⚠️ Avisos
Gravidez
Gravidez:
Não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que seja absolutamente necessário. A administração de Naproxeno está contraindicada durante o terceiro trimestre de gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
O uso de naproxeno em mulheres que amamentem não é recomendado devido à possibilidade de ocorrência de reacções adversas dos fármacos inibidores da prostaglandinas nos recém-nascidos.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Ver AINEs.
Condução
Condução:
Alguns doentes podem sentir sonolência, tonturas, vertigens, insónia ou depressão quando tomam naproxeno. Se os doentes sentirem estas reacções adversas ou semelhantes, recomenda-se cautela no desempenho de actividades que requeiram atenção.
VIA ORAL:
A administração concomitante de Naproxeno com outros AINE, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada.
Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas.
Efeitos Gastrointestinais
Hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal: têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves.
O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de AINE, em doentes com história de úlcera, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos.
Nestas situações os doentes devem ser instruídos no sentido de informar sobre a ocorrência de sintomas abdominais anormais (especialmente de hemorragia gastrointestinal), sobretudo nas fases iniciais do tratamento.
Nestes doentes o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz disponível.
A co-administração de agentes protetores (ex.: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como em doentes que necessitem de tomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos susceptíveis de aumentar o risco gastrointestinal.
É aconselhada precaução em doentes a tomar concomitantemente outros medicamentos que possam aumentar o risco de úlcera ou hemorragia, tais como corticosteróides, anticoagulantes (tais como a varfarina), inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou antiagregantes plaquetários tais como o ácido acetilsalicílico.
Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração em doentes a tomar Naproxeno o tratamento deve ser interrompido.
Os AINE devem ser administrados com precaução em doentes com história de doença gastrointestinal (colite ulcerosa, doença de Crohn), na medida em que estas situações podem ser exacerbadas.
Ensaios abertos em doentes com artrite reumatóide que tiveram disfunção gastrintestinal elevada e/ou foram intolerantes a outros AINEs comuns indicaram que o naproxeno é geralmente bem tolerado.
À semelhança do que acontece com outros anti-inflamatórios não esteróides, a incidência e a gravidade de complicações gastrintestinais podem tornar-se mais frequentes com o aumento da dose e da duração do tratamento com Naproxeno.
Efeitos renais
Tem surgido na literatura médica casos de função renal diminuída, insuficiência renal, nefrite intersticial aguda, hematúria, proteinúria, necrose papilar renal e, ocasionalmente, síndroma nefrótico associados à administração de medicamentos contendo naproxeno.
À semelhança do que acontece com outros AINEs, os medicamentos contendo naproxeno têm de ser administrados sob vigilância em doentes com função renal diminuída ou com história de doença renal, porque o naproxeno é um inibidor da síntese das prostaglandinas.
Os doentes cujo estado clínico possa conduzir à redução do volume de sangue e/ou do fluxo sanguíneo renal nos quais as prostaglandinas renais têm um papel importante na perfusão renal devem ser seguidos.
Nestes doentes, a administração de medicamentos contendo naproxeno ou outros AINEs pode causar redução dependente da dose na formação de prostaglandina renal e pode precipitar a descompensação renal ou insuficiência renal.
Os doentes mais expostos a esta reação são aqueles com função renal diminuída, hipovolémia, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, deplecção de sal, os doentes em tratamento com diuréticos e os idosos.
A interrupção da administração dos medicamentos contendo naproxeno é normalmente seguida da recuperação para o estado pré-tratamento.
Nestes doentes, os medicamentos contendo naproxeno devem ser administrados sob vigilância clínica e é aconselhável a monitorização da creatinina sérica e/ou a depuração da creatinina.
Nestes doentes, a redução na dose diária deve ser tida em conta para evitar a possibilidade da acumulação excessiva dos metabólitos de naproxeno.
Os medicamentos contendo naproxeno não são recomendados em doentes com uma depuração da creatinina inferior a 20 ml/minuto, pois tem-se verificado acumulação de metabólitos de naproxeno nestes doentes.
A hemodiálise não diminui a concentração plasmática de naproxeno devido à elevada taxa de ligação às proteínas.
Hematológicas
O naproxeno diminui a agregação das plaquetas e prolonga o tempo de hemorragia.
Este efeito deve ser tido em consideração quando se determina o tempo de hemorragia.
Doentes com problemas de coagulação ou em tratamento com medicamentos que interfiram na hemostase devem ser cuidadosamente observados no caso de estarem a tomar medicamentos contendo naproxeno.
Doentes com alto risco de hemorragia e que estejam a fazer um tratamento com anticoagulantes (ex. derivados de dicoumarol) podem ficar sujeitos a um maior risco aumentado de hemorragia se lhes forem administrados simultaneamente medicamentos contendo naproxeno.
Reações anafilácticas (anafilactóides)
Podem ocorrer reações de hipersensibilidade em indivíduos susceptíveis.
Podem ocorrer reações anafilácticas em doentes com ou sem história de hipersensibilidade após exposição à aspirina, a outros anti-inflamatórios não-esteróides ou a medicamentos contendo naproxeno.
Estes eventos podem também ocorrer em indivíduos com história de angioedema, reatividade broncospástica (p.ex. asma), rinite e pólipos nasais.
As reações anafilactóides, como anafilaxia, podem ser fatais.
Em doentes com história de asma, doença alérgica ou sensibilidade à aspirina pode ocorrer broncospasmo.
Efeitos hepáticos
À semelhança do que se passa com outros anti-inflamatórios não-esteróides, pode ocorrer aumento de um ou mais valores da função hepática.
As alterações hepáticas deverão ser causadas mais pela hipersensibilidade do que pela toxicidade directa.
Foram relatadas reações hepáticas graves, incluindo icterícia e hepatite (alguns casos de hepatite foram fatais).
Foi descrita reatividade cruzada.
Efeitos antipiréticos
As atividades antipiréticas e anti-inflamatórias do naproxeno reduzem a febre e inflamação, diminuindo assim a sua utilidade como sinais de diagnóstico.
Esteróides
Se a dose de esteróides for reduzida ou eliminada durante o tratamento, deve ser reduzida lentamente e os doentes têm de ser vigiados para a eventualidade de quaisquer reações adversas, incluindo insuficiência adrenal e o agravamento dos sintomas de artrite.
Efeitos oftalmológicos
Os ensaios clínicos não mostraram que a administração de naproxeno provoque alterações no olho.
Em casos raros, foram relatadas alterações oculares incluindo papilite, neurite óptica retrobulbar e papiledema, em doentes que tomaram AINEs incluindo naproxeno, embora não se tenha estabelecido qualquer relação causal; assim, doentes que tenham alterações visuais durante o tratamento com medicamentos contendo naproxeno devem fazer um exame oftalmológico.
Efeitos Cutâneos
Têm sido muito raramente notificadas reações cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, associadas à administração de AINE.
Aparentemente o risco de ocorrência destas reações é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reações manifestam-se durante o primeiro mês de tratamento.
Naproxeno deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas, ou outras manifestações de hipersensibilidade.
Efeitos Cardiovasculares e cerebrovasculares
Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema associados ao tratamento com AINEs, pelo que os doentes com história de hipertensão arterial e/ou insuficiência cardíaca congestiva ligeira a moderada deverão ser adequadamente monitorizados e aconselhados.
Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a administração de inibidores da COX-2 e alguns AINEs (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longa duração) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou AVC).
Apesar de os dados indicarem que a administração de naproxeno (1000 mg diários) possa estar associada a um baixo risco, o mesmo não pode ser excluído.
Os doentes com hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica, e/ou doença cerebrovascular apenas devem ser tratados com naproxeno após cuidadosa avaliação.
As mesmas precauções deverão ser tomadas antes de iniciar o tratamento de longa duração de doentes com fatores de risco cardiovascular (ex: hipertensão arterial, hiperlipidemia, Diabetes Mellitus e hábitos tabágicos).
Precauções com doentes idosos
Os idosos apresentam uma maior frequência de reações adversas com AINE, especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais.
Nos doentes idosos a depuração é reduzida.
É recomendada a utilização de uma dose mais baixa.
Precauções relacionadas com a fertilidade
A utilização de naproxeno, tal como acontece com outros medicamentos que inibem a síntese das prostaglandinas/ciclogenase, pode comprometer a fertilidade e não é recomendada em mulheres que estejam a tentar engravidar.
Em mulheres com dificuldade em engravidar ou nas quais esteja a ser investigada a causa de infertilidade, deverá ser considerada a suspensão do naproxeno.
Associação com outros AlNEs
Não se recomenda a associação de medicamentos contendo naproxeno com outros AINEs, devido aos riscos acumulados de ocorrência de reações adversas graves associadas aos AINEs.
VIA CUTÂNEA:
Evitar usar o gel nos olhos, membranas mucosas, feridas e/ou lesões cutâneas.
As concentrações sanguíneas alcançadas pela substância ativa e absorvidas através da pele não são de magnitude tal que exponham a risco de efeitos indesejáveis ou a ser necessário fazer advertências relativamente à administração sistémica do medicamento aplicável.
No entanto, o uso de Naproxeno gel não está recomendado em doentes que apresentem reações alérgicas ao ácido acetilsalicílico e/ou outros AINEs, não sendo também recomendado em doentes com história de ocorrências alérgicas ou eventos alérgicos em curso.
Para prevenir fenómenos de hipersensibilidade ou fotossensibilidade, evitar a exposição directa à luz solar, incluindo solários, durante o tratamento e duranteas 2 semanas
seguintes.
O uso do produto deve ser descontinuado se os doentes apresentarem erupção ou irritação cutânea.
VIA RECTAL:
Deve evitar a administração concomitante de Naproxeno com outros anti-inflamatórios não esteróides (AINE), incluindo os inibidores seletivos da ciclooxigenase-2.
Os idosos apresentam uma maior frequência de reações adversas com AINE, especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais.
Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas.
Têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal.
O risco destas reações é maior com doses mais elevadas de AINE, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração e em doentes idosos.
Se ocorrerem sintomas abdominais e de hemorragia digestiva (fezes escuras ou com sangue) sobretudo na fase inicial do tratamento, deve interromper o tratamento e informar imediatamente o médico assistente.
Recomenda-se precaução na utilização em doentes com história de doença inflamatória do intestino (colite ulcerosa, doença de Crohn), na medida em que estas situações podem ser exacerbadas.
Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares
Têm sido notificados casos de retenção de líquidos e edema (inchaço dos pés ou mãos), pelo que os doentes com problemas cardíacos devem ser vigiados e aconselhados pelo médico.
Os medicamentos tais como Naproxeno podem estar associados a um pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O risco é maior com doses mais elevadas e em tratamentos prolongados.
Não deve ser excedida a dose recomendada nem o tempo de duração do tratamento.
Se tem problemas cardíacos, sofreu um AVC ou pensa que pode estar em risco de vir a sofrer destas situações (por exemplo se tem pressão sanguínea elevada, diabetes, elevados níveis de colesterol ou se é fumador) deverá aconselhar-se sobre o tratamento com o seu médico ou farmacêutico.
Utilizar Naproxeno sob vigilância médica em doentes com função renal diminuída ou com história de doença renal.
Deve ser utilizada a menor dose eficaz.
Naproxeno diminui a agregação das plaquetas e prolonga o tempo de hemorragia.
Recomenda-se vigilância médica em doentes com alterações da coagulação sanguínea ou em tratamento com anti-coagulantes (por ex. heparina ou varfarina).
Podem ocorrer dificuldades respiratórias (broncoespasmo) em doentes com história de angioedema, asma, rinite e pólipos nasais.
Têm sido muito raramente notificadas reações cutâneas graves associadas à administração de AINE (dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica).
Aos primeiros sinais de rash, lesões das mucosas ou outras manifestações de hipersensibilidade (alergia), deve interromper o tratamento e informar imediatamente o médico assistente.
Recomenda-se interromper o tratamento 48 horas antes da realização de provas da função renal ou supra-renal, uma vez que o naproxeno pode alterar os resultados.
Dada a atividade antipirética (baixa a febre) e anti-inflamatória do naproxeno, a febre e a inflamação podem perder utilidade como sinais de diagnóstico.
Doentes com alterações da visão durante o tratamento com naproxeno, devem efectuar um exame oftalmológico.
A administração de Naproxeno pode diminuir a fertilidade feminina, não sendo recomendado em mulheres que planeiam engravidar.
Em mulheres que tenham dificuldade em engravidar ou nas quais a possibilidade de infertilidade está a ser averiguada deverá ser considerada a interrupção do Naproxeno.