial periférica em último grau, ou em tratamento concomitante com o recetor alfa 1-antagonista ou o recetor alfa 2-agonista.
Devido à sua ação dromotrópica negativa, o Carvedilol deve ser administrado com precauções a doentes com bloqueio cardíaco em primeiro grau.
Tome especial cuidado e informe o Médico se estiver a tomar algum dos medicamentos listados abaixo:
– amiodarona ou outros medicamentos para controlar o ritmo cardíaco
– digoxina ou digitoxina (para a insuficiência cardíaca)
– diltiazem ou verapamil (para a hipertensão e problemas do coração)
– amlodipina, felodipina, nifedipina e bloqueadores dos canais de cálcio similares (para a pressão arterial elevada)
– quaisquer outros medicamentos para baixar a pressão arterial
– insulina ou comprimidos para tratar a diabetes
– rifampicina, eritromicina, claritromicina ou telitromicina (antibióticos)
– cimetidina (para tratar a azia ou úlceras gástricas)
– cetoconazol (para tratar infeções fúngicas)
– fluoxetina (um antidepressivo)
– haloperidol (um antipsicótico)
– reserpina, guanetidina, metildopa ou guanfacina (medicamentos de ação central para tratar a pressão arterial elevada)
– clonidina (para muitos problemas raros de saúde)
– moclobemide ou fenelzina (inibidores MAO para tratamento da depressão)
– ciclosporina (para suprimir as funções imunitárias do corpo)
– ergotamina (para tratar enxaquecas ou pressão arterial muito baixa)
– nitratos (para tratar a angina pectoris)
– medicamentos para tratar psicoses (fenotiazinas), depressão (antidepressivos tricíclicos), ou epilepsia (barbitúricos)
– anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)
– medicamentos com cortisona tomados por via oral ou por injeção
– medicamentos com estrogénio (hormonas femininas)
– medicamentos para tratar reações alérgicas (adrenalina) – o seu efeito poderá ser reduzido.
Informe o Médico que está a tomar Carvedilol se precisar de ser anestesiado ou de fazer uma cirurgia.
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Verificado por editor médico
Dr. Ozarchuk, PharmD · April 2026
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